
As eliminatórias para a Copa de 2010 voltaram e só se fala em uma coisa: Dunga cai ou não cai caso não consiga bons resultados perante Chile, hoje, e Bolívia na quarta-feira. Mas não é só isso que chama atenção nas eliminatórias sul-americanas. A forma expressiva com que o Paraguai vem enfrentando seus adversários impressiona e começa até a assustar os que também pretendem uma vaga na África do Sul.
Gerardo Martino é o grande responsável dessa mudança de postura repentina e agradável dos paraguaios. O treinador argentino quando chegou deu a seguinte declaração: 'Quero tornar o Paraguai a terceira potência futebolística sul-americana.' E, aos poucos, vem conseguindo. Os resultados são expressivos e incontestáveis. As vitórias clamorosas sobre Brasil e Chile colocaram a seleção Albiroja na ponta da classificação, à frente de argentinos e brasileiros. A confirmação da boa fase e da competência paraguai vieram ontem.
Enfrentando uma Argentina infinitamente superior dentro de um Monumental de Nuñez completamente abarrotado, os paraguaios seguraram o empate até os últimos minutos com uma atuação de gala de sua defesa. Mesmo ficando com um jogador à mais todo o tempo os paraguaios souberam prender a bola e impedir uma ofensiva dos Albicelestes que sem Tevez desde o primeiro tempo não fizeram grande exibição. Ponto positivo apenas para Aguero, autor do gol que salvou a Argentina de uma derrota em casa.
O time é coeso em campo e defesa, meio-campo e ataque se comunicam com muita fluidez. Se Haedo Valdez e Cardozo nunca foram na seleção os jogadores que eram nos clubes esta história esta mudando sob o comando de Martino. Ambos fazem uma bela dupla de ataque e, quando preciso, Cabañas também resolve. O meio-campo não é dos mais criativos mas se destaca pela paciência e união. Todos atacam e todos defendem. A defesa, porém, parece ser um ponto inquestionável de equilíbrio dos paraguaios. Contando com dois laterais - Morel e Vera - que sabem apoiar e defender com a mesma perfeição e uma zaga consistente e de raríssimos erros os paraguaios caminham a passos largos para a Copa do Mundo de 2010 com um objeitov: conseguir se consolidar e fazer um trabalho de renovação à longo prazo.
domingo, 7 de setembro de 2008
Puro-Sangue Paraguaio
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João Lucas Garcia
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
Testemunhal de Um Brasileiro

Este texto não é uma análise calculista do que aconteceu ontem em Silverstone na Inglaterra. E nem me permitiria dizer isso já que apenas amo Fórmula 1, mas não posso dizer que conheço à fundo. Mas era necessário que fizesse um comentário aqui sobre a corrida, mas especificamente sobre Barrichello.
Sábados e domingos de F1 para mim sempre foram sagrados. Mesmo eu nunca ter visto uma só corrida de Ayrton Senna, nem Nelson Piquet e muito menos Emerson Fittipaldi. Cresci vendo Schumacher e Hakkinen degladiando por vitórias, pódios e títulos. Normalmente o finlandês vencia e Schumacher, o maior de todos os tempos, não conseguia dar fim ao jejum que assolava a Ferrari. Mas gostava mesmo, além das batalhas no fim dos anos 90 entre o ferrarista e o piloto da McLaren, era de ver Rubinho guiando a Stewart. Ao lado de Johnny Herbert, outro daqueles gênios escondidos e que não serão muito lembrados, Barrichello fazia mágica com um carro limitadíssimo e conquistava pódios esporádicos em um tempo que vivia à sombra de Senna. Nunca esquecerei o GP de Magny-Cours quando chegou na terceira colocação e, com a mesma Stewart, devolveu uma ultrapassagem das mais antológicas que Michael Schumacher sofreu em toda sua carreira. http://www.youtube.com/watch?v=vLR8L_QEPrk
Até que surgiu a grande chance.
A Ferrari contratava um prodígio Rubens que era a grande esperança de um Brasil sem ídolos no automobilismo. O futuro parecia brilhante já que na melhor equipe da Fórmula 1 com o melhor carro os títulos poderiam voltar ao país e o hino brasileiro seria executado nas manhãs dominicais. Mas no meio do caminho havia aquele Schumacher. O que levou a Ferrari a um pentacampeonato e dominou por completo o início dos anos 2000, frustrando os planos brasileiros de voltar ao topo da cadeia da velocidade mundial. Rubens se desentendeu, sofreu, deu passagem ao alemão em um dos episódios mais vergonhosos da história da F1 no circuito de A1 Ring na Áustria. Até que ele se livrou do estigma de segundo piloto, estepe, reserva de luxo ferrarista indo terminar de forma melancólica e doída numa Honda descrente. Passou seus primeiros anos na scuderia japonesa penando a fazer pontos, pensou largar a F1 e teve de se acostumar de vez com as críticas dos desocupados de plantão.
Ontem, porém, ele deu mais uma das provas de que é um dos melhores pilotos, ainda, em atividade na Fórmula 1. Competente, agressivo mas sem perder a cabeça, estrategista. Rubens dominou por completo uma corrida que não tinha nada para ser das melhores de sua extensa carreira como piloto. Lembrou a sua primeira vitória de F1, no circuito de Hockenheimring. A mesma chuva pesada caía, o mesmo estrategista no banco de sua equipe estava e, mais uma vez em sua vida, Barrichello pôde ser definido por uma palavra: genial. Guiou sua capenga Honda como se estivesse dirigindo a Ferrari nos bons tempos ou a Stewart em que ele fazia os mesmo milagres que ontem fez com sua Honda. Ultrapassou, por dentro e por fora, acertou na estratégia, não errou durante toda prova, basicamente, deu show. Levou com maestria um carro péssimo a um pódio nunca antes sequer sonhado e voltou a sorrir como das primeiras vezes, sentindo-se um moleque no meio de um orgulhoso Hamilton e um feliz Heidfeld.
Reconhecimento que não vem pela imprensa brasileira em geral. Reconhecimento que demora a surgir por aqueles que mais deveriam reconhecê-lo. Rubens é daqueles tipos que faz de sua profissão sua vida e isto é perceptível até aos mais desatentos. Há anos Rubinho não guia em, condições de conseguir vitórias ou de brigar pelo título, mas continua lá, brigando contra os humoristas e os engraçadões. Ele mereceu este terceiro lugar, merece toda aquela emoção a ele dedicada quando chega á um pódio ou mesmo quando vencia corridas. Baricchello me faz gostar de ver Fórmula 1 e me passa muito mais emoção do que qualquer outro piloto. Não que não goste de Felipe Massa, mas ele não é um herói e nunca será um para mim. Rubinho sim, mesmo nunca vencido um campeonato, mesmo sendo uma sombra de dois gênios por toda sua carreira. Ele mostra um espírito de equipe e companheirismo que me fazem acreditar e sonhar que para ser um grande homem não precisa ser, literalmente, um campeão.
Rubens Barrichello é o melhor daqueles que nunca puderam mostrar que são os melhores e continuará sendo um dos motivos de acordar cedo nos meus fins de semana só para torcer para chegar aos pontos, brigar por uma oitava posição ou coisa do gênero. Pois a emoção e a vivacidade deste senhor são tão ricas quanto a de um garoto. Ele não precisa provar mais nada à ninguém. Depois de ontem, pode se aposentar sossegado Rubens, você entra no hall dos melhores pilotos que este país já teve.
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quarta-feira, 18 de junho de 2008
Perder Pode Ser Bom
Desta vez o Brasil x Argentina terá um significado muito maior do que um simples jogo de futebol que envolve inúmeras rivalidades, história e, segundo alguns dos maiores entendidos do assunto, o maior clássico entre nações de todo o mundo. O jogo de hoje, dentro do Mineirão o berço da Seleção Nacional contra os hermanos nos últimos anos, mostrará como estão sendo feitas as renovações nas duas seleções.
O ataque argentino tem a juventude no seu ponto forte com Messi, Aguero e um não convocado mas convocável Tevez. O Brasil, ao contrário, não consegue bons talentos do meio pra frente, pelo menos na visão de Dunga que convoca insistentemente Josué e Mineiro além de um desgastado e saturado Gilberto Silva. A renovação no Brasil, neste time de Dunga não se dá em lugar nenhum, mas poderia (e deveria) ocorrer na zaga e no meio de campo. Imagine um meio com Hernanes, Lucas, Anderson e Kaká !
Hoje passará por cima de ideologias e de muitas coisas batidas como a milonga ou a rivalidade. O encontro tem uma força muito maior. Basile já não é o mesmo de tempos atrás mas promove na Albiceleste uma renovação que passa por vários pontos do campo memso ainda tendo em seu time titular Riquelme, Verón e Julio Cruz. Dunga, nada faz e nada parece querer fazer. Estamos à deriva em um ano Olímpico.
Talvez a sorte de Dunga seja a fraqueza dos argentinos quando se encontram conosco. Mas se não fraquejarem a situação piorará, só assim, então, abrirão os olhos para o buraco que estamos nos enfiando - ou melhor, estão nos enfiando.
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Saindo do Inferno

