sábado, 29 de dezembro de 2007

Luto Sequencial


Voltando de umas férias semi-planejadas e com pouco de concreto para comentar do futebol de verdade, não estou falando de inúmeras especulações, podemos destacar este sábado de futebol na Grã-Bretanha. Um sábado de muitos gols, de Manchester United perdendo de virada fora de casa, de Chelsea vencendo com gol impedido, de Berbatov fazendo quatro gols para o Tottenham num jogo com dez gols e o Arsenal goleando o até então surpreendente Everton. Mas o que chocou, mais uma vez, foi a morte de um jogador em campo. Não literalmente em campo, já que foi retirado ainda com vida do

Phil O'Donnell faleceu em campo na partida de seu time, o Motherweel contra o Dundee United pelo Campeonato Escocês. A morte assusta mas nada é feito. A realidade é que não há o que ser feito. O treinador do Motherweel, Mark McGhee, afirmou que o jogador não sofria de problema nenhum e que em nenhum dos exames algo foi constatado. e não estamos falando do sub-mundo do futebol africano ou asiático, muito menos as divisões inferiores do futebol brasileiro mas sim de um campeonato de médio porte na Europa. A morte leva da mesma forma que a vida trás, sem nenhuma forma de aviso prévio. Ainda, na vida, existem nove meses para se preparar, a morte pode vir repentina e assolar um país inteiro com imagens de puro desespero.

Um desfibrilador resolveria? Uma ambulância em campo salvaria a vida de O'Donnell? Ninguém sabe, é impossível saber. Depois da perda de Puerta, em que o jogador saiu andando de campo após cair desacordado em uma das cenas mais chocantes que já vi em um campo de futebol é impossível prever qual seriam os resultados caso estes meios de salvar vidas, em condições normais, estivessem disponíveis.

A obrigatoriedade deles em campo nem sempre é cumprida, mas eles quase nunca salvam vidas quando estão lá presentes. é melhor pecar pelo excesso do que pela falta, mas estes aparelhos não vem sendo suficientes para poupar jogadores da morte.

Não importa mais quantas mortes ocorrerão. Não importa se ela ocorrerá aqui, no Sri Lanka, no Butão, na Ruanda ou em qualquer local distante ou 'seguro' desse mundo, cada dia mais fica a certeza que é possível prevenir mas é quase impossível impedir a mortes dentro de um estádio de futebol.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Recesso

Devido as férias de fim de ano, Natal, Ano Novo, Chesters, champagne e afins não postarei, mas no começo do ano que vem volatrei, se Deus qusier, com tudo.

Eu espero.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Certeza e Risco


Adriano chegou na transação mais improvável deste Dezembro de 2007. Com absoluta certeza também a melhor. Se o São Paulo já era favorito em todas as competições que disputava sem ter um grande atacante na frente - porque Aloísio é, no máximo, esforçado - agora é mais do que favorito, é praticamente barbada total, por exemplo, no campeonato Paulista e Brasileiro.

Junto com Adriano chegam alguns cuidados que precisam ser tomados. Ano passado ocorreu o mesmo caso, ou alguém se esqueceu que Ricardo Oliveira também veio para o São Paulo, jogou seis meses e deixou de participar da final da Libertadores. O caso de Adriano é idêntico. O empréstimo do jogador vai até o dia 30 de Junho. A final da competição continental será dia 2 de Julho.

Cometerão o mesmo erro duas vezes?

Algo que também não pode acontecer é a dependência do jogador por extremo. Se tudo der certo para o jogador, ele virará o artilheiro de tudo que o São Paulo disputar, um hors concours. O empréstimo só irá até Junho e não acredito, e nem ninguém, que a Inter considerará a possibilidade de deixar o Imperador no Morumbi por mais tempo do que isso. Muricy precisará um esquema para jogar com Adriano e não por Adriano.

L'Imperatore tem tudo para explodir no Morumbi. Dar o Paulista, levar a equipe até as fases finais da Libertadores, mas pode também, caso não bem utilizado ou utilizado em excesso, ter seus efeitos colaterais.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Sir Capello


Desde que foi consumada a eliminação da Seleção Inglesa da próxima Eurocopa todos sabíamos que a troca de comando seria inevitável. McLaren era um tampão - dos tipos mais dubitáveis.De Mourinho à Felipão se especulou, mas quem chegou foi Fabio Capello, contratação que evidencia que a FA precisou 'apelar' para o talento de técnicos não britânicos, já que a fase dos treinadores da terra da Rainha anda muito mal, algo quase inimaginável antes de Sven Goran Eriksson e consolidado agora com Capello.

O contrato de 4 anos e meio aliado ao salário de 8 milhões de euros por temporada são claras demonstrações de que Capello não foi só contratado para dar um jeito na caminhada inglesa para a Copa de 2010, mas sim para classificar e levar a equipe ao título da Euro-2012 também. Aceitar as exigências o treinador que trouxe contigo mais 4 italianos foi outro passo que deu carta branca para ele exercer seu trabalho com um único objetivo: vencer.

A grande dúvida por pare dos torcedores, tanto ingleses quanto das outras partes do mundo, fica se Capello fará o time jogar bonito ou buscará apenas o resultado. A Juventus de Capello jogava feio e foi campeã Italiana, mesmo com todos escândalos. A Roma em 200-2001 era agressiva e ofensiva e também levou o Scudetto. Com o mesmo treinador e dois times com potencial técnico parecido, Capello fez com duas fórmulas extremamente diferentes trabalhos vencedores.

