sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Critérios


A profissão de treinador de futebol impõe algumas condições ingratas aos seus profissionais e algumas delas são a pressão por resultados, a escolha de jogadores queridos pela torcida e, em alguns casos, a subordinação imposta por seus superiores, os dirigentes. A situação em que certos treinadores se colocam é curiosa e o exemplo e crítica aqui citados vão diretamente ao que hoje comanda a maior Seleção de futebol do mundo - a brasileira obviamente - e a qual ele já representou vestindo a camisa e dando, com pouquíssima técnica, mas extrema raça. Estamos falando de Dunga e da estranha forma como ele vêm convocando.

Em primeiro lugar não é correto questionar certos dogmas e (pré) conceitos que alguém tem a certos jogadores, mas nem tudo é justificável. Comecemos pelo discutível indo até o imponderável.

Doni e Júlio César são merecedores de vaga nesta Seleção? Do ponto de vista do treinador sim, mas analisando dados e fatos, não. Júlio César é bom goleiro mas inconstante e além de tudo volta de contusão, na Internazionale só tem titularidade absoluta assegurada porque, digamos, que Toldo apesar de experiente não é dos mais confiáveis. Teve participação brilhante na Copa América de 2004 quando o Brasil passou pela Argentina com atuação ótima do goleiro durante o torneio, mas desde então a irregularidade vem acompanhando o ex-jogador do Flamengo. Já Doni é daqueles casos inacreditáveis de chegada a Seleção e que levantam as suspeitas de estar lá por obra de algum empresário miraculoso. Não é de todo ruim, mas um goleiro que não conseguiu se firmar nem no medícore time do Juventude e hoje, não se sabe como, defende o gol da Roma. O goleiro, assim como seu companheiro de Seleção, também foi bem na Copa América e sempre será lembrado pela defesa no pênalti cobrado por Lugano na semifinal contra o Uruguai. Mas se Rogério Ceni, Diego do Palmeiras e Diego ex-Atletico-Mg, agora no Almería, Bruno do Flamengo e Gomes, além do já 'idoso' Dida e do ótimo, porém muito jovem segundo os conceitos Dunga de treinar, Felipe do Corinthians estão aí disponíveis porque apostar fichas nestes dois que não passam de bons, nada de supra-sumo.

No miolo de zaga Alex Silva parece ser uma convocação fora de hora, segundo o próprio Dunga diz. O seu companheiro Miranda estaria muito mais cotado para vestir a Amarelinha do que ele já que Miranda teve passagens pelo futebol francês e tem a tão esperada experiência que o treinador tanto espera. Além, claro, de ser muito mais zagueiro, na essência da palavra, do que Alex Silva.

Os volantes são outros que intrigam. Josué é cooperativo e faz o estilo de jogo do treinador. Inteligível até tal ponto. Mineiro depois que saiu do São Paulo não jogou mais nada, mas daremos crédito ao volante que já provou ter condições de jogar pela Seleção, apesar de já não ser um garoto, tem qualidade suficiente para deixar de lado os questionamentos sobre sua atual fase no Hertha Berlin. Agora, Fernando é inexplicável, a pura imagem do cabeça-de-área, ou para ser mais claro, brucutu. Não consegue jogar, e bate, bate, bate e depois, ainda bate. No Bordeaux é rei, mas o que isso realmente quer dizer? Dunga pode estar trocando os pés pelas mãos quando quer colocar em campo seu estilo de jogo e chama jogadores sem condição de estarem aonde ele esteve há anos atrás.

Da mesma forma como no meio-de-campo Dunga será tomado por pressões da imprensa, no ataque a coisa não deve ser muito diferente e assim como Fernando, é estranho ver Afonso com a camisa da Seleção. O jogador teve sua chance na Copa América e pouco fez, para não dizer que não fez nada. Amarra tomou conta do jogador. Brigou com torcida, direção do clube e agora joga pelo time B, uma espécie de castigo merecido para quem era apenas um desconhecido na Suécia há dois anos atrás e pelo Hereenven, time médio na Holanda, fez gols que o levaram a ser cobiçado. O Hereneveen não quis vender e Afonso começou a dar motivos para quererem vendê-lo. Atrasou em reapresentações, não foi treinar e declarou que queria sair. Ninguém mais o quis, e agora só me Janeiro poderá sair dos reservas da equipe. Sem jogar, consequentemente, o jogador não tem condições de ser avaliado e muito menos condições de ser convocado. Pois Dunga convocou-o para as primeiras partidas das eliminatórias e agora terá que se explicar frente ao grande público. Ou alguém realmente acredita que o treinador assistiu a partida Herenveen B x PSV B no meio desta semana para saber como Afonso está?

Nem só de coisas ruins é feita a gestão Dunga no comando da Seleção. Maicon consegue jogar muito melhor com a camisa amarela e no esquema de Dunga do que na Internazionale e coloca no banco o melhor lateral-direito do momento para alguns, Daniel Alves. Elano e Diego voltaram a jogar bom futebol e Dunga lhes deu uma nova chance, e ambos parecem começar a aproveitá-la para crescer e reaparecer aos olhos dos brasileiros. Robinho enfim conseguiu repetir as exibições dos tempos de Santos e pela Seleção vai tomando o posto de grande líder desta geração, enquanto Kaká e Ronaldinho precisam provar algo mais sob o comando do novo treinador.

O caminho até a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul é longo, sinuoso e não está logo ali como um comentarista de TV já disse. Dunga precisa se conscientizar que ele está treinando a Seleção brasileira e que, ás vezes, um pouco de técnica e jogo bonito não faz mal a ninguém. Pregar uma Seleção com 4 / 5 homens de frente é loucura e até certo ponto suicídio no nível em que o futebol mundial está, mas para que convocar um jogador inativo e outro que poderia jogar naturalmente em campos da várzea, se isso poderia ser evitado a medida que jogador com qualidade é o que não falta por estas terras.