Depois dos 3x1 contra o Goiás em uma exibição pífia dentro do Serra Dourada o Corinthians já era dado como morto na Copa do Brasil. A síndrome de Paulo Baier abatera o Timão, a equipe foi ridiculamente derrotada e seu destino era esperar o início da Série B para poder sonhar com algo dentro da temporada que se arrastava de forma esperada mas melancólica para o torcedor corinthiano. A eliminação no Paulistão só carimbava o estigma e as provocações das torcidas adversárias de que o Corinthians só disputaria a Segunda Divisão e olhe lá, nada muito mais do que isso. Pois bem, erraram.
O que se viu depois da derrota para o Noroeste que tirou o Timão da disputa nas semifinais foi uma semana e meia de treinos intensivos e uma vitória que não havia sido vista ainda sobre o comando de Mano Menezes. Um 4x1 acachapante em que o Alvinegro liquidou o Goiás em menos de 30 minutos de jogo. A torcida começou a dar show aí e depois deste resultado a aura dentro do Parque São Jorge mudou. Veio a vitória, sofrida mas merecida contra o sempre temido São Caetano dentro do Morumbi por 2x1 e novo resultado positivo na estréia da Série B contra o esforçado - mas apenas esforçado - time do CRB com quase 35 mil pessoas na reabertura do Pacembu.
Estas semanas de alegria continuam até agora e com mais um capítulo ontem após outra boa vitória frente ao São Caetano em Ribeirão Preto. 22 mil alvinegros na arquibancada e até Acosta fazendo gol. A situação que no começo do ano era alarmante neste momento parece ter virado em favor do Corinthians.
As incógnitas Chicão e André Santos se tornaram dois dos principais jogadores do elenco corinthiano. Herrera não é nenhum Tevez mas vem sendo extremamente efetivo em sua função. Marca quando necessário, passa quando necessário e dá tudo de si à todo tempo. Até Lulinha e Dentinho parecem estar um pouco mais amadurecidos do que eram no ano anterior e rendem muito mais com destaque ao primeiro, que enfim enfileirou uma sequência de bons jogos. Problemas ainda existem, claro. A defesa, apesar de boa, continua falhando de tempos em tempos. Felipe não é mais o mesmo do ano passado mas ainda passa grande segurança e Acosta, Fabinho e Douglas não emplacaram completamente mas há uma clara evolução do que se via no início do ano.
Sendo extremamente realista, existe muito ainda para se caminhar, tanto na Série B quanto na Copa do Brasil, mas o Corinthians pode sonhar em conquistar títulos em um ano que
tinha tudo para ser um mero purgatório.
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sábado, 26 de abril de 2008
A Hora É Agora
O Chelsea vem empolgado pelo jogo do meio de semana na Champions League. Freguês histórico do Liverpool quando tratamos de competições européias, os Blues conseguiram um empate em 1x1 dentro de Anfield Road no último minuto de jogo, mesmo com Ballack e Lampard em noite apagadíssima, e agora jogaram por uma vitória simples ou por um empate sem gols em casa na próxima semana. Um ânimo a mais para um time que tende a abaixar a cabeça em momento
s complicados e que sempre sofreu com a falta de uma estrutura psicológica, principalmente na gestão de José Mourinho no comando.
Do outro lado vem o United que também empatou fora de casa, mas em circunstâncias muito diferentes. Cristiano Ronaldo perdeu pênalti, a equipe não jogou bem e no último fim de semana já haviam empatado com o Blackburn com um gol no último minuto de Tevez.
A situação, graças ao gol do argentino, se manteve em três pontos de diferença e como os Devils tem um saldo muito superior ao Chelsea (54 contra 36) mesmo que perca hoje não será ultrapassado e dependerá apenas de suas próprias pernas para ser campeão da Premiership. O que Ferguson precisa fazer agora é manter a cabeça do time dentro de campo.
Muito foi questionado se o Manchester teria condições de chegar e vencer tudo que disputassem. A dúvida estava se conseguiriam com um trio de ataque extremamente jovem
manter a mesma regularidade que se tivessem jogadores de maior experiência. Neste caso, a juventude foi soberana. Ronaldo, Rooney e Tevez vem fazendo uma temporada irretocável. São de forma absoluta o melhor trio de atacantes de toda a Europa e não sentiram o peso da camisa durante toda esta temporada, pelo menos até aqui. CR não costuma perder pênaltis e na quarta-feira errou sobre uma situação de extrema pressão. A equipe do Manchester foi estática frente ao Barcelona e não consgeuia criar absolutamente nada. Este é o medo, uma amarelada completa na fase final das duas competições.
O Chelsea fez uma temporada sobre olhares desconfiados de todo o mundo. Avram Grant nunca foi o nome mais esperado para dirigir o time de Stanford Bridge e após um início pífio, em que ocorreu até a fatídica derrota para o Rosenborg dentro de casa, o Chelsea se recuperou e isto tem muito a ver com três jogadores: Essien, Drogba e Ballack. O primeiro é, de longe, o pilar de sustentação deste time. Foi ele quem fez o gol que eliminou o Schalke 04 na Champions League e é sempre ele que está marcando forte na defesa. É um jogador multi-funcional e que se encaixa em qualquer lugar na equipe titular. Drogba nunca foi admitido com um grande atacante pois é forte, grande e habilidade não é uma de suas características principais, mas o seu poder de fogo anula todos e quaisquer defeitos que o marfinense possa ter. Nesta temporada, porém, o que se destacou foi sua capacidade de, além de fazer gols, ser um grande garçom. Deu passes para o time inteiro e mesmo ficando um bom tempo machucado teve contribuição imensurável para a recuperação do Chelsea na UCL e na Premier League. O caso mais curioso, entretanto, é o de Ballack.
O alemão veio com a promessa de ser um companheiro à altura para Lampard ou até mais, colocar o inglês no banco. Não conseguiu nem um nem outro no começo das ligas. Escondia-se, tinha inúmeros problemas com contusões e ficava a deriva de uma grande atuação do time para ele poder ir no embalo. De uns tempos para cá, com a mudança de esquema tático que o aproximou muito mais do ataque, o obrigando a ser quase um terceiro atacante e não mais um meio central, melhorou muito seu rendimento e enfim ele pôde jogar o futebol esperado. Imagine se Shevchenko tivesse encaixado nesta equipe ...
Uma vitória do Chelsea não surpreenderia, já que o jogo é em Stanford Bridge, mas uma vitória Blue podeia trazer estragos gigantescos dentro de Old Trafford. Faltando apenas 3 rodadas para o fim do campeonato, o momento é de decisão, e parece que a capacidade técnica parece não contar tanto quanto a capacidade de gerir a pressão que será imposta à ambos, mas que o Manchester Utd sofrerá mais.
Foto: Skysports
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domingo, 13 de abril de 2008
Com a Mão, Palmeiras Vira Llorón

O Palmeiras parece ter perdido pela soberba. O São Paulo venceu - além da mão de Adriano e do trio de arbitragem - pela forma correta como jogou. Richarlyson quis ser apenas Richarlyson e não Falcão ou Pirlo. A zaga com três zagueiros é mais segura e Miranda/Alex Silva são mais do que essenciais, Joílson provou que com um pouco de esforço não é aquela coisa desprezível que todos vinham conclamando aqui em São Paulo.
Muricy deu um banho tático em Luxa. Zé Luís anulou Valdívia com perfeição e sem uso da violência e o Mago não fez nenhum ilusionismo hoje, só o de sumir em campo. Martinez não pode ser reserva do elenco palmeirense. Por mais que seja inconstante, é resposta certa, e com qualidade, a dependência de Valdívia e a sonolência, mesmo que temporária, de Diego Souza. Lenny entrou bem e prova ter qualidade para suficiente para ser reserva ou de Valdívia ou de Diego Souza. Denílson até que vem dando certo. Pena que só jogaram os últimos vinte cinco minutos. Gustavo falhou verticalmente em ambos os gols. Henrique precisa de um companheiro de zaga a altura de seu futebol.
A equipe do Palmeiras não se tornou medíocre de uma hora para a outra e provou com o gol de pênalti de Alex Mineiro que mudou completamente o desino destas semifinais que o time tem totais condições de vencer o que quiser este ano em todas as competições que disputar, mas o sentimento que existia, e transparecia, era de um certo salto alto exagerado por parte dos alviverdes.
A choradeira foi grande e justa, mas não justifica a forma retraída e tímida como o Alviverde se postou em campo durante toda a primeira etapa e parte da segunda. Um pênalti mudou tudo e graças a ele o Palmeiras não vai com uma desvantagem tão grande para a partida de volta no Palestra Itália. Mas que ninguém esperava a vitória tricolor como foi, ninguém esperava.
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- Adriano merecia um comentário à parte do jogo. hoje ele pode se autodenominar Imperador, Incrível Hulk ou o que bem entender. Ao contrário do seu ocmpanheiro Carlos Alberto, Adriano parece ter reencontrado o caminho dos gols. Se fizer o que fez hoje e vem fazendo nos últimos jogos, pode ter certeza de que a imprensa pouco se importará coma sua vida pessoal.
- A escolha Paulo César de Oliveira para o clássico foi, no mínimo, equivocada. Como disse Paulo Vinícius Coelho hoje na Rádio Eldorado-ESPN outros árbitros teriam mais condições de apitar este jogo sem um antecedente de erros tão grande na primeira fase do Paulistão.
- A Ponte venceu em Campinas e tem bola para chegar as finais e, pelo menos, assustar. O time do Guará parece disperso em campo já que a maioria dos jogadores sabe que não ficará após a finalização do Paulistão. Aí um caso claro de que anunciar o que vai aconetcer depois da competição prejudica o desempenho do time.
- Frase da semana ( e porque não do mês, do ano...): "Eu não tirei o Alex Mineiro hoje porque sabia que o Lenny entraria, sofreria um pênalti e depois o Alex bateria e converteria para nós."
Wanderley Luxemburgo, na entrevista coletiva após o jogo, provando que além de ótimo treinador também tem dotes mediúnicos e previsões futurológicas.
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sexta-feira, 11 de abril de 2008
Jogando A Temporada I

Arsenal e Barcelona há dois anos trás faziam uma das grandes e mais esperadas finais da Liga dos Campeões de todos os tempos. Dois times vencedores dentro dos seus países mas que sempre falhavam na Europa. Aquele momento era o ápice de um ano em que, Henry de um lado e Ronaldinho do outro, mandavam na Europa e nos seus respectivos clubes e ligas. Parece até um tempo longínquo se hoje fomos observar o que acontece em cada um dos clubes.
O Arsenal parece ter se perdido um pouco depois que perdeu aquela final de UCL. No Campeonato Inglês não conseguiu ser páreo para Chelsea e Manchester Utd. que com times superiores e mais maduros dominaram a última temporada. Thierry Henry saiu e as previsões dos 'especialistas' para a temporada do time de Holloway. Nesta daqui, os Gunners pareciam renascer sob a saída do comandante da barca, Henry, e faziam um campeonato muito acima das expectativas de todos. Fábregas consolidou a posição de novo líder, Walcott se tornou a jovem valia que todos esperavam, Hleb mostrou grande futebol e Adebayor se tornou o melhor atacante africano no custo benefício já que não se machuca como Drogba e não dá a mínima para criar picuinhas no elenco como Eto'o. Até Almunia era um novo tipo de Zubizarreta na meta Gunner. Até que a coisa começou a desandar.
A queda de rendimento na Premiership atrelada a lesão de Eduardo da Silva e a falta de jogos de Rosicky, por exemplo, tornaram a situação complicada. Resultados como os dois empates contra o Birmingham e o empate contra o Wigan foram decisivos para colocar o Arsenal na situação que hoje se encontra no Inglês.
Precisa vencer desesperadamente o Manchester Utd. no domingo, dentro de Old Trafford, para ainda sonhar com alguma possibilidade de título. É a chance de Wenger provar que o time não é tão inexperiente e fraco de mente quanto muitos vem propagando depois da queda de rendimento doméstica e da saída da Champions League nesta semana. Se não vencer, mais um ano na cola dos líderes, ou até liderando, mas nunca ganhando.
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sexta-feira, 4 de abril de 2008
Planejar Pra Ganhar, É Só Começar

