
O Tottenham Hotspurs vem de uma temporada em que o sonho de chegar a Champions League esteve tão próximo que se esperava este objetivo para o ano em que estamos. A decepção começou a se formar logo no início da temporada 2007/2008 com um péssimo rendimento do time na Premier League e com a claudicante campanha nos grupos na Copa da Uefa. A demissão de Martin Jol foi o ápice de uma crise imprevisível meses antes. O elenco dos Spurs sofria com contusões e os jogadores contratados não faziam mais o mesmo efeito. Até que chegou Juande Ramos.
Contratado para o lugar de Jol no comando da comissão técnica, o ex-treinador do Sevilla encontrou problemas em um primeiro momento, mas logo veio a adaptação. Para Juande Ramos era ótimo treinar o Tottenham já que chegava em um campeonato mais competitivo que o Espanhol e em que as cifras também são gigantescas - o salário dele é um dos maiores entre os treinadores da Premier League. Ficou clara também a intenção do clube inglês em trazer Juande para o comando: se tornar grande, ganhar campeonatos.
A equipe do norte de Londres já foi uma das grandes, sendo maior até do que Arsenal e Chelsea, tendo em seu elenco jogadores do nível de Klinsmann e Gascoigne, mas desde que a Premier League foi criada em 1992 nada de muito excitante aconteceu com os Spurs, exceto a conquista da Carling Cup na temporada 98/99 quando ainda se chamava Worthington Cup, e a hegemonia londrina começou a desaparecer se tornando apenas a terceira força da cidade atrás do tradicional Arsenal e do emergente Chelsea.
No ano passado a melhora com a chegada a uma competição européia deu um gás nos planos da direção de formar um grande time. Com status de craque chegou Darren Bent numa das contratações mais caras da história do Tottenham, além dos extremamente úteis Bale e Kaboul e a aposta no jovem alemão Boateng. Ninguém de essencial saiu e a manutenção de Malbranque, Jenas, Lennon e Berbatov foi de extrema importância para o Tottenham se encontrar com o time que hoje tem. Depois de Arsenal e Manchester United, o time mais agradável de se assistir na Inglaterra. A grande dificuldade era vencer clássicos e isso Juande Ramos ainda não conseguiu fazer.
Exceto a espetacular vitória contra os reservas do Arsenal por 5x1 dentro de White Hart Lane na última semana o Tottenham não consegue vencer os outros 4 grandes. Perdeu para o Manchester United por 1x0 na Premier League e 3x1 na FA Cup; de 3x1 contra o Arsenal em casa e por 2x1 no Emirates Stadium pela Premier League; empatou fora de casa em 2x2 contra o Liverpool pela Liga Inglesa também e perdeu por 2x0 contra o Chelsea no Stanford Bridge, o que deixa claro as dificuldades dos Spurs quando os jogos são contra adversários diretos. Este ano também foi composto de escorregadas inadmissíveis como derrotas para Sunderland e Birmingham o que impossibilitou completamente o Tottenham na briga por título ou Champions League.
Apesar de todos os tropeços Juande Ramos tem o segundo melhor aproveitamento com treinador do Tottenham até o momento (54,54%) atrás apenas de Arthur Turner nos longíquos anos 40. Isso é só mais um motivo para que não se desconfie do trabalho do espanhol e que se dê confiança e continuidade na função dele como treinador e muito bom que vem sendo. Este é um trabalho para daqui alguns anos e caso o presidente Daniel Levy tire a mão do bolso para deixar o time ainda mais ajeitado poderemos, em breve, ver o Tottenham lutando pelo título. A primeira chegada de Woodgate para a defesa é outra prova irrefutável de que o clube quer ser grande, trazendo um dos melhores defensores ingleses dos dias de hoje que, apesar das lesões, sempre se comportou muito bem e ainda venceu a concorrência de Newcastle e mais outro clube da Premier League para contratar o ex-zagueiro do Real Madrid.