Olho aberto Dunga.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

E agora José?


A citação do título em forma de adaptação do famosíssimo e reflexivo poema de Carlos Drummond de Andrade neste blog se deve a situação em que o Chelsea e, consequentemente seu dono, Roman Abrahmovic, se encontram. A saída de José Mourinho do cargo de treinador dos Blues só coloca mais um(s) pontos de interrogação do torcedor do clube de Stanford Bridge após a demissão do técnico que levou o Chelsea a ser a grande potência que hoje é, e apesar de não ter conseguido a conquista da Champions League tirou os Azuis de Londres da fila que perdurava por mais de 50 anos.

O começo deste texto precisa destacar alguns pontos em que ainda existirá muita discussão sobre o por quê da saída do treinador do português.

A principal suspeita da imprensa inglesa em geral é a constante insatisfação pelo mal rendimento do ucraniano Andriy Shevchenko. Desde que chegou ao Chelsea, Mourinho sempre mandou e desmandou, trouxe jogadores e afastou quem não gostava. Exemplo claro é Geremi que não era nada prestigiado pelo treinador e depois da perda de um pênalti na última semifinal da Liga dos Campeões contra o Liverpool o jogador foi mandado para o Newcastle. Sheva mudou essa situação e apesar da péssima temporada no último ano, ele mesmo admitiu ter passado pelo pior período técnico do futebol em toda sua carreira, continuou no elenco e prestigiadíssimo pelo presidente Roman Abrahmovic. Este, outro dos prováveis motivos da recisão contratual de Mourinho.

O presidente queria montar um super-time. José queria vencer a UCL e , também, muita fama. Abrahmovic gostaria de uma galáxia. Mourinho queria os holofotes sobre seu time e sempre demonstrando aquela empáfia de todo grande treinador que no fundo precisa daquilo - vide exemplo da Vila Belmiro. As coisas começaram a sair de controle quando Abrahmovic fechou os cofres, aí o treinador português abriu o bico e as divergências pularam para fora do centro de treinamento e chegou aos ouvidos da imprensa. Sem tirar o escorpião do bolso, Abrahmovic mandou Mouruinho trabalhar com o que tinha e o que considerava o melhor elenco da Inglaterra, isto ainda na janela de transferências em Janeiro, e o efeito disso foi um grupo reduzidíssimo por razão das inúmeras contusões. Neste time, em que o volante - no caso Essien - exercia o papel de lateral-direito, zagueiro, volante e às vezes, até um armador, o banco de reservas parco foi uma das razões, segundo Mourinho, do fracasso na última Liga dos Campeões. A gota d'água final, justamente na UCL, ocorreu nesta terça-feira no pífio empate contra o Rosenborg, dentro de casa.

A oposição a um grande amigo pessoal de Roman também pode ser outro dos fatores que acabaram com o casamento Mourinho-Abrahmovic, o ex diretor-técnico da equipe e, com a saída de Mourinho, técnico interino do Chelsesa, Avram Grant. O israelense não era das pessoas que José mais gostava e era, inclusive, oposto a sua permanência na direção técnica do Chelsea. A amizade falou mais alto e Mourinho foi voto vencido, mais uma prova de que seu relacionamento com o investidor russo não era mais o mesmo.

Mesmo com todas estas intrigas, brigas, discussões, vaidades e todo o resto que não sabemos José Mourinho precisa ser parabenizado pelo trabalho que fez frente aos Blues. A equipe voltou a brigar por títulos e o bicampeonato inglês foi a grande prova de que um time consegue com solidez defensiva e eficiência, não beleza, ofensiva vencer um campeonato. A única lacuna que Mourinho não conseguiu preencher foi a Liga dos Campeões, a competição mais almejada por Abrahmovic e grande projeto de sua gestão na presidência do Chelsea. Nesta temproada o time Azul não consegui acertar, ao mínimo, um padrão tático e certos jogadores como Drogba e Terry, de confiança do ex-treinador, estavam muito abaixo do potencial que deles se espera. A crise começava a se instalar e a recisão - que pode render ao português cerca de € 37,5 milhões - veio em boa hora, pois ainda existe tempo para organizar o desorganizado e contratar alguém.

A lista é encabeçada pelo 'novo Bora Milutinovic' do futebol, Guus Hiddink. O holandês conseguiu levar o Real Madrid ao título do Mundial de Clubes, além de dois quartos lugares com Coréia do Sul e Holanda, respectivamente, nas Copas do Mundo de 2002 e 1998. Conquistou também uma Champions League com o PSV e seis títulos holandeses com os mesmos. Um treinador que conhece muito de tática e motivador ao extremo, Hiddink tem a capaciadade de levar times fracos a grandes resultados, mas seus únicos dois trabalhos de porte Mundial foram a Holanda e o Real Madrid há quase dez anos. Atualmente é treinador da seleção russa de futebol e faz um ótimo trabalho.

Outros nomes que compõe a lista de Abrahmovic são: Juande Ramos, Fábio Capello, Jurgen Klinsmann e, acreditem, Luis Felipe Scolari.

Por enquanto, porém, o comando ficará na mão de Avram Grant e parece não existir pressa para a substituição do ex-treinador. Para Mourinho as coisas não devem ser tão complicadas e com a punição que o brasileiro Felipão levou após a tentativa de soco contra o sérvio Dragutinovic, não duvido do português assumir a Seleção Lusa. Tudo dependerá da performance nestes jogos que restam como qualificatória para a Eurocopa do próximo ano.