O tempo para o blog está limitadíssimo. Infelizmente venho tendo que fazer outras funções primordiais na minha vida como estudar e não posso postar aqui com a frequência que realmente gostaria. Espero um dia poder trabalhar com isso e produzir texto com a mesma facilidade com que faço exercícios de GAF. Mas isso não vem ao caso. O que será dito aqui foi a grande, e maior surpresa, das Copas Européias neste meio de semana: o Zenit Petesburg.
Considerada a grande zebra até então na Copa da UEFA, a vitória desta quinta-feira contra o Bayer Leverkusen por sonoros e retumbantes 4-1 em território alemão praticamente colocaram o Zenti na semifinal contra Bayern ou Getafe. A vitória começou a ser construída com o ídolo Arshavin, bom meia que conduz muito bem o time russo e foi o grande responsável pela conquista da Liga Russa no ano passado, aonde bateu com facildade favoritos como Spartak e CSKA Moscou. Kiessling ainda consegiu empatar numa falha da defesa branca e levou a igualdade consigo para o intervalo, mas no retorno uma chuva de gols em menos de quinze minutos, decretando a vitória e praticamente selando a classificação russa para as semis.
Primeiramente Arshavin voltou a trabalhar com perfeição e Pogrebniak, grande aposta do futebol russo dos últimos anos para o ataque - depois do eterno e razoável Kerzakhov
- marcou fazendo 2x1. O também internacional Anyukov arriscou de longe, Adler pulou atrasado e outra paulada na cabeça dos jogadores do Leverkusen, um inacreditável 3x1 na Bay Arena. Três minutos depois, num contra-ataque puxado por Pogrebniak com mais dois jogadores proporcionou o 4 e final gol ao time de São Petesburgo, numa bela finalização de Denisov no canto de Adler.
O chocolate serve para duas constatações interessantes deste time do Zenit e do futebol russo: não é com um elenco milionário e com jogadores estrangeiros aos baldes que se faz um bom time num país de média expressão futebolística. O investimento em bons jogadores de times pequenos ou médios do país, como foi o caso de Pogrebniak que foi um dos destaques do rebaixado Tom Tonsk ano passado, é necessário é funciona muito mais, além do jogador conseguir uma visibilidade tanto para sua seleção quanto para o mundo muito maior. Atrelar valores bons e experientes como Timoschuk, um ícone na Ucrânia e consequentemente reconehcido na Rússia, é outro bom exemplo.
A dinheirama investida pela Gazprom em parceria com a cidade russa de São Petesburgo parece estar dando resultado e com uma mjelhora tanto na administração como no nível de contratações dentro de campo, o Zenit se coloca hoje como um dos favoritos a levar a Copa da UEFA para casa. Uma chama viva para reavivar o semiconsciente futebol russo.
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-Ninguém conseguiu convencer. O Bayern jogou muito mal contra o Getafe em casa e agora terá de decidir no Coliseum Alfonso Perez. Lá foi protagonizada uma das maiores zebras dos últimos tempos no futebol, aquele 4-0 dos Azulones contra o Barcelona que tinha Eto'o, Messi e Ronaldinho. Cheira a surpresa no ar. E de 3 times nas quartas-de-final da Europa a Alemanha deve ficar sem nenhum.
- A Fiorentina teve muita sorte no Artemio Francchi. Tanto pelo gol marcado quanto pelo 1x1 que ficou de muito bom tamanho. O time do PSV deste ano não é nem sombra daquele de anos atrás que tinha Robben, Kezman, Park-Ji-Sung e Rommedahl mas é, sem dúvida alguma, um time ajeitado que tem boa possibilidade de passar sem dificuldades no Phillips Stadium. Itália, outra que deve ficar sem nenhum representante na Europa lá pelas semifinais.
- Rangers 0x0 Sporting foi tão ruim que não se acha imagem deste jogo nos melhores sites com vídeos de futebol no mundo, um reflexo da monotonia que foi. Apostar no Rangers dentro do josé Alvalade é muita pretensão apesar da irregularidade dos Leões. Vencer em casa é necessário para salvar a temporada e obrigação para o time de Lisboa.
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terça-feira, 18 de março de 2008
Tudo pelo Torcedor (Ou Pelo Lucro)

A Juventus de Turin terá um novo estádio ! Notícias assim não são dadas todos os dias no futebol, mas a frequência tem aumentado. A modernização, as necessidades de não se ter apenas um estádio mas sim uma arena e o lucro, principalmente o lucro e o conforto, tem tornado cada vez mais frequentes clubes que tem um dinheirinho sobrando no cofre investir na contrução de um novo palco para abrigar suas partidas. A Juve, porém, tinha um estádio semi-novo.
Há menos de 6 anos a Vecchia Signora arrendou o Delle Alpi, seu antigo campo, por 99 anos. O estádio que é da prefeitura de Turin foi construído em 1990 para a Copa do Mundo na Itália. Antes a Juve mandava seus jogos no Comunale de Turin, o estádio municipal dividido com seu arqui-rival Torino. Com este novo estádio a Juventus tinha um belo cmapo, com uma modernidade acima dos principais campos italianos - Giuseppe Meazza, Olimpico de Roma e até Artemio Franchi - porém o que faltava era uma boa localização.
O nome Delle Alpi não é à toa e significa estádio dos Alpes numa referência à localização dele, próximo das montanhas e longe de tudo o que sempre desagradou os torcedores e nunca fez com que o estádio ficasse cheio em grande parte dos jogos, apesar da torcida da Juve ser a maior da Itália e a maior de Turin. O gota da água para a Juventus foi a temporada 2005/2006 onde mesmo com a equipe sendo campeã italiana (com o título revogado depois pela descoberta do Calciocaos) a média de público foi de 35880 pessoas, quase a metade da capacidade total do estádio. Além da distância de Turin, a visibilidade daqueles que ficam nas arquibancadas inferiores é prejudicada pelas placas publicitárias e os setores mais altos ficam muito distantes do campo. Em 2001/2002, numa partida pela Copa da Itália miseráveis 237 espectadores foram assitir uma partida da Juve contra a Sampdoria. Algo absurdo para um clube gigante como o bianconero.
Nem para shows de grande porte o Delle Alpi serve mais. Nos últimos oito anos, de relevante, só recebeu Police no ano passado, AC/DC e U2 em 2001. O conceito de arena do estádio não é vivável e a Juventus tentou implementar um plano para venda do nome do campo e remodernização, trazendo as arquibancadas mais próximas do campo de jogo e diminuir a capacidade para 35500 espectadores, diminuindo, consequentemente, os custos. Tudo isto, porém, dependia da vitória da Itália como candidata da Eurocopa de 2012. Como perdeu, tudo ficou no papel e o dos Alpes inutilizável.
O novo estádio promete ter tudo que a Juventus quer. Facilidades, locais para se gastar o dinheiro, confortabilidade, mas principalmente, que atendam as encessidades do seu torcedor.
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João Lucas Garcia
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quarta-feira, 12 de março de 2008
Il Fim Mancini

O que não faz uma derrota. A Internazionale vinha em uma campanha sublime nesta temporada. Apenas uma derrota no Calcio e na Liga dos Campeões vinha jogando pro gasto, vencendo e passando para as oitavas-de-final. Foi só pegar o Liverpool pela frente, sofrer uma derrota para o Napoli para começarem a surgir os boatos de que as crises no elenco eram insuportáveis e que o relaiconamento Mancini-Figo nunca estivera pior. Depois da eliminação nesta terça-feira, a confirmação disto tudo veio à tona.
Apesar de nenhum dos envolvidos na confusão confirmar, todos sabem que Mancini e Luís Figo tiveram um sério desentendimento durante o jogo contra o Liverpool. O português não aceita a condição de reserva e Mancini não o considera útil para seu elenco. No jogo de ontem, poderia até ser diferente, já que Vieira e Stankovic estavam jogando muito mal, mas o técnico interista
por birra, por desgosto, mas com certeza não por opção técnica, optou por deixar Figo no banco. O desentendimento, segundo a imprensa italiana, ocorreu durante todo o segundo tempo, com discussões sérias.
Após o jogo, Mancini disse: "Estes são os meus dois últimos meses na Inter." Segundo o próprio Mancini em entrevista coletiva pós-jogo, esta já era uma decisão tomada há tempo e o elenco já tinha sido avisado sobre isso. Além, ainda disse que não voltará a treinar outro time na Itália em um período próximo.
Demissão e últimos dois títulos italianos à parte, à Mancini falta umas das coisas mais importantes para qualquer treinador top class: controle emocional. Nunca mostrou ter o time da Internazionale em suas mãos, tanto que nesses dois últimos anos de títulos - sem concorrentes a altura na Itália - a Inter chegou a escorregar em pequenos momentos. No âmbito continenal nunca esteve perto de chegar ao título da Champions League. Foi eliminada por Valencia, Villarreal e, agora, Liverpool. Falta cabeça a Mancini e aos clubes que ele treina. É o famoso rei das Copas, conquistando já 6, com 4 clubes diferentes. Os scudetti, por mais que tendam a contrariar a minha opinião com fatos, números e nomes, não foram de total mérito da Internazionale mas sim da falta de adversários que pudessem combater com a mesma força o time nerazurri. Este ano, com todos os grandes clubes na Série A, mesmo sem boas condições, comparadas com a Inter, o clube de Mancini vem tomando um sufoco para abrir vantagens monstruosas na liderança. Agora, só resta o campeonato Italiano para o clube de Appiano Gentile.
Saindo Mancini a especulação principa (e óbvia) é Mourinho. A direção interista já disse que é a primeira opção de sua lista. O treinador nunca negou a vontade de ter em suas mãos um elenco competitivo onde ele pudesse contratar sem a interferência de uma direção mais preocupada com marketing e lucros do que qualquer outra coisa. Caso vá para Milão não será muito diferente. A pressão por uma Champions League faz o presidente Massimo Moratti cometer loucuras na hora de contratar. Talvez por isso o nome mais indicado não seja Mourinho. Uma Champions League no currículo. Com o Porto, há 4 anos. Só. Ganhou muito no Chelsea, mas não o objetivo.
Se a Inter quer ganhar a UCL chame Benítez. O espanhol vem se especializando em ir bem na competição continental e no currículo já tem duas Copas Européias e
dois títulos no âmbito nacional. A diferença para Mourinho está na forma de pensar. Por um lado não faz exigências de mídia e não quer ser o centro da atenção sempre por outro quer os jogadores que indica e caso não venham ele pede para sair ou arranja briga com os diretores, presidentes e quem mais que seja responsável pelas transferências. Já foi assim duas vezes. No Valencia e no Liverpool. Pela forma como seu relacionamento está deteriorado em Anfiel Road, não deve ser muito trabalhoso tirar Rafa da Inglaterra. Dois únicos laço que podem mantê-lo lá são, a torcida red e a ânsia da mesma por um título inglês. Excetuando-se isso, não havia melhor momento para uma proposta chegar às mãos do espanhol.
Mancini não conseguiu levar a Inter no ano de seu centenário ao título que não chega há mais de 40 anos. Isto prova que o time tão conclamado como o melhor da Europa nos útlimos anos só terá uma prova real da sua força ano que vem. E sem Roberto Mancini.
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quinta-feira, 6 de março de 2008
Surpresas, Goleiros e Decepção