Controlar Gerrard, Lampard, Terry e cia. sem deixar o futebol ficar feio e ainda por cima conseguir resultados será o grande desafio da era Capelliana na Inglaterra. Se conseguir superar esse desafio, entra para o hall de técnicos que fizeram história jogando bonito, jogando feio, mas sempre ganhando.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Ele Resolve


Um típico atacante italiano. Assim pode-se descrever Filippo Inzaghi. É daqueles atacantes que perdem gols impressionantes, com uma técnica beirando o medíocre e que costumam ser adorados pela torcida por sua identificação com o clube que defendem, mas tem a seu favor um fator que pouco aparece principalmente para o público brasileiro: ele resolve.

Foi assim na última Champions League com dois gols na final contra o Liverpool que deram ao Milan o título da competição e foi assim hoje contra o Boca Juniors quando fez os mesmos dois gols facilitando muito o trabalho do Milan durante o resto de jogo.

Inzaghi é impressionantemente decisivo. Tem uma média de gols melhor na Juventus do que no Milan - 0,54 gols/jogo pela Juve contra 0,43 pelo Milan - mas pelo Milan conquistou duas Champions League, um Mundial e um Scudetto. Sempre foi decisivo. Claro que quando se joga ao lado de Kaká e Seedorf ou de Zidane e Davids é muito mais fácil, mas Pipo tem no sangue aquilo que é preciso para ser o que é hoje no futebol Mundial, um amuleto, um cara que decide quando ninguém espera.

Enquanto Gilardino tinha tudo para ser o responsável do ataque rossonero, enquanto Ronaldo poderia ser o companheiro de Gila, quem se responsabiliza por isso, e em dobro, é Inzaghi, o verdadeiro matador milanista.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Melhor, Mas Sem Show

Kaká é o melhor do mundo. Sem contestação por aqui. O jogador do Milan tem uma categoria impressionante adicionada a sua grande velocidade, força muscular e técnica apurada se concretizou neste ano de 2007 como o melhor jogador do mundo a frente de Cristiano Ronaldo e Messi. a diferença entre estes dois últimos e Kaká é simples: Kaká não dá show.




Todas as qualidades acima citadas do meia brasileiro dão a impressão de que se trata de um jogador que se destaca pela sua habilidade mas esta não é a realidade. Kaká é um jogador de extrema precisão, com passes milimétricos e jogadas individuais que levam o Milan a frente e foi o grande responsável, apesar dos dois gols de Pippo Inzaghi, pelo título dos rossoneri na última Champions League e continua sendo a grande figura em campo, ou talvez única ao lado de Pirlo e Seedorf que com alguma luz ajudam o brasileiro, mas Kaká nunca se destacou por dribles maravilhosas, jogadas dilacerantes ou exibições de extremo brilhantismo estético.

Messi e Cristiano Ronaldo sim, como alguns outros. Fazem do futebol um pouco mais interessante e belo. Kaká, entretanto, tem algo que ambos ainda precisam ganhar: a objetividade.

Todos os três são grandes jogadores. A diferença sutil está na forma de quem olha o futebol. Se você ama show, prefere Garrincha à Pelé e acha que um drible vale muito mais do que um gol, muito provavelmente não concorda com a indicação de Kaká para melhor do mundo, mas se acha que o que vale é o resultado, se gols, independentemente da estética deste apresentado, aprova a eleição do meia pela France Football.

Indiscutivelmente todos são grandes jogadores. Indiscutivelmente todos disputarão a condição de melhores do mundo em breve. Mas, o futebol é feito, principalmente para os brasileiros, de espetáculo e não de importância de precisão.

A única coisa que não consigo entender é o por quê de sempre conclamarem o futebol brasileiro como o da habilidade e da beleza e o argentino o da força e pancadaria quando o que se vê é um Maradona e Messi na condição de jogadores espetaculares e dribladores contra Pelé e Kaká, objetivos e goleadores.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Considerações (Cômicas) Após Uma Meia Rodada De UCL

- É melhor ter uma perna esquerda de Stolditis do que ter uma dupla de zaga com Naldo e Baumann.

-Uma inequação verdadeira : Kovacevic > Sanogo + Rosenberg + Hugo Almeida

- Galleti descobriu que é muito melhor ser ídolo na Grécia e ter seu nome feito como trocadilho com bolachas - galletas - a ficar no banco do Atletico de Madrid vendo seu time amarelar todo ano, e no ano que ele sai o time começa a andar. Este último que também se aplica a Fernando Torres.

- Enquanto o Robinho pedala, o Raúl marca e o Julio Baptista dá patadas, o Pandev joga com meia perna e ainda marca um gol para Lazio contra a 'fortíssima' defesa merengue que conta com Cannavaro e Heinze.

- Comentáio de Silvio Lancelotti hoje na transmissão de Real Madrid x Lázio na ESPN: "O Sergio Cragnotti - presidente da Lazio nos seus tempos de glória na virada do último século e dono da Cirio no Brasil - é um cara muito simpático, já jantei várias vezes com ele, o problema é que o cara num sabe administrar seu dinheiro."

- Mas é um bonde isso que tá passando por cima do Olympique no Velodromé!

- Ahh se o Gerrard soubesse bater faltas na época que enfrentou o Rogério Ceni...

- E o Valencia conseguiu perder a classificação para a Copa da UEFA para o Rosenborg. ROSENBORG!