Não é grande mas quer ser, não é o melhor mas quer ser, mas será que deixarão ser?
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Querendo Crescer
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João Lucas Garcia
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Polêmica Sob Polêmica

Alguns consideraram que estou dando muita atenção ao que é desnecessário quando, por exemplo, temos um clássico daqui a dois dias, mas a declaração de Emerson Leão na tarde desta sexta-feira é, se não reveladora, no mínimo, bombástica.
Que existem jogadores que fazem corpo mole para forçar a demissão de um treinador isso era quase óbvio. Agora nunca alguém havia declarado de forma tão clara, objetiva e direta como Leão. não que isso também surpreenda, já que o treinador não é das pessoas mais afáveis mas longe de imaginar que fosse dizer o que disse dos próprios jogadores. "Se me perguntassem há 30 ou 40 anos, eu diria que isso é impossível. Há 20 anos diria que é impossível. Há 10 anos, eu começaria a pensar. Hoje, eu tenho certeza que sim", afirmou Leão, ao ser questionado sobre as chances de um eventual complô entre jogadores, segundo o site do Terra.
Neste momento, uma declaração desta não só pode criar um clima de extrema desconfiança como de crise mais inflamada do que já se encontra. Leão ainda disse que quer mostrar a cara destes jogadores e se o fizer poderá ganhar mais alguns inimigos dentro do futebol, já que miséria pouca não é nada para ele.
Pegou o trabalho de Luxemburgo e não só criticou, mas destroçou com o que Luxa havia feito na Vila Belmiro, saindo da preparação física, passando pelo centro médico e chegando até ao hotel da equipe. A realidade é que Emerson Leão não tem nada a perder já que é claro para toda torcida que Marcelo Teixeira fechou a torneira e contratações de porte bom não virão. Consequentemente, a Leão só resta torcer para o time se acertar e caso isso não aconteça ele pede seu boné antes do começo do Brasileirão e deixa a bucha para alguém segurar.
O grande problema é que estão começando a esquecer do principal prejudicado dentro dessa luta de sobrevivência dentro de um espaço de trabalho: o Santos.
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João Lucas Garcia
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Duelo do Futuro

O duelo tático-técnico-psíquico-ideológico entre Vanderlei Luxemburgo e Emerson Leão foi medroso. Enquanto um jogou com três atacantes que na verdade era apenas um - William e Luiz Henrique jogaram como pontas abertas buscando o jogo pelas laterais e quase que como meias
- o outro não escondeu sua predileção defensiva e colocou apenas Kléber Pereira e um falso atacante (Renatinho) que mais era um elo de ligação, também praticamente inexistente, entre o meio-campo e o ataque.
As defesas se portaram exemplarmente, como bem queriam ambos treinadores. Martinez é um exemplo de volante e se não conhecessem até diriam que é europeu. Marca muito bem, exagera um pouco na força em certos momentos, mas tem grande eficiência em passes, cabeceios e, principalmente, cobranças de faltas. Adriano não tem nenhuma destas qualidades tão requisitadas pelos amantes brasileiros de futebol. Não chuta tão bem, não bate faltas bem e não dá grandes passes, mas como marca! Anulou Valdívia de forma impressionante, não deixou o chileno jogar e ainda mais, não abusou da violência.
Zagueiros a parte o jogo ficou empatado nesse quesito. O Santos conseguiu com 3 zagueiros parecer que tinha apenas um e meio. Evaldo foi péssimo, grotesco. Estava louquinho para entregar o jogo nas mãos do Palmeiras e um recuo muito mal feito para Fábio Costa no primeiro tempo por muito pouco não resultou no gol de William. Adaílton é agressivo, mas consegue marcar. esta marcação parece ser a principal virtude do Santos até aqui. O Palmeiras tem o lento e desgastado Dininho e o questionado, porém eficiente Gustavo. Poucos reparam, mas Pierre vem se tornando um cão de guarda à frente da defesa alviverde e é outro que tem um puro perfil europeu de jogo, apesar das exageradas.