Não há como comentar de futebol europeu sem falar de Champions League e esta competição é sinônimo de Real Madrid, Milan, Liverpool... nesta edição, porém, os grandes vencedores foram deixados para trás - excessão dos Reds que jogam na próxima terça-feira contra a Internazionale - e três times surpreenderam de forma positivíssima. Vamos aos fatose quem eles são.
Sem dúvida alguma o Fenerbahçe tem sido, até aqui, o clube com menos história e que mais vem assustando. A equipe joga bem, flui como uma engrenagem perfeita e já encaixotou vitória na fase de grupos contra a Internazionale estando ainda invicto em casa na UCL. Atuações perfeitas de Deivid tem se tornado cada vez mais frequentes e caso não fosse a idade mais avançada do goleador ex-Santos e Corinthians este já estaria sendo pretendido por algum grande clube europeu. É necessário ressaltar também as boas contratações feitas pelo Fener onde Roberto Carlos voltou a jogar em ótimo nível, mesmo com o peso da idade, Edu Dracena e Lugano fazem uma ótima dupla de zaga, Alex é mais do que maestro e faz lembrar o que era Juninho Pernambucano no Lyon há tempos atrás. As saídas de pesos mortos com salários altos, como Rustu e Tuncay que pouco faziam ao time no último ano, também são pontos positivos desta nova política. O grande responsável, porém, está no banco de reservas.
Zico sempre foi questionado como treinador, pelo menos aqui no Brasil. O que fez no Japão faz no Fenerbahçe com maestria. Independentemente do adversário, os turcos jogam para frente num futebol bonito de ser visto. Por mais suícida que esta tática pareça as vezes foi assim que eles conseguiram passar pela imbatível Inter no primeiro jogo da fase de grupos da UCL e bateram o Sevilla, atual bicampeão da Copa da UEFA, nas oitavas-de-final. Mesmo com Zico, RC, Deivid e cia nacional nada disso seria possível sem o goleiro Demirel. Depois de dois erros inaceitáveis no tempo normal e um gol aos 41 do segundo tempo, o sucessor de Rustu só faltou fazer chover no Ramón Sanchez Pizjuán. Pegou três penaltis, garantiu a classificação e ainda se redimiu das besteiras cometidas no primeiro tempo.
A segunda surpresa ficou por conta do Schalke 04. Com uma campanha muito abaixo do que se esperava na Bundesliga, sem grandes nomes em seu time, apesar de ter uma base mantida do último ano, e sem conseguir grandes resultados na fase de grupos, ninguém botava a mínima fé no time de Gelsenkirchen. O sorteio colocou-os frente à frente com o time do Porto, o melhor em Portugal e um dos mais equilibrados tratando-se de Europa. Ninguém apostava, nem mesmo o próprio Schalke que quase perdeu a vaga para o 'fortíssimo' Rosenborg.
Vencendo a primeira partida, mesmo que por 1x0, com uma retranca daquelas mais típicas dos italianos do que dos alemães, os Azuis Reais se contentaram em levar a vantagem mínima para a cidade do Porto. E conseguiram segurá-la por quase noventa minuos. Quase. O gol sofrido aos
42 do segundo tempo num chute de muita categoria de Lisandro Lopez parecia ser o início da derrocada do Schalke e de seu goleiro Neuer que fazia partida espetacular, comparável a Maier/Schumacher/Kahn. Não foi. Neuer continuou pegando o possível e o impossívle, defendendo um lance cara a cara com Quaresma e um chute à queima roupa de Marek Cech, ambos lances na prorrogação. Para selar com perfeição, Neuer pegou dois pnaltis, sendo o último deles de Lisandro Lopez numa defesa que mesmo sendo de uma infração máxima foi linda. Abaixo, a foto do lance:
Curiosidade: Neuer foi gandula na final da Champions League em que o Porto disputou contra o Monaco, na temporada 2004/2005 em Gelsenkirchen. Três anos depois, ele continua pegando a bola dos portistas.
A atuação dos Azuis de Gelsenkirchen de modo geral foi boa. Provou que Mirko Slomka é um bom arrumador de times e que faz jogadores como Grossmüller renderem muito mais do que realmente são. As armas estão atrás. Rafinha-Krstajic-Bordon-Grossmuller fazem hoje uma defesa quase intransponível e quando esta é ultrapassada atrás existe o goleiro Neuer para salvar. Os problemas ofensivos são complicados e aí se vê também a teimosia de Slomka. O treinador barra Rakitic, o melhor meia desta equipe no momento, para deixar em cmapo Kobiashivili, geórgio que há tempos não faz bons jogos. Sem Jermaine Jones na próxima rodada, Mirko terá de abrir mão de seus preceitos e colocará Rakitic em campo ou até mesmo Zé Roberto, ex-Botafogo, que tem muito para arrebentar na Alemanha.
Estas foram as surpresas, eliminando dois times de médio porte mas que tinham mais história e melhores jogadores do que ambos. E o inverso? Mais uma vez o Real Madrid manteve a sina dos últimos quatro anos e caiu nas oitavas-de-final, o incrível foi o adversário para quem perdeu: a Roma.
O clube da capital italiana é um freguês hisórico dos merengues. Dos últimos sete jogos antes destas oitavas-de-final, quatro vitórias madridistas, dois empates e uma vitória romanista. Uma. Agora, três. O resultado de 2x1 obtido no Olimpico, para muitos, não era suficiente. Foi muito mais do que suficiente, com Casillas afobado, o ataque pouco produtivo e a Roma se aproveitando dos contra-ataques ficou fácil. Em menos de um mês o Real passou de favorito em todas as competições que disputava para preocpação total e medo até de eprder a Liga Espanhola.
Robinho, infelizmente, não concorrerá ao prêmio de melhor do mundo da FIFA este ano. Como todos sabemos a eleição dos três melhores é muito baseada sobre os jogos disputados na Champions League que se finaliza no ano da votação. Robinho ficou nas oitavas e novamente mostrou uma incapacidade de decidir nos momentos decisivos. Sumido, apagado, sem movimentação e sem buscar a bola, fico uquase impossívle de querer qualquer coisa. Se ele dizia no último ano que seria o melhor do mundo neste, terá que esperar mais um pouco. Assim como o Real esperará para voltar a vencer uma UCL.
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segunda-feira, 3 de março de 2008
Há Vida Pós Euro?
Gosto de discorrer sobre demissões e contratações de treinadores (isto pode-se perceber nos últimos posts deste blog). Não são eles que fazem espetáculo, driblam, marcam, dão show, mas na grande maioria das vezes sem eles, estes não passariam de malabaristas ou algo próximo. O anúncio desta segunda-feira se referiu a entrada de Bert Van Marwjik como treinador da Holanda após o final da Eurocopa, mesmo período que o mito Marco Van Basten sai da seleção Oranje para comandar o Ajax de Amsterdam num processo de reformulação que promete abalar e trazer novamente títulos à Amsterdam Arena.
A missão de Marwjik à frente dos holandeses é simples: classificá-los para a Copa de 2010 e conseguir uma posição digna do time que hoje Van Basten tem nas mãos. A contradição está exatamente no que Van Basten fez e no que Marwjik está fazendo.
O ex-atacante do Milan e do Ajax, atual treinador Oranje, fez um dos processos de reformulação mais fortes e apesar de ainda não poder ser considerado completamente bem sucedido em sua missão já que não conseguiu nada mais do que um punhado de boas partidas mas nada além das oitavas-de-final na última Copa do Mundo, Van Basten acabou com uma seleção viciada em Kluivert, nos aposentados irmãos de Boer e Overmars e trouxe à tona jogadores do porte de Sneijder, Van der Vaart e Babel, além de Huntelaar que constantemente é comparado com o próprio Marco.
O atual trabalho de Marwjik, no Feyenoord, parecia lindíssimo e revolucionário no papel. Para quem não sabe, o Feyenoord sempre foi o grande adversário do Ajax dentro do futebol holandês até hoje eles protagonizam o jogo que para a Holanda o chamado Klassieker, mas vinha de temporadas ridículas com revelações indo embora a custo baixo (Kalou,Kuyt,Drenthe) e sem títulos (não ganha a Eredivisie desde a temporada 1998-1999). A nova proposta era trazer alguns medalhões (Makaay, Van Bronckhorst, Hofland, Landzaat) com história no futebol holandês e levar a equipe as conquistas novamente. Por enquanto o trabalho não rende muitos frutos. O Feyenoord se encontra apenas em quarto colocado no campeonato holandês e nem de longe disputa o título com o PSV. Roy Makaay está na tábua de artilheiros com 13 gols, mas apenas a metade do artilheiro Klaas Jan Huntelaar, o comparável à Van Basten. Basicamente, o inverso do que fez Van Basten na Oranje fez Marwjik no van Zuid.
Historicamente não pode-se criticar completamente Van Marwjik, apesar de também não merecer nenhum tipo de elogio muito extenso. Teve boas campanhas com alguns times pequenos na Holanda, como o Fortuna Sittard que foi vice-campeão da Copa da Holanda em 98, e assim chegou ao Feyenoord na temporada de 2000-2001 sendo campeão da Copa da UEFA em 2002. No Dortmund chegou num das fases mais difíceis da história do clube do vale do Ruhr, mas nada fez sempre ficando em posições medianas na tabela. A atual campanha do Feyenoord é parecida com as das últimas temporadas, portanto, não pode-se indicar algum tipo de grande evolução, mesmo com um bom contingente de reforços.
Além de tudo isso não existiam muitos nomes para se trazer ao comando da KNVB. Louis van Gaal, um dos mais vitoriosos treinadores holandeses, já teve uma desastrosa participação quando não conseguiu levar a Holanda a Copa de 2002. Gullit está mais preoupado em ganhar sua grana no LA Galaxy e curtir as praias americanas de Los Angeles do que qualquer outra coisa. Outras opções como Ronald Koeman e Leo Benhaker estão empregados e sem grande confiança por parte da imprensa e da população holandesa para assumir a seleção. Ainda assim sobrava Guus Hiddink, este, sem dúvida alguma, um dos maiores treinadores vivos. Depois das duas históricas semifinais com Coréia do Sul, em 2002, e Holanda, em 1998, Hiddink não quis mais saber do futebol na seleção holandesa. Foi ocntratado pela Rússia e nem sequer pensou em cogitar sair do futebol frio de Moscou para ir para a Holanda, os motivos são os projetos que ele está desenvolvendo para levar a Rússia ao posto de média-grande força do futebol novamente.
Sem muitos nomes para contratar restou o também empregado Marwijk. Não foi a pior escolha mas sem dúvida alguma também não foi a melhor. O que se questiona é se ele conseguirá manter o processo de renovação e a política que Marco colocou dentro da Oranje. Van Basten não tinha nenhuma experiência como treinador mas conseguiu dar à Holanda e aos seus jogadores o que a muito tempo faltava: auto-confiança. Se Van Marwjik manter a mesma política o sucesso é parte integrante deste processo, mas se mudar...
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domingo, 24 de fevereiro de 2008
Imprudência ou Violência?
As imagens que você verá a seguir são de conteúdo agressivo e chocam. Chocam tanto que nem a televisão inglesa teve coragem de retransmití-las para o mundo todo. Uma agressão, um ato de violência, imprudência ou foi sem querer? O último argumento é impossível de ser usado mas é o que boa parte da imprensa prega, um ato de imprudência que vai deixar Eduardo da Silva de fora da competição mais importante de seleções em toda Europa e o fará perder toda a temporada pelo Arsenal, além poder comprometer, inclusive, seu futuro na carreira como jogador de futebol.
Arséne Wenger, treinador do Arsenal, sobre a jogada: "Este rapaz nunca deveria voltar a jogar. O que ele está fazendo em um campo de futebol?" O tal rapaz é Martin Taylor, um zagueiro brucutu daqueles ingleses que se conhece por aqui. A partida era Birmingham x Arsenal pelo campeonato Inglês. O cômico, se não fosse triste, é que Taylor não havia recebido sequer um cartão amarelo em todo campeonato até o jogo de ontem e recebeu direto o vermelho.
Olhando com frieza e analisando pelo lado do Arsenal, Eduardo era um reeserva imediato que estava encontrado seu lugar no time e com isso cavando sua vaga de titular ao lado de Adebayor já que o outro atacante que deveria ser titular, Van Persie, está machucado. Na seleção croata Eduardo, que é brasileiro mas se naturalizou croata para poder jogar na ex-parte da Iugoslávia, era titular absoluto e amado no país. Tinha chegado a um clube grande e de lá não deveria sair. É um bom jogador que pode ter sua carreira interrompida.
Esta é a mesma lesão que tirou Pedrinho dos campos por mais de ano quando o ex-vascaíno era uma das grandes promessas em 1998. Eduardo não é mais promessa, é realidade, mas mesmo assim se questiona como será sua volta e se ela se realizará de forma tranqüila.
A punição à Martin Taylor é uma das coisas mais discutidas hoje em fóruns de futbeol europeu, na Inglaterra e aqui no Brasil inclusive. O memso Wenger que soltou a declaração a cima pediu que o jogador fosse banido, algo demais. Arnaldo Ribeiro, comentarista da ESPN Brasil sugeriu que o jogador ficasse fora enquanto Eduardo também ficar e só voltar quando o croata-brasileiro retornar aos gramados, uma alternativa no mínimo plausível. Agora a história de banir Taylor do futebol e cercear o direito de exercer sua profissão é algo impensável, improvável e ridículo. Caso fosse algo premeditado, a punição seria justa, mas não foi portanto não se deve nem pensar nesta hipótese.
A gravidade da lesão não foi determinada pela vontade ou não de quebrar, mas sim pela forma como pegou na perna do jogador do Arsenal. Aliás, assistam qualquer jogo do campeonato Inglês e veram que entradas deste tipo, carrinhos de frente, de lado, por trás, por cima, são recorrentes e tolerados pela arbitragem que sem dúvida alguma é a que mais deixa o couro comer em campo no mundo todo.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
UCL é Outra História