Aposto com quem quiser que o adversário mais difícil que alguém vai enfrentar nessa segunda fase de Champions League será o que confrontar o Olympiakos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Euro-2008 - Sorteio dos Grupos


Os sorteios para a Eurocopa de 2008 ocorreram na semana passada, mas por falta detempo não consegui comentá-los. A realidade é que configurou-se quatro grupos, sendo que em dois há barbadas - Alemanha e Portugal - enquanto o maior e, talvez melhor, grupo da morte já visto em uma Euro poderá se ver na Suíça-Áustria 2008.

No Grupo A está a anfitriã Suíça, a renovada seleção da República Tcheca, os ofensivos turcos e a seleção portuguesa de Felipão. A sorte de Felipão ter caído em um grupo relativamente fácil colocará a prova, porém, se a superioridade portuguesa é mesmo a que todos dizem ou se Ronaldo, Quaresma, Hugo Almeida e cia. terão que suar muito para chegar ao nível de seus antecessores que levaram a equipe a uma semifinal de Copa do Mundo e uma final de Eurocopa. A suíça tem uma defesa fortíssima tanto que foi eliminada da última Copa do Mundo sem sofrer sequer um gol, o problema está na atual fase de Senderos, Müller e Djorou que comprometeram em seus últimos jogos por seus respectivos clubes, a carência de um atacante que não seja Alexander Frei lá na frente pode prejudicar a aposta de Kobi Kuhn em avançar a outra fase. A República Tcheca se recuperou da aposentadoria de Nedved da Seleção e com um time muito jovem tem tudo para estragar a festa Suíça no grupo. Plasil voltou a jogar bem e Rosicky ainda é um maestro. O ataque, assim como o dos suíços, não é lá grande coisa já que Baros e Koller estão longe de seus grandes dias. A Turquia aparece como opção e uma zebra mesmo que
o grupo seja equilibrado. Os irmãos Altintop, Hakan Sukur e Nihat são os grandes nomes ofensivos já que atrás, exceto pelo goleiro Rustu Reçber, não existe grande qualidade.

A mesma situação de barbada se repete no grupo B. Com uma Seleção que hoje pode ser considerada a melhor do continente europeu, os Alemães tem uma possibilidade única de ultrapassar a primeira fase da Euro sem preocupações, coisa que não fez nas duas últimas edições. O equilíbrio dos germânicos é algo destacável e a posição de
destaque não se dá pela presença de inúmeros craques mas pela força do conjunto que conta com bons jogadores em todos os setores. Croácia e Polônia fazem o duelo pela segunda vaga. Os croatas são outros que parecem ter se reencontrado pós-Copa e com a experiência de jogadores como Kovac e Simic e a juventude atrelada a ótimas apresentações do lateral do Manchester City Corluka e do meia do Schalke 04 Rakitic tem nestas suas maiores apostas. A Polônia tem a mesma força que os alemães, mas com óbvia menor qualidade. Nomes já conhecidos como Krzynowek, Zewlakow e Smolarek são titulares absolutos enquanto o meia do Dortmund de nome impronunciável - Blaszczykowsky - é a nova aposta para um meio campo criativo. A pobre dona de casa Áustria deve fazer mero papel de figuração nesta Eurocopa pis nenhum nome em seu elenco atrai e dos poucos conehcidos está o goleiro do Siena Manninger.

O Grupo C, porém, merece uma atenção redobrada, triplicada ou até toda atenção da fase inicial da Euro. Não é todo dia que em um período de menos de duas semanas veremos jogos como França x Holanda, Itália x Romênia, Holanda x Itália e a repetição, mais uma vez pois nas eliminatórias para a Euro já foram dois jogos, da final da última Copa do Mundo entre Itália x França. Os Holandeses, cabeças de chave não conseguiram cair em um grupo tranqüilo e as chances de classificação para a fase de quartas-de-final diminuiu muito, mas há de se indicar que nada é definido antes da hora neste grupo. Uma Seleção que conta com Van Nilsterooy,
Sneijder, Robben e mais inúmeros jogadores de fama e qualidade mundial não pode ser dada como morta antes da hora, ainda mais quando se tem um treinador como Van Basten no banco, que quebra as regras com facilidade e adapta o time ao esquema de jogo necessário àquela partida, diferentemente do que antes acontecia quando os holandeses jogavam apenas no seu rotativo 4-3-3, o único problema é que Van Basten já confirmou que saí após a competição continetal, o que pode servir de incentivo ou não para jogadores e comissão técnica. A Itália se classificou no sufoco de Glasgow graças a Panucci. A Seleção não encanta mas quando apertada faz a sua obrigação. Foi assim na Copa do Mundo, foi assim na classificatória para a Euro. O que não pode acontecer é um salto alto. A falta de atacantes consolidados é um problemas mas que também pode vir a ser uma solução, enquanto a consolidação não acontece Donadoni não pode ser teimoso e o trio Pirlo-Ambrosini-Gattuso precisa render o mesmo que faz no Milan. A França de Domenech é sistemática. Tem um ataque primoroso, mas uma defesa de dar calafrios. Enquanto Thuran não se recupera tecnicamente e Coupet não consegue está apto a jogar os Beus vão sofrendo com Frey e Landreau. Se Domenech não inventar, a França tem mais capacidade técnica para passar, em função de Henry, Anelka
, Trezeguet e Ribery. A surpresa pode vir da Romênia. Um Adrian Mutu em forma estraordinária e um grupo forte que conta com destaques jovens como Nicolita e Dica tem tudo para assombrar e, com alguma sorte, roubar umaa vaga de duas das três gigantes.