A indagação que fica é a mesma que no último verso do celébre poema drummondiano:
você marcha, José!
José, para onde?

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O Clássico Latino


Os constantes jogos, nos últimos anos, entre São Paulo x Boca Juniors por competições em nível continental formaram uma rivalidade inconstestável. Hoje, o tricolor Paulista e os Xeneizes de Buenos Aires fazem o verdadeiro clássico sul-americano.

O Corinthians não consegue mais fazer frente ao São Paulo.

O Palmeiras ainda dificulta um pouco, mas jogo sim jogo não perde.

O Santos acompanha os tricolores até o fim, mas o aproveitamento contra eles é pífio nos momentos decisivos.

O Boca joga muito em seu estádio e fora dele sabe segurar o tal do resultado.

Desta vez não penso que será diferente. Agora, aos seis minutos do primeiro tempo, os azuis / amarelos estam pressionando o São Paulo como os tricolores nunca foram incomodados neste campeonato Brasileiro. Fazendo um exercício de dono de bola de cristal, cravo que o São Paulo perderá na Bombonera e não passará de um mero empate no Morumbi contra os Xeneizes.

O São Paulo é um grande time, mas precisará provar isso contra o único que time consegue vencê-los com uma facilidade impressionante.

Impressões Iniciais

Graças ao esforço enorme por minha parte para conseguir concluir meu ensino com qualidade e presteza, pouco venho acompanhando futebol nestes últimos tempos, mas a impressão que está primeira rodada da Champions League me passa é:

- O Chelsea é um time desequilibrado, em processo de formação apesar das contratações terem sido escassez. Mourinho já não consegue controlar a equipe da mesma forma, Terry já não é mais aquele grande zagueiro e a defesa Blue está cada vez mais vulnerável. Sheva não se acerta, apesar do gol marcado contra o Rosenborg em um dos empates mais ridículos que já vi entre um grande clube e uma equipe sem a mínima condição.

- As equipes portuguesas não vem bem e o Porto empatou graças a um pênalti muito duvidoso marcado a seu favor. O Benfica jogou como time pequeno dentro de San Siro e se limitou a defender. Apesar das qualidades já sabidas do Milan, a falta de ofensividade envergonhou o torcedor das Águias. Amanhã teremos Sporting x Manchester Utd. em um jogo que nova derrota Lusa ocorrerá.

- Os dois finalistas do último ano estrearam muito bem e provam que na Europa os donos são outros. Liverpool teve tudo e mais um pouco para sair com a vitória do Estádio do Dragão, menos o juíz. Milan fez partida muito boa, não perfeita, contra o Milan e Pírlo prova ser o grande jogador que é e se não o cerébro, talvez o bulbo, responsável pelas coordenações motoras.

- Shakhtar Donetsk e Marselha saíram na frente na briga pela segunda vaga em seus grupos. O Donestk fez bela partida e ótima vitória contra o Celtic, e com gol do ítalo-comunista Lucarelli. Os franceses de Marselha precisaram de 77 minutos e uma falha do goleiro Murat, do Besiktas, para abrirem o placar no Velódrome, mesmo assim conquistaram a vitória e já estão três a frente de Besiktas e dois a frente de Porto e Liverpool.

- Valencia e Real Madrid mais do que comprovaram a força ibérica na UCL e Schalke / Werder Bremen mais do que provaram a incapacidade alemã sem o Bayern na competição. Os dois espanhóis devem passar sem dificuldades, os dois germânicos terão que suar a camisa para conseguirem vaga na Copa da UEFA.

Amanhã tem mais. E viva ao bom futebol!

sábado, 15 de setembro de 2007

Aí vem a Liga dos Campeões!




A mais esperada, a mais consagrada, a mais importante, a mais emocionante e a que mostra quem realmente é grande no cenário europeu. Aí vem a Champions League 2007/2008 com a participação de quase todas as grandes equipes do continente - exceção feita, por exemplo, à Ajax e Bayern de Munique, o primeiro eliminado na última fase preliminar para a Liga dos Campeões e o segundo disputará a Copa da UEFA - e com duelos que prometem ser memoráveis. A classificação de todos os grandes é provável mas também não é de toda certeza. A chegada de algumas supresas como Sevilla, Shakhtar e Stuttgart podem abalar o favoritismo dos gigantes. O Real Madrid parece estar mais afim do que nunca em vencer a UCL. O Liverpool quer esquecer a derrota do ano passado. O Milan quer fazer história. O Manchester United quer desfazer a injustiça da última temporada. O Barcelona quer apagar a péssima aprticipação do último ano. Chelsea, Lyon, Arsenal e Internazionale querem provar que podem ser grandes, também, na Europa. Porto, Schalke, Celtic, Benfica, Lazio e Valencia querem surpreender. Rangers, Steaua, Slavia Praga, Dynamo e Rosenborg querem sonhar. Enfim, todos desejam algo.

Uma explicação básica, previsões e os oito grupos desta Liga dos Campeões:

Grupo A
Liverpool - Inglaterra
Porto - Portugal
Olympique de Marseille - França
Besiktas - Turquia

O grupo A reúne três times que foram campeões da Liga dos Campeões ao menos uma vez: Liverpool, Porto e Olympique, apesar deste último ter seu título caçado na justiça. O favoritismo e a classificação dos Reds já podem ser dados como certos já que seus adversários mais diretos dentro do quadrangular não se reforçaram bem e não vem bem dentro de seus respectivos campeonatos nacionais. O Besiktas deve dificultar muito as coisas, principalmente dentro de seu estádio, o Inönü que é um verdadeiro caldeirão em jogos das Águias.