Camisa pesa. Habilidade e categoria nem sempre é tudo. História, na maioria das vezes, conta demais. E o Liverpool bateu a Internazionale com todos estes ingredientes, mas deveria ter sido muito mais do o simples 2x0 conseguido apenas aos 40 minutos do segundo tempo.
Foi um jogo claro de ataque contra defesa. Qualquer melhores momentos que alguém assistir vai mostrar inúmeros lances do Liverpool e, se alguém achar, um da Inter. Ainda mais depois que Materazzi fez uma falta ridícula em Fernando Torres e foi expulso. O caixão dos nerazurri começou a fechar aí, apesar de ainda não estar completamentente selado.
Gerrard fez partida estonteante pela direita assim como Steve Finnan. Na frente Crouch não resolvia e Fernando Torres chutava tudo e tudo que chutava Julio César pegava, espalmava, tirava de perto do gol que defendia. A Inter já se contentava com o resultado de empate, estava perfeito para um time que havia sidop sufocado os dois tempos por um Liverpool aceso e com uma fome de jogo impressionante, talvez para diminuir e se redimir com sua torcida do fracasso que vem sendo a campanha no campeonato Inglês com uma modestíssima e arriscada 4ª colocação. Até que Julio César falhou.
Os Reds tinham chutado muito ao gol de Julio Cesar mas nada tinham conseguido, estava difícil, o goleiro brasileiro estava pegando tudo. Até que em mais uma das bolas cruzadas na área, daquelas altas que Burdisso tinha dificuldades de cortar e Chivu salvava a pátria dos milaneses, ninguém tocou depois de belíssimo passe de Pennant, a redonada passou por Niño Torres e Lucas antes de chegar em Kuyt que estava meio apagadão sem muitas pretensões perto do astro Torres. Mas foi ele quem dominou no peito com a categoria que todos sabem que existe nele desde os tempos de Feyenoord mas que no Liverpool ele pouco mostrou, levantou a cabeça e chutou, de forma esquisita, para baixo, a sorte foi que Julio César estava ajoelhado, como rezando uma missa da mesma forma que Rogerio Ceni sai nas bolas um contra um, a diferença é que na frente do JC não estava Kleber Pereira mas sim Kuyt. A bola subiu enganou o goleiro e explodiu Anfield. Um gol aos 40 do segunto tempo é para derrubar um estádio de tanta alegria, mas ainda tinha mais.
A Internazionale se jogou como uma louca ao ataque, não tinha mais oque fazer, só ir para cima a todo custo, num erro de passe a bola sobrou no meio e o Liverpool puxou contra-ataque, mas Gerrard, um tipo de Ricardinho muito melhor dos caras, cadenciou o jogo e o rebote depois de uma tentativa de chute ficou com Pennant, novamente do lado direito, rolou para o mesmo Gerrard que chutou/cruzou e a bola passou por toda extensão da área nerazurri, não encontrando ninguém no meio do caminho e morrendo no fundo das redes. Novamente era uma bola defensável e mais uma vez JC não pegou. Não pode-se culpar o goleiro brasileiro pela derrota mas ele teve grande participação já que as duas bolas eram completamente defensáveis, espalmáveis ou agharráveis, mas ele não o fez.
O Liverpool prova ter cacife para ir em frente mesmo que não tenha liquidado toda a fatura a seu favor em Anfield e a Internazionale mostra que tem algum tipo sério de trauma em relação a competições européias, não conseguindo passar de fases como oitavas ou quartas-de-final. Sem Materazzi ficou mais difícil e com JC fazendo besteiras e Gerrard jogando toda essa bola, pior ainda.
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Profissionalismo Zero

Qual é a noção de administração que a direção de um clube de futebol quando demite um treinador que está há menos de dois meses no caro e não perdeu nenhum jogo dentre os seis disputados? Loucura e ou simplesmente falta de preparo total. É o que imagino também e foi isso o que o Grêmio fez com Vágner Mancini.
A justificativa para a saída do treinador foi a magra vitória sobre o Jaciara por apenas 1x0 na primeira fase da Copa do Brasil. A insatisfação com Mancini é injustioficável. Em seis jogos a equipe venceu quatro e empatou dois. Com um time fraco, mais fraco do que o Grêmio do ano passado. Conseguir encaixar este time como encaixou sem contar com os principais jogadores, Roger, Julio dos Santos e Perea e ainda por cima não perder foi um feito e mesmo assim caiu.
O inacreditável é que além de demitirem Vágner Mancini, um treinador jovem e que conhece muito de tática que já venceu a Copa do Brasil com o Paulista naquela épica final contra o Fluminense, para contratar Celso Roth. Nada contra o ex-treinador do Vasco mas impensável desestruturar um trabalho em seu início para trazer um técnico que sabe-se que não terão nada mais do que jogo feio, retrancado e, com alguma sorte, alguns gols de bola parada.
O sonho da conquista da Copa do Brasil parece ter ficado um pouco mais distante depois da saída de Mancini.
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Denílson?!