A Grécia não terá um caminho tranquilo na busca do bicampeonato Europeu. Espanha e Rússia pode-se dizer, por incrível que pareça, estão no mesmo nível hoje. Guus Hiddink colocou os russos em um patamar de time extremamente perigoso e que sabe se defender tornando de Kerzakhov, Bilyialetdinov e os irmãos Berezutskyi peças fundamentias no renovado selecionado russo. O treinador holandês tem a seu favor a experiência em outras competições internacionais, como duas semifinais de Copa do Mundo, com Holanda em 1998 e Coréia do Sul em 2002, além da impressionante campanha que fez com a Austrália no último Mundial quando quase eliminou a Itália nas oitavas-de-final, não fosse um pênalti mal-marcado em cima de Fabio Grosso. A Espanha se ajeitou e pela primeira vez em muitos anos tem um real craque em seu time: Cesc Fábregas. O volante, que também pode trabalhar na meia, faz uma função crucial na seleção Ibérica carregando o meio-campo e dando impulsão e fôlego para Xavi Hernandez, Riera e Iniesta. As opções de banco também são boas ou Joaquín, Morientes e Juanito são maus jogadores? Apenas a auto-confiança exacerbada pode eliminar a Espanha tão cedo da competição. Os gregos não renovaram o grupo, muito pelo conrário pois a base é praticamente a mesma, mas é nessa solidez e entrosamento que reside a maior arma dos helênicos já que no banco eles tem Otto Rehaggel, o Deus Alemão na Grécia. Rehhagel ja provou ser mais do que um simples treinador e não será surpresa se conseguir levar os gregos novamente a fazer sucesso na Euro. A Suécia, última deste grupo, é a mais instável de todas. Faz partidas épicas e jogos horrorosos com umaa volatilidade impressionante. Os nórdicos tem a seu favor Ibrahimovic em fase nunca antes vista, ou talvez apenas no Ajax anos atrás, mas com uma dierença, agora Ibra tem cerébro. Kim Kallstrom ainda não se impôs no Lyon mas tem toda a capacidade para fazê-lo enquanto a Suécia ainda olha com certa desconfiança para Johan Elmander, o possível comapnheiro de ataque para Ibrahimovic, muito melhor que as outras duas opções Rosenberg e Rade Prica. Exigir dos suecos uma grande campanha dentro deste grupo é algo quase impossível,as, na mesma posição da Grécia, os suecos podem passar, pois este é o grupo mais equilibrado da Euro.

Emoção vem aí. Com barbadas e dúvidas totais, mas com muito, mas muito bom futebol.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Fiel Até o Fim


A situação delicada em que se encontra o Corinthians não é de hoje. Na verdade, este domingo só foi o capítulo final de uma novela que começou depois da derrota contra o River Plate em 2003 pela Libertadores da América. tudo mudou depois daquele dia. Veio uma parceria enganosa porém proveitosa, vieram craques de nome internacional para conter, como o ópio contenta o viciado, a torcida prometendo ser o maior time das Américas. O título veio, a ilusão se formou e a derrota, novamente para o River Plate, mas dessa vez dentro de um Pacaembu abarrotado e ensandecido, começou a deteriorar e formar a pior das crises que poderiam acontecer dentro de um clube de futebol. A partir daí a podridão em que estava afundado o Corinthians começou a ser descoberta e desde dinheiro para a compra de cuecas quanto "o presidente" dizendo que o título de 2005 foi "roubado" aconteceram nestes últimos meses. Este 2 de Dezembro apenas complementou o pior dos ano da história corinthiana.

A culpa não estav só nos jogadores. Do que adianta cobrar Edson, Aílton, Wilson, Bruno Octavio, Arce, entre outros que não tinham a mínima capacidade técnica para estar jogando em um clube como o Corinthians. A cobrança deve ser feita, e em demasia, em cima de Gustavo Nery, Roger e cia que com salários estratosféricos e uma vontade de minúscula de jogar futebol colaboraram para o Corinthians estar nesta situação. Obviamente que a culpa não foi só deles. Senhor Alberto Dualib, um idoso que estava no comando dessa instituição há mais de 15 anos fez um dos piores trabalhos na presidência de um clube de futebol que já foi visto em todos os tempos. Precisou de três parcerias - Banco Excel, Hicks Muse e a MSI - para manter o futebol e tirá-lo da lama, mas imediatamente uma após outra parceria colocá-lo dentro de eternas dívidas novamente, conquistou inúmeros títulos, mas perdeu quatro Libertadores com times superiores aos de seus adversários, contratou mal e quis se perpetuar como um ditador no Parque São Jorge, por questões políticas fez balbúrdia e não querendo ser apenas presidente ainda conseguiu a façanha de ser odiado por mais de 30 milhões de torcedores mesmo tendo ganho tudo que podia no comando do clube alvinegro. Uma prova a mais para a comprovação do quão ruim foi a administração Alberto Dualib no Corinthians.

Andrés Sanchez tentou revigorar o time em três meses e, é claro, não conseguiu. não me parece o pior nome para estar no comando do Corinthians como muitos diziam, mas precisará ter a cabeça fresca agora com a situação que o Timão terá que enfrentar jogando em semi-estádios, fazendo viagens longas, tendo menos dinheiro em caixa e menos participação dos lucros do Clube dos 13 e, se isso é possível, ter mais dificuldade em contratar bons jogadores. Nelsinho deve sair, fez um trabalho como todos os que comandaram o Corinthians esse ano: abaixo da média, tentando empatar e perdendo jogos em casa que não poderia perder, como contra o Vasco jogado na última quarta-feira.

