
O duelo tático-técnico-psíquico-ideológico entre Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão foi medroso. Enquanto um jogou com três atacantes que na verdade era apenas um - William e Luiz Henrique jogaram como pontas abertas buscando o jogo pelas laterais e quase que como meias
- o outro não escondeu sua predileção defensiva e colocou apenas Kléber Pereira e um falso atacante (Renatinho) que mais era um elo de ligação, também praticamente inexistente, entre o meio-campo e o ataque.
As defesas se portaram exemplarmente, como bem queriam ambos treinadores. Martinez é um exemplo de volante e se não conhecessem até diriam que é europeu. Marca muito bem, exagera um pouco na força em certos momentos, mas tem grande eficiência em passes, cabeceios e, principalmente, cobranças de faltas. Adriano não tem nenhuma destas qualidades tão requisitadas pelos amantes brasileiros de futebol. Não chuta tão bem, não bate faltas bem e não dá grandes passes, mas como marca! Anulou Valdívia de forma impressionante, não deixou o chileno jogar e ainda mais, não abusou da violência.
Zagueiros a parte o jogo ficou empatado nesse quesito. O Santos conseguiu com 3 zagueiros parecer que tinha apenas um e meio. Evaldo foi péssimo, grotesco. Estava louquinho para entregar o jogo nas mãos do Palmeiras e um recuo muito mal feito para Fábio Costa no primeiro tempo por muito pouco não resultou no gol de William. Adaílton é agressivo, mas consegue marcar. esta marcação parece ser a principal virtude do Santos até aqui. O Palmeiras tem o lento e desgastado Dininho e o questionado, porém eficiente Gustavo. Poucos reparam, mas Pierre vem se tornando um cão de guarda à frente da defesa alviverde e é outro que tem um puro perfil europeu de jogo, apesar das exageradas.
O banco reside a maior diferença. Luxa consegue ser um grande treinador mesmo quando erra. Ontem suas substituições não fizera nenhum efeito e mesmo assim foi aplaudido, não conseguiu fazer Makelele jogar tanto quanto vinha fazendo Luiz Henrique, Osmar foi a tentativa de concerto de erro e quase deu certo, perdeu um gol nos últimos minutos. Já Leão entrou com um time montado para o único objetivo que lhe convinha: não perder. Conseguiu, de forma covarde, mas conseguiu. Adriano marcou impetuosamente, levou e deu cotoveladas, e quando saiu, por uma contusão, nada de erro de Leão, Valdívia teve espaços. A preocupação em se defender foi maior do que a vontade de vencer. Luxemburgo queria vencer mesmo na Vila. No fim, Leão saiu vitorioso, mesmo que de forma desagradável, mas cumpriu seu objetivo.
As circunstâncias levam a crêer que Luxemburgo terá uma vida mais tranquila frente ao Palmeiras do que Emerson Leão no time da baixada. Mas é inegável que Leão, mesmo com um time que beira o pífio, pode fazer milagre. já fez em outros tempos. Agora ele tem que provar que um raio cai duas vezes no mesmo lugar. Ou melhor, na mesma praia.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Duelo do Futuro
Postado por
João Lucas Garcia
às
10:00
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