A contratação do ex-jogador do São Paulo e Real Betis, só para citar os mais famosos, é daquelas que se não fosse um clube treinado por Luxemburgo receberia críticas gigantescas. Mas como estamos falando do Palmeiras de Luxa...bem, a coisa muda de figura.
Denílson é o famoso ex-jogador profissional em atividade e atração secundária de programas dominicais e dos sofá da Hebe. Não joga futebol pra valer há no mínimo uns 4 anos. Foi reprovado em testes na Inglaterra, não conseguiu se firmar nem no Oriente Médio e só deu gastos no FC Dallas. Não fez nada. Absolutamente nada. Além disso, sempre foi muito mais um quase artista circense do que grande jogador. Quantas partidas decisivas Denílson fez em toda a sua vida? Dez, oito? Uma. Final do Campeonato Paulista de 1997. Só, nunca mais. Conseguiu uma transferência que superou os 30 milhões de dólares com este jogo e no Betis ficou 7 anos enrolando onde consegiu a "incrível" média de um gol a cada 13 jogos (165 jogos - 12 gols). A partir daí rondou por Bordeaux, Al-Nassr, Dallas e FC e pra quem não se lembra até o FLAMENGO já teve Denílson. Por 11 jogos.
Não quero ser um difamador da imagem do meia pois por mais malabarista e enganation - termo utilizado pelos integrantes do programa Estádio 97 para aqueles jogadores que fizeram um grande jogo na vida e nada mais - que seja não é pior do que alguns dos meias que temos no nosso futebol nos dias de hoje. Talvez dê certo no Palmeiras pois tem por trás de si o melhor treinador brasileiro - não, o Muricy não é e muito provavelmente nunca será melhor que Luxemburgo - mas a estrutura do Palmeiras não precisava de Denílson.
Diego Souza, Lenny, Valdívia. Pra quê Denílson? Só uma questão de amizade ou daquelas que nunca saberemos para descobrir o porquê dele ter sido contratado. É um jogador que causa instabilidade no elenco também. É uma daquelas apostas de alto risco, mas o Palmeiras fez uma ótima opção ao fazer um contrato de risco com o jogador no qual ele recebe um salário fixo, provavelmente nada muito alto, e conforme sua produtividiade, no caso gols quando omais interessante seriam assistências, aumentará seus rendimentos financeiros. Começa sua caminhada neste sábado contra o Juventus da Mooca em Ribeirão Preto.
Tudo dependerá de Luxa, mas muito mais da forma com que ele fará Denílson ver sua estadia no Brasil durante este ano de 2008, o tempo de contrato dele no Palmeiras. Se for para jogar futebol, talvez consiga alguma coisa, mas se for para ir ao Gugu domingo sim domingo também a chance de fracasso é quase certa.
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Depender de Si

Ronaldo se machucou mais uma vez. Poderá ser o fim da carreira do maior atacante que vi jogar, um daqueles que não conseguirá se esquecer fácil, que passou Gerd Müller e Pelé em número de gols nas Copas do Mundo, que superou duas contusões gravíssimas e por triste conincidência do destino sofreu a mesma lesão só que desta vez no outro joelho.
O Milan não parecia muito interessado em renovar seu contrato antes dele se machucar no jogo contra o Livorno, mas agora é praticamente uma questão de honra para o clube rossonero a renovação contratual de Ronaldo. Primeiro porque mostrará apoio total ao jogador e manterá sua imagem de bom clube que é, estrutura e todos os afins, e segundo porque caso Ronaldo volte a jogar no mesmo nível de antes o Milan poderá ter um grande jogador a sua disposição sem custo algum.
Complicado é apostar que ele voltará a jogar no mesmo nível que jogava antes. O famoso R9 dos tempos de Barcelona e Internazionale não existe há muito tempo, mas os seus lampejos já puderam ser sentidos até em Milão. No Real Madrid teve algumas grandes partidas e outras em que não fez nada, talvez a passagem mais razoável de toda sua carreira em um clube, aonde não explodiu mas também não desapontou. Mas nunca será aquele mesmo Ronaldo. Mesmo assim, é preferível apostar em um homem que já resolveu do que em Gilardinos e similares que pouco ou nada fizeram quando a situação realmente apertou (por isso que gosto do Inzaghi).
A lesão foi feia e durará, no mínimo, 9 meses para ser cicatrizada, curada e ele estar em condições de começar pensar em jogar bola. Um ano perdido em sua vida profissional. As palavras do médico que fez a operação em Ronaldo, no Hospital Pitié-Salpetriere em Paris, Eric Rolland são básicas para se entender o que pode ocorrer daqui um ano: "É a mesma lesão de oito anos atrás e digo o mesmo que disse há oito anos. Ele poderá ter uma vida normal, sem problemas. Voltar a jogar bola, não sei, tudo dependerá somente de sua força de vontade e determinação. A fisioterapia começa já nesta sexta-feira e se ele realmente quiser, tem condições para voltar."
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
Leis e Interpretações
O clima não era tranqüilo, nunca foi. Leão não se dá bem com clássico, e muito menos com arbitragem. É como água e óleo, algo imiscível. Muricy também vem se tornando tão bom quanto Leão em questão de reclamações. Não está devendo em nada ao treinador do Santos quando a questão é espinafrar com árbitros e suas respectivas atitudes, muito disso também apoiado pela sua diretoria que deu ultimamente para, de forma totalmente desprezível, questionar toda e qualquer atitude dos apitadores de futebol. O mesmo caso se encaixa com o Santos que já pediu até anti-doping para o juíz.
Não posso discutir o baita jogo que foi aqui porque seria até desinteressante. Resumidamente: o São Paulo dominou completamente o primeiro tempo e não mereceu sair de campo com um empate. O gol logo no começo do segunto tempo provou isso e o Santos se soltou. Leão começou a dar, por incrível que isso pareça, a dar um nó tático em Muricy, saindo nos contra-ataques e não permitindo a subida dos laterais tricolores. Aí onde Leão deveria ter ganho o jogo. Não ganhou porque Kleber Pereira foi incompetente e porque o São Paulo levou sorte, muita sorte. Achou um gol com Carlos Alberto.
O que realmente interessa, porém, foram as polêmica,s mas vamos nos ater a três delas. A primeira e mais importante é o pênalti que segundo os principais comentaristas santistas da mídia, como José Kalil e Milton Neves, foi escandaloso, absurdo e claro; enquanto para a parcela "neutra" nada aconteceu. Analisando o lance somente com os olhos foi pênalti sim. Miranda impede a passagem da bola que iria para o gol depois de um lance em que Kleber Pereira teve a pachorra de perder o gol feito, depois de ter perdido mais uma outra vez em lance anterior, mas o que não justificava o zagueiro do são Paulo ter colocado a mão na bola ou ela ter tocado em seu braço impedindo o prosseguimento de sua trajetória. Aí vem a maldita lei da interpretação.
Para uns Miranda estava "deitado" no chão, ou melhor, caído, e não existia a mínima possibilidade de se levantar o que resulta na conclusão de que não houve a intenção de colocar a mão na bola e conseqüentemente não existiu o pênalti. Por outro ponto de vista pode considerar que Miranda estava naquela posição e caso ali não estivesse o Santos teria feito o gol, ou no mínimo conseguido uma melhor chance de finalização. Agora, como avaliar o que teria acontecido se Miranda estivesse sentado, em pé, deitado, de barriga para baixo, não sei.
É por isso que sou completamente contra a tal lei da interpretação. O que é mão é mão e ponto, se ali não estivesse teria uma outra ação no jogo e uma mudança na trajetória de toda a jogada. Não estou aqui dizendo que todos devem amputar os braços para jogar futebol, mas que se ele é um membro que não pode ser usado, então que não possa ser usado mesmo. Nesta jogada, por exemplo, ele impediu o prosseguimento do lance. A FIFA precisa mexer seriamente nesta regra pois enquanto não se estipular o que é certo e o que é errado toda atitude será passível de falha já que estamos lidando com humanos que como já diria um certo preceito, se não falhassem seriam robôs.
Mais importante que esse lance ou talvez em proporção tão grave o quanto foi a expulsão de Tabata, novamente na tal regra da interpretação. Uma pancada vale menos do que um xingamento? O jogador santista sofreu falta clara não marcada pelo árbitro Antônio Rogério Batista do Prado e na seqüência do lance reclamou, xingou e esbravejou. A honra do árbitro é mais importante do que uma agressão, por exemplo, que Adriano fez no começo do jogo ou de um carrinho violentíssimo de Marcinho em Richarlyson no segundo tempo? A inversão de valores que está ocorrendo no futebol é algo preocupante e que precisa ser pensado e resolvido rapidamente.
O destempero de Adriano depois do lance com Domingos merecia expulsão, mas não só para o jogador do São Paulo. domingos também ficou cabeça à cabeça e também empurrou. Foi a tal lei da compensação. Acabara de expulsar um santista, equilibrarei as contas e expulsarei um são-paulino. No final de tudo, ambos os treinadores se provocaram mas nenhum dos dois abertamente criticou muito a arbitragem.
O que não pode ocorrer, é ver o chefe da comissão de árbitros, Coronel Marinho e disser que foi tudo bem que a atuação foi ótima e que não tivemos problemas. Este, com certeza, assistiu outro jogo. Os treinadores têm que se esforçar durante a semana para escalar o melhor que tem para os jogos e para os clássicos este nível de exigência cresce ainda mais. O mesmo deveria acontecer com a Federação no caso dos árbitros que deveriam colocar os melhores, sempre, sem testes como este.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Querendo Crescer