O time em si não é dos piores. A zaga corinthiana, por mais criticada que seja é composta sim por nomes que se não são titulares em qualquer time do Brasil poderiam brigar por vaga na grande maioria deles, exceto talvez no São Paulo. Betão e Zelão não tem a mínima técnica, atributo que Fábio Ferreira tem, mas que as vezes falta ao jogador a raça proveniente dos outros dois, e tal raça que não foi suficiente para salvar o Corinthians poderia ter sido muito pior caso eles não estivessem em campo como na vitória contra o São Paulo ou contra o Figueirense. Os volantes corinthianos não conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Ou marcam ou atacam, e isso é um grande problema. Ressalva feita a Moradei, todos padeceram de uma irregularidade enorme nesta temporada sendo Carlos Alberto uma decepção mas que pode ser recuperada para o próximo ano. As meias são ridícula,s junto com as laterais. Aílton, Héverton e quem mais quiser jogar naquela posição não pode continuar no Corinthians para o próximo ano, ali precisa ser feita uma reestruturação enorme já que desde que Willian saiu o Timão não consegue encontrar alguém para a posição. Os laterais são motivo de lástima. Os gols do Vasco na quarta-feira e do Grêmio ontem surgiram pelos dois lados. Pela lateral-direita para ser mais exato. Edson, Amaral, Iran, quem quer que seja, também não pode ficar para o ano que vem, a capacidade de marcação, nestes momentos, tem que ser maior que a vontade para subir ao ataque. E os dois gols sofridos nos dois últimos jogos que poderiam ter tirado o time da 2ª Divisão mostram isso.

Finazzi e Felipe. Um marcou mas não evitou o outro fez muito mais do que devia mas também não conseguiu salvar o Corinthians. Tenho dó de ambos. Finazzi pelas críticas desmedidas e até certo ponto não merecidas, Felipe pelo clube em que se encontra jogando com os jogadores que joga e ainda tendo a responsabilidade de ser o novo salvador, ou pelo menos tinha, e ídolo da Fiel. Finazzi fez o possível dentro de suas capacidades e teve um crescimento no seu rendimento nas últimas rodadas impressionante chegando aos 13 gols. Felipe vem jogando bem desde os tempos de Vitória. Passou por Portuguesa e com um Campeonato Paulista fenomenal chegou ao Corinthians em clima de desconfiança. Provou a todos a sua qualidade de goleiro de Seleção Brasileira e hoje carrega como mártir a cruz do rebaixamento corinthiano. Foi um dos únicos que pareciam afetados com este fato no Olímpico após o empate contra o Grêmio.

Finazzi não pode comparecer ao jogo pois numa decisão de puro jogo político promovido por Rubens Aprobatto Machado ele foi suspenso por dois jogos tirando dele a chance de jogar a partida decisiva contra o Grêmio. Ele, o mesmo que liberou o Maracanã para o São Paulo, Dodô para o Botafogo e inúmeros casos de favorecimento á clubes cariocas. Detalhe, ele é corinthiano e conselheiro do clube. Mas aqui não vem ao caso reclamar dele ou do pênalti que foi batido três vezes para ser validado no jogo Goias x Inter que deu a permanência na Série A ao time goiano. Aqui é preciso destacar a importância destes dois jogadores. Finazzi merece menção honrosa e marcará este time. Felipe deveria receber um busto em frente o Parque São Jorge como uma espécie de honra ao mérito, já que o jogador foi a grande razão para o Corinthians não ter caído antes.

A Série B vem aí. A tristeza que em mim aflige e tenho toda certeza que também bate no peito de todos os corinthianos e aqueles que não são anti-corinthianos é a de ver a torcida tendo que cair. A Fiel não merecia isso. Os administradores e alguma parcela de jogadores merecia. Ver a torcida corinthiana empurrar o time como empurrou na quarta-feira como incentivou contra o Vasco é algo proveniente apenas de mágica ou coisa parecida. 90 minutos apoiando algo que não merecia ser apoiado, mas mesmo assim, acima de todas as circunstâncias a torcida alvinegra promoveu um dos maiores espetáculos que se pode ter idéia dentro de um estádio de futebol. Cantar, apoiar, torcer, sofrer. Arrepiar-se. Estas vão ser algumas das vertentes que passará se for em algum jogo do Corinthians e se passar pelo menos 3 horas dentro do estádio, de preferência o Pacaembu, pois é lá que a Fiel é mais Fiel. Em nenhum momento houve vaias. Em nenhum momento houve reclamações, xingamentos, protestos ou invasões de campo. A torcida parece ter se conscientizado de sua importância e percebeu que de nada adiantaria isso. empurrou a todo momento. Pena que também não adiantou. Será triste ver este time jogando às terças e sextas-feiras a noite, será triste ver essa torcida se deslocando para locais que não terão condições de abrigá-la e será mais triste ainda ver o Corinthians jogando uma Segunda Divisão. Ninguém nunca vai sentir o que esta torcida sentiu hoje, pois foi diferente, este domingo 2 de dezembro de 2007. Um sentimento de melancólica misturada a uma raiva descomunal mas ao mesmo tempo a um amor incessante e que continuará no peito independente de resultados.