A aposta fica em Liverpool 1º e Porto 2º. Besiktas na Copa da UEFA.

Grupo B
Chelsea - Inglaterra
Valencia - Espanha
Schalke 04 - Alemanha
Rosenborg - Noruega

Na minha visão, o grupo mais díficil de dar um prognóstico acertado. O Chelsea deve passar, pelo seu dinheiro, sua força e seus ótimos jogadores, mas há quem aposte numa queda logo na primeira fase. O Valencia é mais copeiro e, na minha visão, tem mais chance de ir para segunda fase do que os Blues. A equipe de Mestalla só precisa adquirir uma regularidade em jogos decisivos, o que muitas vezes determina o que pode ocorrer na competição. Os alemães do Schalke correm por fora, mas não podem ser descartados. A equipe é ajeitadíssima e quando joga em casa é muito difícil de ser batida. Azar dos outros. O Rosenborg será mero espectador.

Nas oitavas: Valencia 1º e Chelsea 2º. Schalke 04 na UEFA.

Grupo C
Real Madrid - Espanha
Werder Bremen - Alemanha
Lazio - Itália
Olympiakos - Grécia

Há 5 anos que o Real Madrid não chegava tão bem a uma Liga dos Campeões. Bernd Schuster, enfim, deu padrão de jogo e ofensividade a uma equipe que parecia perdida até mesmo em jogos fáceis, como contra o Steaua Bucareste dentro do Bernabéu no último ano. Robinho vem bem, Saviola vem bem e Sneijder é o ponto de equilíbrio deste time, hoje, podendo ser comparado, claro dentro de todas as diferenças, a função que Zidane exercia. Com Raul e Ruud Van Nilsterooy inspirados são favoritissimos a tudo. O Werder não se encontra desde que Klose deixou o Weserstadion. Diego se destaca mas não consegue, sozinho, carregar o time nas costas. Os Verdes são os que tem mais chance de emplacara decepção na primeira fase. A Lazio chega a UCL depois de muito tempo e com um time muito coeso pode "roubar" a vaga do Bremen. O Olympiakos tem inúmeras participações na fase de grupo da Liga, mas nunca conseguiram nada demais, sem Rivaldo será ainda mais difícil.

Nas oitavas: Real Madrid 1º e Lázio 2º. Na UEFA: Werder Bremen.

Grupo D
Milan - Itália
Benfica - Portugal
Shakhtar Donetsk - Ucrânia
Celtic - Escócia

A cada ano que passa fica mais clara a premissa de que o milan tem tradição na Europa e, acima de tudo, muita sorte. Caiu em um grupo fácil e sem complicações deve chegar as oitavas-de-final em primeiro. Alexandre Pato já deve estrear e o trio Pirlo-Ambrosini-Gattuso fazendo a alegria dos rossoneros em San Siro e resto do mundo. A segunda posição é complicada de apostar, e muito. O Benfica tem história e um elenco "bonzinho". O Shakhtar investiu como uma equipe ucraniana nunca investiu. O Celtic tem um elenco que joga junto há muito tempo. Os Encarnados tem um time abaixo da média para quem quer passar para a segunda fase da Champions League, mas seu grupo não exige muito. Freddy Adu, aquele garoto americano que há muitos anos tem 18 anos, foi uma delas, mas não garante nada além deles não terem mais Marcelo Moretto, herói da última LC da qual o Benfica por pouco não eliminou o Barcelona. O Donetsk tem a seu favor o dinheiro, e muito dinheiro.Trouxe Willian (€15 mi), Nery Castillo (€20 mi), Lucarelli (€9 mi) e Ilsinho (€10 mi), mas perdeu Elano e o romeno Marica, mesmo assim a equipe está mais forte do que a última temporada e é outra aposta de surpresa nas oitavas. O time verde de Glasgow pode ser considerado o azarão, mas num grupo como este, ser o azarão não é nada. Nakamura resolve e agora ele tem a compania do bom Donati.

Nas oitavas: 1º Milan e 2º Shakhtar Donetsk. Na UEFA: Benfica

Grupo E
Barcelona - Espanha
Lyon - França
Stutgart - Alemanha
Rangers - Escócia

Começando sempre com o favorito, não será aqui diferente, e o Barcelona tem todas condições de passar, mas assim como o Chelsea, pode se complicar caso não faça tudo dentro do melhor que conseguir. Os blaugranás agora tem Henry mas também tem o problema da ofensividade excessiva em seu grupo de jogadores. Problema para um passivo Rijkaard resolver. Apesar disso, o Barcelona só precisa jogar o seu futebol bonito e equilibrado, com jogadas pelas pontas e com participação efetiva de todo o meio-campo. Em contrapartida, se o Barça tem tudo paa retomar um crescimento apesar dos problemas o Lyon tem tudo para se afundar na lama de vez. O desempenho não é nem de longe o mesmo do ano passado e a LC que sempre foi o calcanhar de Áquiles dos franceses está aí para desestabilizá-los mais uma vez. será que dessa vez eles conseguiram, só com Juninho, avançar? Perrin terá o grande teste para sua carreira, se levar o OL para frente das quartas-de-final já será herói em Lyon. O Stuttgart tem um grupo coeso e forte, uma defesa muito sólida e um ataque fazedor de gols, tudo que uma equipe precisa para surpreender, mas parece ter caído no grupo errado e dificilmente terá forças para medir com Barcelona e Lyon, com um vitória fora de casa contra um desses dois pode entrar no páreo. O Rangers é o exemplo de quem não quer nada com nada mas pode abocanhar uma vaga na Copa da UEFA.