O Tottenham Hotspurs vem de uma temporada em que o sonho de chegar a Champions League esteve tão próximo que se esperava este objetivo para o ano em que estamos. A decepção começou a se formar logo no início da temporada 2007/2008 com um péssimo rendimento do time na Premier League e com a claudicante campanha nos grupos na Copa da Uefa. A demissão de Martin Jol foi o ápice de uma crise imprevisível meses antes. O elenco dos Spurs sofria com contusões e os jogadores contratados não faziam mais o mesmo efeito. Até que chegou Juande Ramos.
Contratado para o lugar de Jol no comando da comissão técnica, o ex-treinador do Sevilla encontrou problemas em um primeiro momento, mas logo veio a adaptação. Para Juande Ramos era ótimo treinar o Tottenham já que chegava em um campeonato mais competitivo que o Espanhol e em que as cifras também são gigantescas - o salário dele é um dos maiores entre os treinadores da Premier League. Ficou clara também a intenção do clube inglês em trazer Juande para o comando: se tornar grande, ganhar campeonatos.
A equipe do norte de Londres já foi uma das grandes, sendo maior até do que Arsenal e Chelsea, tendo em seu elenco jogadores do nível de Klinsmann e Gascoigne, mas desde que a Premier League foi criada em 1992 nada de muito excitante aconteceu com os Spurs, exceto a conquista da Carling Cup na temporada 98/99 quando ainda se chamava Worthington Cup, e a hegemonia londrina começou a desaparecer se tornando apenas a terceira força da cidade atrás do tradicional Arsenal e do emergente Chelsea.
No ano passado a melhora com a chegada a uma competição européia deu um gás nos planos da direção de formar um grande time. Com status de craque chegou Darren Bent numa das contratações mais caras da história do Tottenham, além dos extremamente úteis Bale e Kaboul e a aposta no jovem alemão Boateng. Ninguém de essencial saiu e a manutenção de Malbranque, Jenas, Lennon e Berbatov foi de extrema importância para o Tottenham se encontrar com o time que hoje tem. Depois de Arsenal e Manchester United, o time mais agradável de se assistir na Inglaterra. A grande dificuldade era vencer clássicos e isso Juande Ramos ainda não conseguiu fazer.
Exceto a espetacular vitória contra os reservas do Arsenal por 5x1 dentro de White Hart Lane na última semana o Tottenham não consegue vencer os outros 4 grandes. Perdeu para o Manchester United por 1x0 na Premier League e 3x1 na FA Cup; de 3x1 contra o Arsenal em casa e por 2x1 no Emirates Stadium pela Premier League; empatou fora de casa em 2x2 contra o Liverpool pela Liga Inglesa também e perdeu por 2x0 contra o Chelsea no Stanford Bridge, o que deixa claro as dificuldades dos Spurs quando os jogos são contra adversários diretos. Este ano também foi composto de escorregadas inadmissíveis como derrotas para Sunderland e Birmingham o que impossibilitou completamente o Tottenham na briga por título ou Champions League.
Apesar de todos os tropeços Juande Ramos tem o segundo melhor aproveitamento com treinador do Tottenham até o momento (54,54%) atrás apenas de Arthur Turner nos longíquos anos 40. Isso é só mais um motivo para que não se desconfie do trabalho do espanhol e que se dê confiança e continuidade na função dele como treinador e muito bom que vem sendo. Este é um trabalho para daqui alguns anos e caso o presidente Daniel Levy tire a mão do bolso para deixar o time ainda mais ajeitado poderemos, em breve, ver o Tottenham lutando pelo título. A primeira chegada de Woodgate para a defesa é outra prova irrefutável de que o clube quer ser grande, trazendo um dos melhores defensores ingleses dos dias de hoje que, apesar das lesões, sempre se comportou muito bem e ainda venceu a concorrência de Newcastle e mais outro clube da Premier League para contratar o ex-zagueiro do Real Madrid.
Não é grande mas quer ser, não é o melhor mas quer ser, mas será que deixarão ser?
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João Lucas Garcia
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Polêmica Sob Polêmica

Alguns consideraram que estou dando muita atenção ao que é desnecessário quando, por exemplo, temos um clássico daqui a dois dias, mas a declaração de Emerson Leão na tarde desta sexta-feira é, se não reveladora, no mínimo, bombástica.
Que existem jogadores que fazem corpo mole para forçar a demissão de um treinador isso era quase óbvio. Agora nunca alguém havia declarado de forma tão clara, objetiva e direta como Leão. não que isso também surpreenda, já que o treinador não é das pessoas mais afáveis mas longe de imaginar que fosse dizer o que disse dos próprios jogadores. "Se me perguntassem há 30 ou 40 anos, eu diria que isso é impossível. Há 20 anos diria que é impossível. Há 10 anos, eu começaria a pensar. Hoje, eu tenho certeza que sim", afirmou Leão, ao ser questionado sobre as chances de um eventual complô entre jogadores, segundo o site do Terra.
Neste momento, uma declaração desta não só pode criar um clima de extrema desconfiança como de crise mais inflamada do que já se encontra. Leão ainda disse que quer mostrar a cara destes jogadores e se o fizer poderá ganhar mais alguns inimigos dentro do futebol, já que miséria pouca não é nada para ele.
Pegou o trabalho de Luxemburgo e não só criticou, mas destroçou com o que Luxa havia feito na Vila Belmiro, saindo da preparação física, passando pelo centro médico e chegando até ao hotel da equipe. A realidade é que Emerson Leão não tem nada a perder já que é claro para toda torcida que Marcelo Teixeira fechou a torneira e contratações de porte bom não virão. Consequentemente, a Leão só resta torcer para o time se acertar e caso isso não aconteça ele pede seu boné antes do começo do Brasileirão e deixa a bucha para alguém segurar.
O grande problema é que estão começando a esquecer do principal prejudicado dentro dessa luta de sobrevivência dentro de um espaço de trabalho: o Santos.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Duelo do Futuro

O duelo tático-técnico-psíquico-ideológico entre Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão foi medroso. Enquanto um jogou com três atacantes que na verdade era apenas um - William e Luiz Henrique jogaram como pontas abertas buscando o jogo pelas laterais e quase que como meias
- o outro não escondeu sua predileção defensiva e colocou apenas Kléber Pereira e um falso atacante (Renatinho) que mais era um elo de ligação, também praticamente inexistente, entre o meio-campo e o ataque.
As defesas se portaram exemplarmente, como bem queriam ambos treinadores. Martinez é um exemplo de volante e se não conhecessem até diriam que é europeu. Marca muito bem, exagera um pouco na força em certos momentos, mas tem grande eficiência em passes, cabeceios e, principalmente, cobranças de faltas. Adriano não tem nenhuma destas qualidades tão requisitadas pelos amantes brasileiros de futebol. Não chuta tão bem, não bate faltas bem e não dá grandes passes, mas como marca! Anulou Valdívia de forma impressionante, não deixou o chileno jogar e ainda mais, não abusou da violência.
Zagueiros a parte o jogo ficou empatado nesse quesito. O Santos conseguiu com 3 zagueiros parecer que tinha apenas um e meio. Evaldo foi péssimo, grotesco. Estava louquinho para entregar o jogo nas mãos do Palmeiras e um recuo muito mal feito para Fábio Costa no primeiro tempo por muito pouco não resultou no gol de William. Adaílton é agressivo, mas consegue marcar. esta marcação parece ser a principal virtude do Santos até aqui. O Palmeiras tem o lento e desgastado Dininho e o questionado, porém eficiente Gustavo. Poucos reparam, mas Pierre vem se tornando um cão de guarda à frente da defesa alviverde e é outro que tem um puro perfil europeu de jogo, apesar das exageradas.
O banco reside a maior diferença. Luxa consegue ser um grande treinador mesmo quando erra. Ontem suas substituições não fizera nenhum efeito e mesmo assim foi aplaudido, não conseguiu fazer Makelele jogar tanto quanto vinha fazendo Luiz Henrique, Osmar foi a tentativa de concerto de erro e quase deu certo, perdeu um gol nos últimos minutos. Já Leão entrou com um time montado para o único objetivo que lhe convinha: não perder. Conseguiu, de forma covarde, mas conseguiu. Adriano marcou impetuosamente, levou e deu cotoveladas, e quando saiu, por uma contusão, nada de erro de Leão, Valdívia teve espaços. A preocupação em se defender foi maior do que a vontade de vencer. Luxemburgo queria vencer mesmo na Vila. No fim, Leão saiu vitorioso, mesmo que de forma desagradável, mas cumpriu seu objetivo.
As circunstâncias levam a crêer que Luxemburgo terá uma vida mais tranquila frente ao Palmeiras do que Emerson Leão no time da baixada. Mas é inegável que Leão, mesmo com um time que beira o pífio, pode fazer milagre. já fez em outros tempos. Agora ele tem que provar que um raio cai duas vezes no mesmo lugar. Ou melhor, na mesma praia.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Dissolução Interessante

O G14 acabou. Essa era uma notícia inimaginável há tempos atrás quando o grupo de clubes que defendia os interesses dos grandes - ou que se achavam grandes - perante UEFA e FIFA. Foram eles que brigaram pela indenização caso jogadores se machucassem pela seleção nacional e também foi o G14 que 'ordenou' a FIFA mudar o calendário de amistosos de internacionais criando datas específicas para jogos sem nenhum valor no qual não prejudicariam os clubes que cedessem jogadores a seleções.
Hoje ele se dissolveu. Um acordo feito com as duas federações já citadas fez com que o G14 acabasse. Mais um passo na gestão Michel Platini à frente da UEFA e um passo um tanto quanto controverso. Platini sempre foi o grande defensor dos clubes médio-pequenos, sua plataforma de campanha era abrir mais vagas para países com times de menos expressão nas competições européias preterindo as vagas dos grandes países. O presidente, porém, hoje deu um passo atrás.
Todos sabem da força que o G14 sempre teve já que, indiscutivelmente, reunia os melhores clubes da Europa e maiores também, fazia frente e lutava pelos direitos dos clubes, uma iniciativa boa nada parecida com o que ocorre aqui no Brasil no Clube dos 13. Agora as relações serão mantidas diretamente com UEFA/FIFA e os clubes individualmente terão que se manifestar. consequentemente, houve uma perda de força grande.
Interesses políticos certamente estão envolvidos e não creio que isso vá durar muito tempo, já que Platini, apesar de estar sendo um presidente que agrade a todos, não é dos mais flexíveis quando a questão são seus princípios. Mudou neste caso, por razões desconhecidas. Caso continue assim ótimo, senão, daqui a pouco tempo verão dirigentes reclamando e instituições se formando novamente.
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O Rei e O Príncipe