Independentemente de resultados esta torcida continuará apoiando seja do Oiapóque ao Chuí, seja da Austrália ao Zimbabue, seja desta galáxia até a imensidão do desconhecido universo. Esta torcida continuará ao lado deste time de qualquer foram, a qualquer tempo, em qualquer lugar e de qualquer jeito. Nestas horas que percebemos que o Corinthians é uma torcida que tem um time e não o contrário. É muito mais do que futebol, é uma religião.

Neste domingo, o Corinthians traiu os seus torcedores, como um amor platônico que trai, mas eles sabem, e talvez este seja o único alento neste momento de pura tristeza, que este será o único amor eterno em todas suas vidas.

Corinthians, nunca irão te abandonar.

*Foto: Jornal Lance!


domingo, 25 de novembro de 2007

A Cara do Treinador


Dunga vem provando ter uma qualidade que não está presente aos melhores jogadores do mundo. É inerente a pouquíssimos profissionais e mesmo pessoas. Os grandes goleiros sempre são ditos como detentores dela e quando se conquista um título ela é sempre lembrada em certos momentos. Dunga vem mostrando ter uma sorte imensurável.

O treinador brasileiro teve sorte na desgraça de Lugano na semifinal da Copa América contra o Uruguai. O treinador brasileiro levou sorte no jogo contra a Colômbia. O treinador contou com ela a seu lado na vitória brasileira sobre o Equador, já que o time nada jogava e as vaias já começavam a surgir quando Robinho deu uma mãozinha á Dunga. O ex-volante teve muita sorte na noite inspirada de Luís Fabiano e Júlio César, ainda mais para se vangloriar depois da partida de que foi ele o responsável pela mudança no comando de ataque da Seleção, consequentemente o dono do resultado.

Efetivamente Dunga mexeu da forma mais adequada possível do jogo contra o Peru para o jogo no Morumbi. Tirou Vágner Love que não vem mostrando bom futebol nem para ser titular do CSKA, sendo Jô o principal artilheiro da equipe na temporada, e colocou LF em ascensão. Ele resolveu, ainda mais em sua casa. O problema de Dunga não é esse, mas sim como sua equipe e os jogadores talentosos não conseguem render em suas mãos.

Ronaldinho com Dunga no comando não fez sequer uma boa partida pela Seleção. Robinho quando fez não era o jogador habilidoso de Santos e, agora, Real Madrid, mas sim um jogador polivalente, marcador que ajudava o time, não o dono do time. Kaká, idem. O brasileiro é ávido por show e Dunga está tirando isso das mãos e do alcance do torcedor. Reclamávamos do tal Quarteto Fantástico que nada fez na Copa 2006, mas o Brasil não tem um time que toca bem a bola e ataca muito mais na empolgação do que na técnica. Kaká que poderia ser o ponto de desequilíbrio sumiu no Morumbi, o mesmo acontecendo com seus dois companheiros de meio-ataque. Quem resolveu? Por incrível que pareça, Josué. O volante do Wolfsburg deu coesão ao meio de campo no momento em que este se achava perdido e ditou o ritmo na marcação dos uruguaios.

A Seleção de Dunga tem uma defesa mais do que sólida e laterais que não sobem ao ataque de jeito nenhum. Gilberto quando sobe não consegue voltar e Maicon é um claro discípulo de Dunga, marcação, futebol força e de resultados, diferente do Maicon da Internazionale de ótimos cruzamentos. Os volantes foram nulos. Mineiro e Gilberto Silva não atravessam grande fase e se limitam a marcação pois quando tentavam algo no ataque o máximo que conseguiam era a perda da bola.

A classificação para a Copa-2010 virá com certeza já que não existem adversários que possam tirar o Brasil da África do Sul, mas é justamente por esta falta de adversários e o desempenho extremamente mais-ou-menos do Brasil preocupa. O que será desse Brasil quando enfrentar a, pasmem, ofensiva e forte Alemanha de Joachim Low, a Itália que sofre da mesma síndrome do Brasil com Roberto Donadoni no comando, a já recalcada Espanha, mas que agora tem
em Césc Fabregas a sua grande esperança ou a França do teimoso Domenech que mesmo com problemas defensivos tem o que falta na nossa Seleção, atacantes de alto nível. Sem contar a Argentina que veremos no Mineirão em Junho próximo.

Dunga precisará ter a sorte ao seu lado por mais dois anos ou perderá não só o cargo na Seleção como a chance de criar uma carreira no mundo dos treinadores.

Planejamento?!

Há duas semanas atrás disse aqui - aqui! - que enfim o Hamburgo tinha encontrado um treinador que desse a eles um padrão de jogo e aproveitasse toda qualidade de Van der Vaart e cia.

Este treinador era Huub Stevens. Era.

O holandês aceitou o convite do PSV para retornar ao futebol de seu país na próxima temporada. A justificativa foi a distância da família e querer conciliar isso com trabalho. Sef Vergoossen comandará a equipe no restante dessa temporada.

E o Hamburgo pode até chegar na Champions League e, por que não, sonhar com o título da Bundesliga, mas dificilmente conseguirá achar alguém que ajustasse de forma tão correta o time quanto Huub Stevens fez.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Ultraviolência


Chegou-se ao insustentável.

A situação na Itália em relação a violência no futebol chegou em um ponto que não é possível mais ignorar. Atos de vandalismo, racismo, insultos contra estrangeiros, sem contar o sem número de escândalos que envolveram o futebol da Bota nos últimos anos, revelam que a situação de profundidade em que está afundado o futebol italiano é extrema.