Nas oitavas: 1ºBarcelona e 2º Lyon. Na UEFA: Stutgart

Grupo F
Manhester United - Inglaterra
Roma - Itália
Sporting Lisboa - Portugal
Dinamo Kiev - Ucrânia

A chance de vingança veio cedo para os giallorossi de Roma. Logo na primeira fase da Champions League e contra um Manchester United ainda mais forte do que o da última temporada. A Roma também está mais forte e agora tem Giuly para ajudar Totti na função de armador das jogadas, apesar do italiano continuar sendo a grande referência da equipe da capital italiana. A contratação de Cicinho também pode audar na articulação de jogadas e é uma bela opção de reserva para Mancini. No ataque Vucinic promete dar conta do recado mas o eficiente Esposito está de pré-aviso caso o Montenegrino não funcione na frente. A Roma tem tudo para passar e junto com seu algoz Manchester. Os Devils contrataram Tevez, Nani e Anderson, nada poderia ser mais ofensivo e mais pretensioso do que um trio de ataque deste. Mesmo sem Rooney, provavelmente até o fim do ano, as chances de passarem as oitavas-de-final são enormes já que Keane e Scholes continuam na mesma forma como se fossem garotos. O Sporting e o Dinamo devem ser dois sacos de pancada e vão travar um campeonato a parte para ver que consegue chegar a Copa da UEFA. Lgeira vantagem para os Leões de Lisboa.

Nas oitavas: 1ºManchester Utd. e 2º Roma. Na UEFA: Sporting

Grupo G
Internazionale - Itália
PSV Eidhoven - Holanda
CSKA Moscou - Rússia
Fenerbahçe - Turquia

Nesta temporada a Internazionale terá a grande chance de eliminar algumas lendas sobre si, como ter vencido os dois últimos campeonatos italianos por não ter adversários a altura e nunca ter conseguido se destacar em cenário Europeu. Na Itália a Inter não começou muito bem mas e na Europa? Chances boas existem, mas cuidados também precisarão ser tomados. Principalmente quando jogar em casa, quando a equipe começa a ter crises extremas do 'já ganhou' antes mesmo de entrar em campo. Ibra resolve e, sem Adriano, Suazo terá ótima chance de se firmar como titular na referência do ataque. O PSV está imediatamente atrás dos italianos, mas com uma vantagem até surpreendent quando se fala de competições européias, em especial a Liga dos Campeões, nos últimos anos. O PSV conseguiu resultados expressivos como chegadas a quartas-de-final e jogos duríssimos contramilan e Arsenal nas últimas edições. A saída de Alex pode complicar uma defesa que era muito sólida e agora passa a depender da colônia mexicana. O CSKA tem um bom time e lá quem manda é a colõnia brasileira. Jô, sim ele mesmo, é rei e fazedor de gols, ou, para usar uma expressão própria, um match winner. Já o Fener vem como franco atirador e não tem nada a perder, com este time pode chegar a ameaçar a segudna vaga, mas deve mesmo é lutar pela Copa da UEFA.

Nas oitavas: PSV 1º e 2º Inter. Na UEFA: Fenerbahçe.

Grupo H
Arsenal - Inglaterra
Sevilla - Espanha
Steaua Bucareste - Romênia
Slavia Praga - República Tcheca

A outra equipe que teve sorte imens foi o Arsenal. Os Gunners ainda se recuperam da perda de Thiery Henry e estão se eonctrando sem mostrar muita solidez e segurança, portanto o grupo muito mediano favoreceu demais os vermelhos de Londres. A defesa fica meio exposta pois tem um apoiador, Sagna, e não mais um quase zagueiro pela direita. Roscky parece, enfim, ter assumido a posição de líder deste time e comandante do meio-campo, com uma ajuda relativa de Hleb. Denílson se mostra cadavez mais maduro e uma opção certa para a posição de volantes na Seleção brasileira, hoje tão repetitiva e com uma certa falta de qualidade - Fernando não dá né! - o ataque aind anão é dos melhores e entre Adebayor e Van Persie quem se destaca é o garoto Bendtner que tem tudo para chegar a posição de craque em alguns anos. O Sevilla chega a Liga dos Campeões sem Puerta mas com todas as chances de chegar logo às oitavas-de-final. É o estreante com maior chance e com este time pode brigar pela primeira posição facilmente. Daniel Alves vai querer comer a bola em sua primeira competição européia, assim como Kanoute e Jesus Navas. O equlíbrio é o ponto mais forte deste Sevilla. Bem distantes e nem em seus maiores sonhos almejando chegar a segunda fase da LC estão Steaua e Slavia. O primeiro complicou para o Real Madrid fora de casa no último ano e o segundo estréia na competição este ano. O Steaua tem Haghi e o Slavia, bem, tem seus sonhos e esperanças.

Nas oitavas: 1º Arsenal e 2º Sevilla. Na UEFA: Steaua.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Trinca de Ouro


Existe um momento na vida de todas as pessoas em que se atinge um nível e fica praticamente desnecessário qualquer tipo de esforço para sair daquela situação de comodidade. Ronaldinho e Kaká já estão neste nível. Provaram, porém, que a acomodação depende somente de si e de mais ninguém, oras.

O primeiro já foi duas vezes eleito melhor do Mundo, tem uma habilidade impressionante, e já foi comparado ao nível de Maradona. O segundo tem uma das melhores visões de jogo do cenário Mundial, passes extremamente precisos e será eleito o melhor jogador desta temporada no fim do ano. Infelizmente os dois também têm - ou tinham - outro ponto em comum: não conseguem repetir os bons desempenhos de seus clubes pela Seleção. O pseudo-desprezo pela camisa amarela agravou isto na cabeça dos mais imediatistas.