O banco reside a maior diferença. Luxa consegue ser um grande treinador mesmo quando erra. Ontem suas substituições não fizera nenhum efeito e mesmo assim foi aplaudido, não conseguiu fazer Makelele jogar tanto quanto vinha fazendo Luiz Henrique, Osmar foi a tentativa de concerto de erro e quase deu certo, perdeu um gol nos últimos minutos. Já Leão entrou com um time montado para o único objetivo que lhe convinha: não perder. Conseguiu, de forma covarde, mas conseguiu. Adriano marcou impetuosamente, levou e deu cotoveladas, e quando saiu, por uma contusão, nada de erro de Leão, Valdívia teve espaços. A preocupação em se defender foi maior do que a vontade de vencer. Luxemburgo queria vencer mesmo na Vila. No fim, Leão saiu vitorioso, mesmo que de forma desagradável, mas cumpriu seu objetivo.
As circunstâncias levam a crêer que Luxemburgo terá uma vida mais tranquila frente ao Palmeiras do que Emerson Leão no time da baixada. Mas é inegável que Leão, mesmo com um time que beira o pífio, pode fazer milagre. já fez em outros tempos. Agora ele tem que provar que um raio cai duas vezes no mesmo lugar. Ou melhor, na mesma praia.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Dissolução Interessante

O G14 acabou. Essa era uma notícia inimaginável há tempos atrás quando o grupo de clubes que defendia os interesses dos grandes - ou que se achavam grandes - perante UEFA e FIFA. Foram eles que brigaram pela indenização caso jogadores se machucassem pela seleção nacional e também foi o G14 que 'ordenou' a FIFA mudar o calendário de amistosos de internacionais criando datas específicas para jogos sem nenhum valor no qual não prejudicariam os clubes que cedessem jogadores a seleções.
Hoje ele se dissolveu. Um acordo feito com as duas federações já citadas fez com que o G14 acabasse. Mais um passo na gestão Michel Platini à frente da UEFA e um passo um tanto quanto controverso. Platini sempre foi o grande defensor dos clubes médio-pequenos, sua plataforma de campanha era abrir mais vagas para países com times de menos expressão nas competições européias preterindo as vagas dos grandes países. O presidente, porém, hoje deu um passo atrás.
Todos sabem da força que o G14 sempre teve já que, indiscutivelmente, reunia os melhores clubes da Europa e maiores também, fazia frente e lutava pelos direitos dos clubes, uma iniciativa boa nada parecida com o que ocorre aqui no Brasil no Clube dos 13. Agora as relações serão mantidas diretamente com UEFA/FIFA e os clubes individualmente terão que se manifestar. consequentemente, houve uma perda de força grande.
Interesses políticos certamente estão envolvidos e não creio que isso vá durar muito tempo, já que Platini, apesar de estar sendo um presidente que agrade a todos, não é dos mais flexíveis quando a questão são seus princípios. Mudou neste caso, por razões desconhecidas. Caso continue assim ótimo, senão, daqui a pouco tempo verão dirigentes reclamando e instituições se formando novamente.
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O Rei e O Príncipe

A questão aqui é de ataque. Todos sabemos que Kaká é quase um Deus em Milão, pelo menos em sua parte rossonera, e que ostenta esse status com muita competência já que, praticamente sozinho, deu uma Champions League para o Milan. Mas não falarei de Kaká, mas sim de seus dois companheiros brasileiros que apesar dos lados opostos que se encontram hoje parecem ter trajetória parecida. Porém, um, contra tudo e contra todos é rei, e o outro ainda um projeto de príncipe.
Ronaldo andava desacreditado pelos lados da Lombardia. E não só lá, no Brasil quase ninguém mais acreditava que o jogador, gordo, cabeludo e desinteressado com o futebol iria para casa, jogaria no Flamengo uma ou duas temporadas e encerraria uma carreira de forma prematura. Infelizmente para seus críticos, Ronaldo provou ter muita lenha para queimar ainda.