A morte de Gabrielle Sandri, retrata na foto do post, desencadeou reações esperadas, mesmo que não justificáveis, por todo país. Desde conflitos entre torcidas em auto estradas, como da Juventus contra a Lázio, no momento em que Sandri foi atingido 'sem intenção' por um policial até os embates das torcidas de Milan e Atalanta na partida no domingo 11 de Novembro em Bérgamo que foi uma forma de agredir a ordem que os policiais aplicavam.

A força que as torcidas organizadas, os Ultras lá, tem ficou evidente numa cena ocorrida no mesmo domingo do confronto em Bérgamo e da morte de Sandri. As torcidas rivais até que se prove o contrário, Roma e Lázio, uma espécie de Corinthians e Palmeiras com um ódio aprofundado já que os laziale se inspiram nas idéias facistas de Mussolini, se uniram para enfrentar a polícia de Roma após o anúncio do adiamento do jogo que a Lazio faria no Olimpico de Roma contra a Internazionale, um jogo de alto risco. É a mesma coisa que imaginar inimigos mortais se unindo para lutar contra uma mesma causa que de nada tem a ver com a história.

Os escândalos que assolaram a Itália na transição das duas últimas temporadas resultando no rebaixamento da Juventus e perda de pontos a Milan, Lazio, Fiorentina e Reggina pioraram a situação de ódio que existia.

Faltam perspectivas numa melhora rápida ou pelo menos de ações das autoridades competentes preocupa e, por enquanto, cancela por tempo indeterminado o campeonato. Nem com a classificação confirmada da seleção Italiana para a Eurocopa depois de muito sofrer foi tomada alguma atitude referente aos acontecimentos.

A Itália se torna, aos poucos, uma Inglaterra dos anos 80 com hooligans, agindo de forma liberada e partidas de futebol comparáveis a campos de batalha acabando com o futebol que um dia já foi o mais atraente do mundo.

Kaká+10


A Seleção se resume ao título. Ronaldinho e Robinho são grandes jogadores, sem dúvida alguma. A defesa brasileira, sempre criticada ao longo dos tempos e de outros treinadores, hoje é um ponto de equilíbrio, único aliás na Seleção de Dunga. O gol é bom, mas ainda um pouco inseguro já que são tantos nomes e nenhum que receba uma unanimidade nacional. No ataque já se foi de Afonso à Vagner sem ninguém convencer. Igual Ronaldo demorará a aparecer, pois nas palavras de Dunga, Pato é jovem demais. Muito menos o treinador consegue agradar a alguém. A única unanimidade é Kaká.

Ele arma, cria, articula, marca, concretiza e ainda por cima é um alento aos apagadíssimos companheiros de meio / ataque. Enquanto Robinho levantava o Maracanã com uma jogada linda, porém deve ser lembrado que só existiu aquela hogada feito pelo menino da vila durante todo jogo, e Ronaldinho tentava se igualar com cobranças de falta perigosas, Kaká regia. O único jogo de total lucidez do Brasil nestas eliminatórias foi contra o Equador e mesmo assim com uma mãozinha do adversário, mas Kaká foi perfeito.

A esperança está depositada nele.

O Brasil a Copa vai. Kaká, por enquanto, parece ser a única garantia de tudo isso.

sábado, 10 de novembro de 2007

Ascensão Azul


Há muito tempo se espera do Hamburgo um time competitivo que lute por campeonatos na Alemanha e consiga vagas para competições Européias. Nos últimos anos a equipe tinha promessas como Van Buyten, Boulahrouz, Lauth e a estrela-mor de quem sempre se esperou muito, Rafael Van der Vaart. As coisas neste ano parecem começar a andar e o Hamburgo vem fazendo uma boa campanha na Bundesliga.

Isso se deve a contratação de alguns jogadores que supriram necessidades básicas do elenco do HSV. Kompany resolveu o problema que surgiu com a saída de Van Buyten. Castelen dá ótimas opções pelos lados do campo e Olic vem provando ser umbom atacante, além das opções de banco Zidan e Paolo Guerrero. Revelações germânicas como Ben-Hatira, meia de habilidade considerável, e Chopo-Mouting, um alemão de origem ganesa que se movimenta muito bem pelos lados do campo, dão a sensação de que o Hamburgo tem muito a esperar nos próximos anos.

A saída de Thomas Doll do comando para a chegada de Huub Stevens no comando dos Rothosen modificou além do esquema de jogo - de um time extremamente ofensivo, mas totalmente desguarnecido para um time equilibrado que sabe usar da técnica de seus jogadores pelas laterais do campo para explorar - a forma da equipe encarar as competições. Stevens foi campeão com o Schalke 04 em 1997 da Copa da UEFA e já demonstrou que levar o Hamburgo a Champions League é seu grande objetivo.

Diferentemente do Werder Bremen que tem momentos de inconstância e dependência extrema do talento de Diego ou do Karlsruher que aparenta ser fogo de palha, o Hamburgo vem
conquistando espaço e terreno se tornando o único clube capaz de frear o título quase certo do Bayern de Munique.

domingo, 4 de novembro de 2007

O Maior do Brasil


A conquista são-paulina deste campeonato Brasileiro de futebol não aumenta só o prestígio dos jogadores que conquistaram o penta para o Tricolor ou o treinador Muricy Ramalho que de criticado e turrão passou a bicampeão nacional, mas torna o São Paulo o maior clube deste país. E sem contestações. Contra números não há argumentos já teriam dito.