O pedido de férias acabou quebrando o encanto que os brasileiros tinham com eles. Colocavam-os em pedestais e veneravam como deuses. A coisa não é bem assim, mas será que eles não estavam corretos? Do ponto de vista ético talvez não, mas do ponto de vista da vida pessoal deles, corretíssimos.

Barcelona e Milan disputaram temporadas duríssimas nos últimos anos e os dois não haviam conseguido tirar férias - em 2005 a Copa das Confederações e 2006 a Copa do Mundo - prejudicando sensivelmente seus desempenhos. Pode-se dizer que eles desprezaram a camisa da Seleção por um momento, mas digamos, um motivo plausível estava em pauta.

Ontem, Kaká e Ronaldinho, mostraram todos os adjetivos que à eles atribui acima e além disso comprovaram que não podem sair desta Seleção. Com eles o jogo fluiu mais facilmente e o esquema tático de Dunga parece enfim ter achado uma solução para tanta ofensividade. Colocá-los para jogar como meias foi uma das melhores opções que poderia se imaginar e somente antes testada em jogos de videogame.

Agora, porque o título desta coluna foi "Trinca de Ouro"? Justamente porque o terceiro elemento contraria todas as afirmações aqui feitas.

Robinho tem um desempenho na equipe brasileira muito superior ao que tem no Real Madrid. Se mexe, corre, pedala, dá passes magníficos, ajeita o time e dita o ritmo, enquanto em Chamartín não passa de meia-de ligação / segundo-atacante. Ao contrário de seus dois companheiros de ataque, Robinho precisa da Seleção e por isso venha se esforçando cada vez mais.

Esta trinca poderá dar muito o que falar, e os dois últimos jogos contra México e Estados Unidos mostram isso, porém, não poderá subir a cabeça a febre de Copa do Mundo, em que pensamos ter o melhor ataque de todos os tempos e não passamos de um time desorganizado.

domingo, 9 de setembro de 2007

É Campeão


A vitória do São Paulo sobre o Vasco da Gama dentro de São Januário neste sábado me fez chegar a conclusão de que não dá mais para Cruzeiro, Botafogo, Santos, Palmeiras, Grêmio, o próprio Vasco, ou qualquer um que ainda sonhe em alcançar o Tricolor paulista. Arrisco-me a cravar com treze rodadas de antecedência que o São Pulo não perde este título, e mais, dúvido que perca mais dois jogos no restante do Brasileirão.

O time cruzmaltino não sofria uma derrota em casadesde o ano passado e o jogo perdido eliminou qualquer possibilidade de conquista e mais, provou a superioridade são-paulina. Não existe mais o que provar, nem o que contestar. É a equipe mais completa do Brasil hoje.

Uma defesa extremamente sólida, um meio-campo rápido, um ataque que funciona e um treinador que, apesar de extremamente teimoso, sabe como controlar um elenco.

O São Paulo 2007 não joga nem de longe o futebol bonito que o Tricolor 2006 jogava, mas tem uma eficiência tão grande ou maior que a equipe do ano passado.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Árbitros, Auxiliares e Vergonha


A data era 23 de Setembro do ano de 2005 e a revista Veja em sua reportagem de capa revelava uma suspeita que podia até se passar pela cabeça de alguns brasileiros, mas não na magnitude em que foi dita naquela matéria. A acusação que a revista fazia era de que havia um esquema de compra juízes para a alteração de resultados visando o lucro de apostadores.

O árbitro que alterava resultados foi expulso de sua profissão, mas não foi preso. Alguns dos apostadores foram presos, os jogos realizados novamente e o Corinthians foi campeão naquele ano, com contestações de muitos, das quais eu não concordo.

O futebol brasileiro teve praticamente duas temporadas desde então, mas parece que o efeito que este escândalo teve só fez piorar o nível da arbitragem nacional. Os juízes de futebol neste país são fracos. Muito fracos. Erram para os dois lados, "favorecem" um time diferente a cada rodada, apesar de uns serem mais ajudados que outros até por sua força política, alguns sofrem de síndrome de superioridade e não conseguem se controlar frente aos jogadores. O que me preocupa mais é a falta de opções para o futuro.

Antigamente aparecia pelo menos um bom árbitro por campeonato e mesmo com outros errando periodicamente, sabia-se que não teríamos muito o que se preocupar na maioria dos jogos. Hoje, já existem treinadores que pedem a seus jogadores para pensar que o jogo começa com dois gols a mais para o adversário, já sabendo das dificuldades que encontrarão.

As reclamações de Palmeiras, Botafogo, Fluminense, entre outros são verdadeiras mas não válidas. Os danos que eles sofreram, todos, ou praticamente todos, sofreram neste Brasileirão. A partir daí, não existe espaço para contestações, pode-se tentar, mas dificilmente deve-se conseguir algo.

Impedimentos ridículos, pênaltis que não são mandados voltar, gol anulados, dois cartões amarelos à um jogador num mesmo jogo e não ocorrer a expulsão, carrinhos permitidos e toques de mão alheios de punição. Existem regras, mas onde estão os competentes que deveriam cumprí-las?

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Simples


A incompreensível ciência do futebol se revelou cada vez mais difícil de se entender neste domingo dia 2 de Setembro. A insóbria incerteza de não saber o resultado mesmo sabendo do favoritismo me mostrava que o Santos venceria. Não venceu.

Magnânimo treinador, rei dos "nós táticos" e dos jogadores desconhecidos para transformá-los em ídolos, Luxeburgo simplesmente foi arrasado, talvez não da forma mais bonita e
vistosa aos olhos de quem acompanhou a partida, mas com a simplicidade mostrada em cada lance puro de superação que o Zé ninguém do Zé Augusto mostrou-lhe. Luxa foi superado em tarde que Nílton foi épico.