Fez uma partida perfeita contra o Napoli no último domingo. Dois gols, sendo que um deles, da forma mais rara do goleador, um ato que não se vê todo dia: um gol de cabeça de Ronaldo. Se movimentou, parecia mais leve, menos lento, com vontade de jogar. Ronaldo pareci aquele garoto que começou no Cruzeiro com uma gana impressionante, com uma cabeleira maior e com vontade de provar ao mundo que seu futebol ainda não acabou. E conseguiu. Já começa a se falar com uma possível renovação de contrato com o Milan e faz relembrar seus bons tempos. De jogador contestado passou a quase unanimidade do ataque milanista. Claro, tinha Alexandre Pato ao seu lado.
A estréia de Pato foi tratada como um evento. No começo parecia além de nervoso, desconcentrado. Mas se não fosse o gol teria sido considerada uma catástrofe. Ele perdeu dois gols feitos, na verdade três já que teve duas chances de fazer um mesmo e não conseguiu. Mesmo assim se recuperou, fez um golaço num chutão pra frente de Favalli em que ele se livrou do marcados e mostrando porque é diferenciado apenas rolou por baixo das pernas do goleiro do Napoli. Pato não jogou apenas como um atacante fixo, não precisava já que tinha Ronaldo como o encarregado de fazer os gols, e sim como um meia-ofensivo que
deve tirar das costas de Kaká o peso de decidir os jogos rossoneros.
Avaliando friamente, Pato estreou bem, muito bem, mas não com tudo isso que se noticiou na imprensa. A euforia por um grande craque é sempre grande e quando se trata de um brasileiro , ainda mais jogando no Milan, toma-se proporções descomunais. Alexandre tem tudo para se tornar craque, dono absoluto da camisa 7 do Milan e da 9 na Seleção Brasileira e um dos melhores atacantes que esse mundo já viu, mas é cedo para concluir qualquer coisa. Ele é bom de estréias e provou isso com o Inter - estreou contra o Palmeiras no Parque Antártica, fazendo dois gols e no Mundial de Clubes fez aquela linda jogada logo no primeiro jogo.
Ancelotti sabendo gerir a pressão e a expectativa que se criará sobre o garoto poderá contar com um futuro rei. Ancelotti sabendo cuidar das necessidades, muito mais psicológicas do que físicas, de Ronaldo terá um ex-rei. Mas como diz o ditado popular: Quem é rei nunca perde a majestade.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
What a Hell Big Sam !
A última vítima foi Sam Allardyce. Com trabalhos anteriores notáveis pelo Bolton, Big Sam ficou conhecido como um treinador de bolas paradas, jogadas ensaiadas, porém de um futebol com toque de bola refinado e muito diferente daquele implantado na Inglaterra. Levou os Trotters - apelido do Bolton - a Copa da UEFA e chamou atenção até da Federação Inglesa para contratá-lo como treinador do English Team. Suas relações obscuras com compras e vendas de jogadores e apostas o afastaram do cargo de selecionador nacional mas não tirou a possibilidade dele treinar um dos mais tradicionais clubes do país, o Newcastle.
A tradição dos alvinegros está abalada há muitos anos pela falta de títulos e da falta de perspectiva de deixar a posição de clube mediano e voltar a brigar por competições continentais. Sam parecia ser o nome correto após ter levado o fraco e pequeno Bolton à Europa. Logo na sua chegada afastou e dispensou seis jogadores, entre os quais estavam Bernard - 6 anos de casa - e Bramble - 5 anos de St.James Park. Contratou Viduka e o promissor Smith, prometendo enfim dar padrão de jogo e chance para honrar a história dos Magpies. Não fez nenhum nem outro.