A questão aqui é de ataque. Todos sabemos que Kaká é quase um Deus em Milão, pelo menos em sua parte rossonera, e que ostenta esse status com muita competência já que, praticamente sozinho, deu uma Champions League para o Milan. Mas não falarei de Kaká, mas sim de seus dois companheiros brasileiros que apesar dos lados opostos que se encontram hoje parecem ter trajetória parecida. Porém, um, contra tudo e contra todos é rei, e o outro ainda um projeto de príncipe.
Ronaldo andava desacreditado pelos lados da Lombardia. E não só lá, no Brasil quase ninguém mais acreditava que o jogador, gordo, cabeludo e desinteressado com o futebol iria para casa, jogaria no Flamengo uma ou duas temporadas e encerraria uma carreira de forma prematura. Infelizmente para seus críticos, Ronaldo provou ter muita lenha para queimar ainda.
Fez uma partida perfeita contra o Napoli no último domingo. Dois gols, sendo que um deles, da forma mais rara do goleador, um ato que não se vê todo dia: um gol de cabeça de Ronaldo. Se movimentou, parecia mais leve, menos lento, com vontade de jogar. Ronaldo pareci aquele garoto que começou no Cruzeiro com uma gana impressionante, com uma cabeleira maior e com vontade de provar ao mundo que seu futebol ainda não acabou. E conseguiu. Já começa a se falar com uma possível renovação de contrato com o Milan e faz relembrar seus bons tempos. De jogador contestado passou a quase unanimidade do ataque milanista. Claro, tinha Alexandre Pato ao seu lado.
A estréia de Pato foi tratada como um evento. No começo parecia além de nervoso, desconcentrado. Mas se não fosse o gol teria sido considerada uma catástrofe. Ele perdeu dois gols feitos, na verdade três já que teve duas chances de fazer um mesmo e não conseguiu. Mesmo assim se recuperou, fez um golaço num chutão pra frente de Favalli em que ele se livrou do marcados e mostrando porque é diferenciado apenas rolou por baixo das pernas do goleiro do Napoli. Pato não jogou apenas como um atacante fixo, não precisava já que tinha Ronaldo como o encarregado de fazer os gols, e sim como um meia-ofensivo que
deve tirar das costas de Kaká o peso de decidir os jogos rossoneros.
Avaliando friamente, Pato estreou bem, muito bem, mas não com tudo isso que se noticiou na imprensa. A euforia por um grande craque é sempre grande e quando se trata de um brasileiro , ainda mais jogando no Milan, toma-se proporções descomunais. Alexandre tem tudo para se tornar craque, dono absoluto da camisa 7 do Milan e da 9 na Seleção Brasileira e um dos melhores atacantes que esse mundo já viu, mas é cedo para concluir qualquer coisa. Ele é bom de estréias e provou isso com o Inter - estreou contra o Palmeiras no Parque Antártica, fazendo dois gols e no Mundial de Clubes fez aquela linda jogada logo no primeiro jogo.
Ancelotti sabendo gerir a pressão e a expectativa que se criará sobre o garoto poderá contar com um futuro rei. Ancelotti sabendo cuidar das necessidades, muito mais psicológicas do que físicas, de Ronaldo terá um ex-rei. Mas como diz o ditado popular: Quem é rei nunca perde a majestade.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
What a Hell Big Sam !
A última vítima foi Sam Allardyce. Com trabalhos anteriores notáveis pelo Bolton, Big Sam ficou conhecido como um treinador de bolas paradas, jogadas ensaiadas, porém de um futebol com toque de bola refinado e muito diferente daquele implantado na Inglaterra. Levou os Trotters - apelido do Bolton - a Copa da UEFA e chamou atenção até da Federação Inglesa para contratá-lo como treinador do English Team. Suas relações obscuras com compras e vendas de jogadores e apostas o afastaram do cargo de selecionador nacional mas não tirou a possibilidade dele treinar um dos mais tradicionais clubes do país, o Newcastle.
A tradição dos alvinegros está abalada há muitos anos pela falta de títulos e da falta de perspectiva de deixar a posição de clube mediano e voltar a brigar por competições continentais. Sam parecia ser o nome correto após ter levado o fraco e pequeno Bolton à Europa. Logo na sua chegada afastou e dispensou seis jogadores, entre os quais estavam Bernard - 6 anos de casa - e Bramble - 5 anos de St.James Park. Contratou Viduka e o promissor Smith, prometendo enfim dar padrão de jogo e chance para honrar a história dos Magpies. Não fez nenhum nem outro.
A equipe não se encaixava e Viduka, sua grande aposta não rendia o mesmo dos tempos de Middlesbrough. Owen continuava assombrado pelas contusões e Joey Barton mostrou os mesmo desvios de inteligência, e da falta dela, envolvendo-se em ocorrências policiais. Smith provou ser inconstante demais até para o Newcastle e os planos de reerguer ou de acordar um gigante adormecido naufragou. A gota da água foram nos dois jogos que sucederam o Natal.
Os encontros eram contra os predestinados a rebaixamento Derby County e Wigan. Duas apresentações pífias e apenas um ponto ganho em seis disputados. Empatar contra um time que não sabia o que era ganhar um mísero ponto a sete rodadas era quase um golpe de misericórdia para o emprego de Allardyce, mas esperando uma recuperação manteram-o no cargo e sofreram novo revés frente ao inofensivo ataque do Wigan. Resultado: Big Sam fora.
A decisão é incontestável a nível de resultado mas discutível se o que interessava era a implementação de um projeto, já que o contrato era de três anos. Ninguém poderia garantir o que Allardyce poderia fazer no comando do Newcastle caso continuasse mas a proposta clara de recuperação da 'honra' Magpie era clara.
O que resta agora ao ex-postulante a treinador da Inglaterra é esperar o próximo clube, que não deve demorar a chegar. O que resta ao Newcastle é torcer para que surja um craque, ou vários deles, nas suas categorias de base e que os áureos anos de 1900 voltem para que o clube enfim possa brigar, ao mínimo, pela ida a uma Copa da UEFA.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Queda (In)esperada

Ottmar Hitzfeld assumiu o comando do Bayern de Munique em Fevereiro do ano passado com o objetivo de salvar o time de uma péssima campanha que vinha realizando na Bundesliga e de tentar, no mínimo, uma qualificação para a Liga dos Campeões. Naquela fase já havia sido disputado mais da metade do campeonatoi e Hitzfeld não foi considerado culpado pelo quarto lugar na Liga Alemã e nem pela não qualificação para a Champions League. A realidade é que no momento em que Magath saiu os bávaros ainda sustentavam uma terceira posição e continuavam na Champions League. Quando Hitzfeld chegou o Stuttgart ascendeu e o Bayern se foi da competição continental perdendo para o Real Madrid nas quartas-de-final.
Um novo trabalho se iniciou neste ano e o Bayern era dado como favorito absoluto para o título e não poderia ser diferente. Nenhum clube na Alemanha - e pouquíssimos no mundo - podem ter o privilégio de ter em seu meio-campo jogadores do nível de Ribéry, Schweinsteiger, Zé Roberto, Van Bommel e Altintop e no seu ataque Klose, Luca Toni e o subaproveitado Lukas Podolski. As expectativas se confirmaram nas primeiras rodadas, fazendo 10 gols nos três primeiros jogos e não sofrendo nenhum, mas com o tempo o Bayern, inexplicavelmente, foi perdendo força.
Primeiro foi um empate estranhíssimo contra o Hamburgo na 4ª rodada com um gol de Zidan no último minuto a favor do HSV e em seguida outro empate contra o Schalke 04. Até aí, nada de anormal já que eram, apesar da superioridade desmedida do Bayern, adversários diretos ao título. Isto já era 5ª rodada e os Roten já não eram mais unanimidade. As exibições de Ribéry impressionavam mas só o francês carregava o time com participações pouco efetivas dos outros membros da equipe. A situação pareceu se normalizar nos jogos seguintes. Uma sequência de cinco vitórias deu um alívio e a sensação de que a partir dali nada mudaria e o Bayern seguiria intacto rumo ao título. Engano. A mesma sequência de vitórias veio também uma de jogos sem vencer. 3 jogos sem vitória, entre eles um inexplicável empate contra o fraquíssimo Eintracht Frankfurt em casa e uma pesada derrota para o inconstante Stuttgart que se encontrava na parte de baixo da tabela e depois de destruir o Bayern no gottlieb-Daimler Stadion se acharam no campeonato.
Nada mais foi o mesmo depois disso. O Bayern não perdeu mais depois da 13ª rodada. Mas também venceu pouco. 2 vitórias e 2 empates. Nenhum tipo de desculpa é justificável para um empate contra o Duisburg e Hertha. Nem as confusões armadas por Oliver Kahn, nem as reclamações de muitos jogadores que não estão gostando de esquentar o banco (Sagnol, Podolski e Ismael, este último já decidiu a transferência para o Hannover em Janeiro) nem os atritos entre Hitzfeld e a direção. No fim do mês de Dezembro Uli Hoeness, um dos diretores do Bayern, garantiu a permanência do treinador até o fim de Junho. E ela se cumprirá, mas já foi anunciado pelo mesmo Hoeness que depois de Junho Hitzfeld não fica. “Vou fazer de tudo para ser bem-sucedido neste semestre e ganhar o máximo possível de títulos. Mas depois deixarei a equipe”, palavras de Ottmar ao site do clube.
Ao mesmo tempo que pode ser um alívio para certos jogadores, a demissão de Hitzfeld tende a desestabilziar um trabalho. Com carta branca e emprego praticamente garantido para depois que sair do Bayern - é especulado que ele já acertou com a Seleção Suíça para depois da Eurocopa - Hitzfeld que tem longa história no clube da Bavária pode fazer o que bem entender. Isso inclui barra certos jogadores como Van Bommel e Sagnol. A infelicidade de alguns é clara e inegável que Hitzfeld vem provocando a saída de qalguns jogadores, como Ismäel o primeiro a sair.
O objetivo da temporada é ganhar tudo que foi proposto e deixar para o próximo treinador um plantel motivado para a Liga dos Campeões do ano que vem. A Copa da Uefa já virou obrigação para o Bayern e caso não aconteça a conquista dela será uma mancha quase que irrecuperável para um dos times mais fortes que o FCB teve nos últimos anos. Na Bundesliga é impossível acreditar que não chegará o título. O Bayern tem qualidade técnica disparada sobre os outros, mas está empatado com um Werder claudicante e que joga na base da qualidade de Diego. Hamburgo e Leverkusen ainda podem ameaçar já que estão há apenas quatro e seis pontos, respectivamente, de diferença e o Schalke 04 vem um ponto atrás mas não parece ter forças para aguentar correr atrás desse Bayern por mais desarrumado que ele esteja. Ainda mais com a inconstância do Bayern.
Dispensa de treinador nomes pipocam. Van Basten é o mais cogitado. O treinador tem uma campanha mediana a frente da Oranje tendo levado-os a uma quartas-de-final de Eurocopa e oitavas-de-final da última Copa. A favor de Van Basten está o excelente trabalho de renovação que ele fez a frente da Seleção Holandesa. Trouxe novos nomes para o time como Babel, Maduro e Jaliens além de se preocupar muito mais com o conjunto do que com o individual. Contra o gênio holandês está seu poder de criar confusão com as estrelas, algo que realmente não é necessário agora no Bayern. Na Holanda ele afastou Van Nilsterooy e Van Bommel, sendo que o último declarou que não jogaria pela Seleção nacional enquanto Van Basten estivesse no comando. Detalhe: Van Bommel joga no Bayern. A 'segunda opção' é José Mourinho. O português já demonstrou ter experiência, qualidade e saber controlar egos, menos o seu. A única coisa que deseja é que, diferentemente do que aconteceu no Chelsea, a diretoria priorize contratações para todos os setores do time e não só para o ataque ou defesa. Pelo que se conehce de Beckenbauer, a preferência é Mourinho, o problema está na alta pedida do treinador português.
Com Mourinho ou Van Basten o Bayern tem um desafio enorme para controlar neste fim de temporada: contornar todos os problemas e levar um time que de completo favorito passou a total incógnita.
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