A responsabilidade que o terrão corinthiano tem na história do clube, mais uma vez, representou a oportunidade inabalável nas costas de um garoto que até pouco tempo nem contava na lista dos selecionáveis. Na sua primeira titularidade no campeonato, Nílton fez um gol contra e um favor, quando já tinha sido sublime a vitória sobre o fortíssimo Botafogo dentro do Marcanã, porém, contra o Santos, Nílton foi mais.

Raça, brio e determinação são vocábulos que já foram inscritas no dicionário da torcida, dos jogadores e de toda a história do Sport Club Corinthians Paulista, mesmo que elas não estejam acompanhadas de técnica, futebol-arte e beleza, são extremamente valorizadas e isto foi o que o jovem Nílton mostrou, desprendendo-se da idéia de que o jogar bonito é o ideal. Combateu, marcou, infernizou a vida de Petkovic e Pedrinho, e como premiação balançou, melhor, estufou as redes de um estático Fábio Costa. A finalização perfeita da noite para o garoto foram os três dribles em sequência e a expulsão de Adaílton quando o derrubou.

O boliviano desaprovado por Carpegianni, mas que mostra mesmo sendo estrangeiro e pouco conhecendo os costumes da camisa alvinegra incorporar muito bem o espírito de toda a condição Corinthiana. Corre, briga, chuta, dribla, e sem nenhuma técnica, faz, o que deveriam ter deixado-o fazer. Finazzi se revelou um excelente passador e Vampeta prova que idade não atrapalha, muito pelo contrário, auxilía.

A configuração de que Felipe se tornará ídolo - se já não é - em pouquíssimo tempo foi comprovada neste mesmo clássico que, apesar de pouca classe, teve muito do que o corinthiano ama: disposição pelo objetivo comum, vencer. O goleiro fez milagres, jogou com a torcida, caiu e desprezou todo o alarde feito para cima do ótimo Kléber Pereira, impedindo-o de marcar mais gols para sua conta pessoal. As defesas feitas por Felipe são comparáveis as que Ronaldo fazia em seus tempos áureos ou que Dida, que tem trajetória parecida com seu conterrâneo baiano, protagonizava em seus tempos de Corinthians.

O Santos não foi de todo ruim. Correu, tentou, mas por mero acaso, ou ajuda de São Jorge que gostaria de comemorar os 97 anos da instituição que abençoa, não permitiram que o time da Vila vencesse.

Certamente o Corinthians ainda vencerá algumas partidas neste brasileirão como perderá outras de forma ridícula, e isto está longe de ser um enaltecimento agudo por uma vitória inesperada já que por mais que ela aconteceu sem que ninguém nela pensasse, aconteceu, mas mostra que quanto mais tentamos entendê-lo (o futebol), menos conseguimos.

domingo, 2 de setembro de 2007

Ataque para o Título


O Liverpool construiu um incomum placar neste sábado pela quinta rodada do campeonato Ingles - quarta para o time da terra dos Beatles que tem um jogo a menos. A goleada de 6x0 sobre o Derby County, candidato seríssimo ao rebaixamento dentro de casa, já era esperada, mas da forma como ocorreu surpreendeu a todos, inclusive aos próprios torcedores Reds.

A exibição magnífica do ataque do Liverpool só coroou ainda mais o trabalho de Rafa Benítez que foi buscar na Holanda, Alemanha e Espanha jogadores dos quais todo mundo queria, mas pouquíssimos tinham cacife e coragem de contratar.

Os ases do ataque do Liverpool começam com Ryan Babel que tem tudo para ser o futuro da Laranja Mecânica no setor ofensivo, contrariando todas as previsões de que o craque do Ajax de Amsterdam fosse Klass Jan Huntelaar. Guno vem conquistando a massa com gols e jogadas muito bonitas se preparando para ser um dos melhores atacantes do mundo em futuro próximo.

A figura de Fernando Torres, contratação mais cara desta janela de transferências e um dos que mais se espera em toda a Espanha, colocou e continuará colocando a prova a qualidade dele, até aqui, provada, por exemplo, com um lindo gol e uma partida exuberante contra o Chelsea. A principal aposta de Rafa e da torcida do Liverpool, caso mostre o grande futebol dos tempos d e Atletico, se tornará ídolo.

Babel, contratado este ano e principal holandês da equipe tem a companhia do seu compatriota Dirk Luyt, este sim criticado por uns, mas um oportunista de primeira grandeza e que, apesar de aprontar das suas de vez em quando, tem uma técnica e um faro tanto para ótimos passes como para gols no mesmo tom.

A surpresa, pelo menos por minha parte, vem sendo o "ex-cone" Voronin. Quando atuava pelo Leverkusen fazia seus gols, é verdade, mas nunca foi jogador decisivo, de habilidade ou que desse show chamando a torcida. No seu novo clube, o ucraniano consegue fazer tudo isso e muito mais e vem se tornando titular com facilidade, mostrando à mim e a muitos que pode ser titular do Liverpool.

Dentro do elenco Red ainda existe a figura de Peter Crouch, para nos momentos mais difíceis, servir com referência de área e esperar que ele cabeceie uma bola - ou que a bola bata nele - e entre.

Rafa Benítez vem fazendo um rodízio entre seus jogadores, tanto para poupá-los quanto para dar chance para todos jogarem. Isto acabou provocando uma certa reclamação por parte de alguns jogadores, mas, no momento, parece ser o mais correto. O Liverpool tem um dos melhores elencos da Europa e mesmo sem poder comparar ataques com Manchester Utd e Chelsea, principalmente, os Reds tem tudo e mais um pouco para, enfim, brigarem pelo título da Premiership.

sábado, 1 de setembro de 2007

Análise Mercantil

O mercado de transferências de verão europeu fechou nesta sext-afeira sem grandes contratações, mas algumas mudanças interessantes que podem mudar o panorama atual de alguns campeonatos.