A equipe não se encaixava e Viduka, sua grande aposta não rendia o mesmo dos tempos de Middlesbrough. Owen continuava assombrado pelas contusões e Joey Barton mostrou os mesmo desvios de inteligência, e da falta dela, envolvendo-se em ocorrências policiais. Smith provou ser inconstante demais até para o Newcastle e os planos de reerguer ou de acordar um gigante adormecido naufragou. A gota da água foram nos dois jogos que sucederam o Natal.
Os encontros eram contra os predestinados a rebaixamento Derby County e Wigan. Duas apresentações pífias e apenas um ponto ganho em seis disputados. Empatar contra um time que não sabia o que era ganhar um mísero ponto a sete rodadas era quase um golpe de misericórdia para o emprego de Allardyce, mas esperando uma recuperação manteram-o no cargo e sofreram novo revés frente ao inofensivo ataque do Wigan. Resultado: Big Sam fora.
A decisão é incontestável a nível de resultado mas discutível se o que interessava era a implementação de um projeto, já que o contrato era de três anos. Ninguém poderia garantir o que Allardyce poderia fazer no comando do Newcastle caso continuasse mas a proposta clara de recuperação da 'honra' Magpie era clara.
O que resta agora ao ex-postulante a treinador da Inglaterra é esperar o próximo clube, que não deve demorar a chegar. O que resta ao Newcastle é torcer para que surja um craque, ou vários deles, nas suas categorias de base e que os áureos anos de 1900 voltem para que o clube enfim possa brigar, ao mínimo, pela ida a uma Copa da UEFA.
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João Lucas Garcia
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Queda (In)esperada

Ottmar Hitzfeld assumiu o comando do Bayern de Munique em Fevereiro do ano passado com o objetivo de salvar o time de uma péssima campanha que vinha realizando na Bundesliga e de tentar, no mínimo, uma qualificação para a Liga dos Campeões. Naquela fase já havia sido disputado mais da metade do campeonatoi e Hitzfeld não foi considerado culpado pelo quarto lugar na Liga Alemã e nem pela não qualificação para a Champions League. A realidade é que no momento em que Magath saiu os bávaros ainda sustentavam uma terceira posição e continuavam na Champions League. Quando Hitzfeld chegou o Stuttgart ascendeu e o Bayern se foi da competição continental perdendo para o Real Madrid nas quartas-de-final.
Um novo trabalho se iniciou neste ano e o Bayern era dado como favorito absoluto para o título e não poderia ser diferente. Nenhum clube na Alemanha - e pouquíssimos no mundo - podem ter o privilégio de ter em seu meio-campo jogadores do nível de Ribéry, Schweinsteiger, Zé Roberto, Van Bommel e Altintop e no seu ataque Klose, Luca Toni e o subaproveitado Lukas Podolski. As expectativas se confirmaram nas primeiras rodadas, fazendo 10 gols nos três primeiros jogos e não sofrendo nenhum, mas com o tempo o Bayern, inexplicavelmente, foi perdendo força.
Primeiro foi um empate estranhíssimo contra o Hamburgo na 4ª rodada com um gol de Zidan no último minuto a favor do HSV e em seguida outro empate contra o Schalke 04. Até aí, nada de anormal já que eram, apesar da superioridade desmedida do Bayern, adversários diretos ao título. Isto já era 5ª rodada e os Roten já não eram mais unanimidade. As exibições de Ribéry impressionavam mas só o francês carregava o time com participações pouco efetivas dos outros membros da equipe. A situação pareceu se normalizar nos jogos seguintes. Uma sequência de cinco vitórias deu um alívio e a sensação de que a partir dali nada mudaria e o Bayern seguiria intacto rumo ao título. Engano. A mesma sequência de vitórias veio também uma de jogos sem vencer. 3 jogos sem vitória, entre eles um inexplicável empate contra o fraquíssimo Eintracht Frankfurt em casa e uma pesada derrota para o inconstante Stuttgart que se encontrava na parte de baixo da tabela e depois de destruir o Bayern no gottlieb-Daimler Stadion se acharam no campeonato.