A chegada de Grafite no Wolfsburg foi a contratação mais cara deste dia 31 de Agosto, 8 milhões de euros, enquanto Diarra trocou os Blues de Londres pelos Gunners e Thiago Motta saí de Barcelona para jogar em Madrid foram as principais transferências de um mercado pouco movimentado.

Daniel Alves e Riquelme ficaram mesmo em seus respectivos clubes. O lateral brasileiro forçou a barra e fez de tudo para deixar o Sevilla já que tinha proposta milionária do Chelsea, mas
os andaluzes recusaram e impediram a viagem do brasileiro para Londres assinando com o time de Abrahmovic. Román Riquelme era dado como contratação certa em metade dos times da Espanha, do brasil e da Argentina, porém, acabou ficando no Villarreal mesmo. A imprensa espanhola publicou nesta sexta-feira a contratação do meia da seleção argetina pelos Colchoneros, fato que no fim da noite não se consumou. Dos outros clubes, a saída de José Mari para o Betis pode ser considrada significativa, mas não deve afetar muito os rumos do campeonato. Portanto, o mercado espanhol se fecha e Barcelona e Real Madrid estão um passo a frente dos outros concorrentes diretos, Sevilla, Valencia e Atletico Madrid.

Na Itália algumas mudanças nas equipes pequenas e nada demais. Corradi vai ao Parma e parece ser a solução para o ataque do clube gialloblù. O eterno atacante da seleção urguaia Alavaro Recoba saí dos estaleiros interistas e vai para Turin defender o Torino. Pelo menos ele vai jogar. O empréstimo de Recoba também manteve Adriano dentro do elenco da internazionale, mesmo o treinador Roberto Mancini ameaçando de não inscrever o jgoador para a disputa da Liga dos Campeões. Ainda tivemos a contratação de Caserta pelo Palermo, um meia de extrema qualidader que trocou de cores na Sicília, deixando o Catania e indo aos rosaneri.
O Livorno ainda tenta arrumar um substituo para Lucarelli e trouxe Bogdani por emprestimo do Chievo. Assim, como na Espanha, o panorama não parece mudar muito e o favoritismo continua com os favoritos, as contratações de Livorno e Torino podem ajudar estas equipes a salvarem-se do rebaixamento.

A Inglaterra teve o dia mais cheio dos randes campeonatos. Lassana, mais um da família dos Diarra, deixou o Chelsea, onde não era muito aproveitado, e acertou com o Arsenal. Boa contratação para os moldes de trabalho de Arsene Wenger, mesmo assim não resolve o problema que afeta o ataque dos Gunners. o Chelsea também perdeu Glen Johnson, promissor lateral que nunca teve chances em Stanford Bridge e foi para o Portsmouth, onde deve ser titular. Marcus Bent, namorado da miss Grã-Bretanha, acertou com o Wigan; Stefanovic deixou o Portsmouth e foi para o Fulham. O Middlesbrough monta a colônia egípcia em Riverside Stadium e contrata Mohamed Shawky. O artilheiro do Celtic, Kenny Miller assinou com o Derby County e será a esperança de salvação para o rebaixamento das Ovelhas. A curiosa contratação do hondurenho Palacios, pelo Birmingham, foi a "piada" do último dia. O Liverpool parece favorito ao título da Premiership, tanto pelas contratações como pela regularidade.

A Alemanha viu o grande Grafite - em todos os sentidos - chegar ao Wolfsburg por 8 milhões de euros com contrato de quatro anos, com o único objetivo de ser o artilheiro dos Lobos, ajudando a aumentar a colônica brasileira e implementar o planejamento de expansão e luta por competições européias que a equipe almeja desde sua chegada a Bundesliga. Schulz deixou o Werder Bremen e vai ser titular em Hannover e os Verdes contrataram o jovem zagueiro da seleção alemã sub-21 Boenisch. As contratações devem mudar uma coisa ou outra na briga por vagas na Copa da Uefa e LC mas nada deve abalar o título do Bayern nesta temporada.

As transferências mais "importantes" ocorreram na França. Não, Nasri não deixou o Olympique de Marseille e Benzema continua no Lyon, mas os clubes médios e pequenos se reforçaram mostrando que a hegemonia lionesa estará a prova neste ano. O Metz trouxe Olembé e Cuilieer, dois jogadores muito instáveis de técnica irreprovável. O lateral-direito do Internacional na conqusita do Mundial Interclubes Ceará, aquele que anulou ronaldinho, assinou pelo Paris Saint-Germain. É notável como os parisienses gostam de laterais brasileiros. Pancrate e Vargas chegaram para a titularidade no ataque do Sochaux e, inexplicavlmente, o brasileiro Álvaro que havia sido um dos destaques dos Lionceaux, foi emprestado ao Racing Strasbourg. O Le Mans não ficou a ver navios com a saída de Grafite e trouxe o duvidoso Le Tallec para substituí-lo.
Ducrocq fechou as tranferências na França indo para o Strasbourg.

Contratações de baciada e vendas insignificantes para um cenário pré-definido, mesmo assim, não custa sonhar, mas existem limites. Ou alguém realmente pensava que Riquelme desembarcaria em Cumbica e partiria de carro para o Parque São Jorge ou descesse a serra para assinar com o Santos? As vezes, não existem limites na cabeça de torcedores.