Nada mais foi o mesmo depois disso. O Bayern não perdeu mais depois da 13ª rodada. Mas também venceu pouco. 2 vitórias e 2 empates. Nenhum tipo de desculpa é justificável para um empate contra o Duisburg e Hertha. Nem as confusões armadas por Oliver Kahn, nem as reclamações de muitos jogadores que não estão gostando de esquentar o banco (Sagnol, Podolski e Ismael, este último já decidiu a transferência para o Hannover em Janeiro) nem os atritos entre Hitzfeld e a direção. No fim do mês de Dezembro Uli Hoeness, um dos diretores do Bayern, garantiu a permanência do treinador até o fim de Junho. E ela se cumprirá, mas já foi anunciado pelo mesmo Hoeness que depois de Junho Hitzfeld não fica. “Vou fazer de tudo para ser bem-sucedido neste semestre e ganhar o máximo possível de títulos. Mas depois deixarei a equipe”, palavras de Ottmar ao site do clube.
Ao mesmo tempo que pode ser um alívio para certos jogadores, a demissão de Hitzfeld tende a desestabilziar um trabalho. Com carta branca e emprego praticamente garantido para depois que sair do Bayern - é especulado que ele já acertou com a Seleção Suíça para depois da Eurocopa - Hitzfeld que tem longa história no clube da Bavária pode fazer o que bem entender. Isso inclui barra certos jogadores como Van Bommel e Sagnol. A infelicidade de alguns é clara e inegável que Hitzfeld vem provocando a saída de qalguns jogadores, como Ismäel o primeiro a sair.
O objetivo da temporada é ganhar tudo que foi proposto e deixar para o próximo treinador um plantel motivado para a Liga dos Campeões do ano que vem. A Copa da Uefa já virou obrigação para o Bayern e caso não aconteça a conquista dela será uma mancha quase que irrecuperável para um dos times mais fortes que o FCB teve nos últimos anos. Na Bundesliga é impossível acreditar que não chegará o título. O Bayern tem qualidade técnica disparada sobre os outros, mas está empatado com um Werder claudicante e que joga na base da qualidade de Diego. Hamburgo e Leverkusen ainda podem ameaçar já que estão há apenas quatro e seis pontos, respectivamente, de diferença e o Schalke 04 vem um ponto atrás mas não parece ter forças para aguentar correr atrás desse Bayern por mais desarrumado que ele esteja. Ainda mais com a inconstância do Bayern.
Dispensa de treinador nomes pipocam. Van Basten é o mais cogitado. O treinador tem uma campanha mediana a frente da Oranje tendo levado-os a uma quartas-de-final de Eurocopa e oitavas-de-final da última Copa. A favor de Van Basten está o excelente trabalho de renovação que ele fez a frente da Seleção Holandesa. Trouxe novos nomes para o time como Babel, Maduro e Jaliens além de se preocupar muito mais com o conjunto do que com o individual. Contra o gênio holandês está seu poder de criar confusão com as estrelas, algo que realmente não é necessário agora no Bayern. Na Holanda ele afastou Van Nilsterooy e Van Bommel, sendo que o último declarou que não jogaria pela Seleção nacional enquanto Van Basten estivesse no comando. Detalhe: Van Bommel joga no Bayern. A 'segunda opção' é José Mourinho. O português já demonstrou ter experiência, qualidade e saber controlar egos, menos o seu. A única coisa que deseja é que, diferentemente do que aconteceu no Chelsea, a diretoria priorize contratações para todos os setores do time e não só para o ataque ou defesa. Pelo que se conehce de Beckenbauer, a preferência é Mourinho, o problema está na alta pedida do treinador português.
Com Mourinho ou Van Basten o Bayern tem um desafio enorme para controlar neste fim de temporada: contornar todos os problemas e levar um time que de completo favorito passou a total incógnita.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Rijkaard x Ronaldinho = Barça Incógnita
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João Lucas Garcia
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