5 títulos Brasileiros, 3 Libertadores, 3 Campeonatos Mundiais de Clubes, 22 títulos Estaduais e ainda dono de uma infra-estrutura de 1ºmundo.

Ninguém consegue formar equipes como o São Paulo e ninguém mantém tal regularidade com estas mesmas equipes como o Tricolor. Nos momentos de crise a segurança imposta dentro do grupo ficam provadas, como a permanência de Muricy após a eliminação da Taça Libertadores deste ano. A reposição de peças é algo notável dentro do São Paulo. Na lateral-esquerda 4 dos melhores que podem jogar nesta posição no país estão lá (Júnior, Jadílson, Richarlyson e Jorge Wagner).

Jogadores comuns se tornam máquinas dentro do Morumbi. Ou alguém aí pensa que Aloísio, Leandro e Borges são tão diferenciados que levatariam o Corinthians?

Muricy tem grande participação neste São Paulo que ano sim, ano também comemora algum título, mas não pode-se esquecer de que todo este projeto começou com Cuca e seus adjacentes, Danilo-Josué-Fabão, um projeto mais do que profissional que levou ao Morumbi um planejamento a longo prazo. Mesmo sem a Libertadores o esquema e o time de Cuca renderam frutos que seguem até hoje.

A base Tricolor não é das mais fortes, porém neste brasileiro revelou uma característica que não se via, ou pelo menos não se reconhecia: a de revelar grandes jogadores. Do CT de Cotia saíram Breno e Hernanes, duas das maiores revelações deste Brasileirão. O zagueiro são-paulino já é cotado para deixar o Brasil e com propostas de Bayern de Munique e Real Madrid, sendo presença já pedida na lista de Dunga para as Olimpíadas do ano que vem. Ágil, leal e extremamente técnico, Breno tem tudo para se tornar um dos melhores zagueiros brasileiros num futuro muito próximo. Hernanes tem qualidades inerentes a qualquer grande volante. A sua rapidez e a facilidade tanto na marcação quanto Brenonas chegadas a frete impressionam. Conseguiu suprir a saída de Mineiro e Josué com maestria, fazendo com Richarlyson uma dupla de volantes que em nada deve a seus antecessores. Além de tudo isso, chuta muito bem de longa distância e marcou um dos gols mais bonitos do campeonato, contra o Cruzeiro no Mineirão.

O ataque foi bem. O meio cumpriu bem sua função, mas a defesa são-paulina tem que ser elogiada e observada. Alex Silva é dito como o melhor zagueiro em atuação no Brasil, mas Miranda e o já citado Breno estão no mesmo nível, senão acima, do zagueiro da Seleção. Alex Silva faz gols e apóia bem o ataque, mas lá atrás Miranda e Breno cumprem suas funções de forma perfeita. Miranda é consistente e no jogo aéreo ótimo, Breno não precisa nem ser citado aqui, já que só pelo que foi dito acima já pode-se ter uma idéia da qualidade do jovem zagueiro. André Dias nunca comprometeu e sempre fez o básico, cumprindo sua função de reserva, mas com grande qualidade.

Rogério Ceni se consolida como maior ídolo da história Tricolor.

Muricy calou críticos, torcida e boa parte da imprensa. A realidade é que está se formando um treinador capaz de em muito pouco tempo ser o sucessor de Dunga na Seleção. Antes da Copa de 2010.

A única armadilha para o próximo ano é a venda em demasia de seus jogadores. As propostas que chegam para Breno, Souza, Richarlyson, Jorge Wagner, Hernanes, Miranda e Alex Silva, podendo ainda existir alguma que não sabemos, são atraentes e o discurso que acomete quase todos este jogadores é: "Se for bom para mim e para o clube, não existe motivo para não ir." O bom para o clube é relativo. financeiramente, quase todas estas propostas são boas já que o São Paulo sonha reformar o Morumbi para sediar a Copa de 2014, mas o desmanche da base não pode ocorrer se o desejo de direção e elenco é o tetra da Libertadores.

Saídas ou não, conquistas ou não, birras ou não, o São Paulo se tornou o maior clube brasileiro. De todos os tempos.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

O Preço

Confirmou. Depois de muito jogo político, muita especulação sem nenhum fundamento e até supostas trocas de direito de embarque na comitiva que iria a Zurique na Suíça para facilitar a aprovação o mais rápido possível da CPMF, o Brasil foi confirmado como país-sede da Copa do Mundo de 2014.

A única cereza que se tem é: não será fácil. A estrutura dos estádios brasileiros é quase inexistente e coisas básicas nestes num país que deseja receber uma Copa do Mundo como salas de imprensa no estádio, estacionamentos para mais de 10000 carros em seus arredores e estrutura de transporte alternativo são mínimas.

As adequações deverão começar o mais breve possível possível já que quanto mais tempo se perder mais complicado ficará para organizar uma Copa decente.

Existirá desvio de verba pública? Existirá. Existirão pontos pouco interessantes para a população em geral? Existirá. Existirão jogadas políticas e seus derivados? Existirá. Mas não condeno nada acima citado, é quase o preço que se paga por sediar um evento de tal porte num país como o nosso, em que o lucro do milagre econômico e das exportações são muito
variáveis.

sábado, 20 de outubro de 2007

God save, The English Team!


A Seleção Inglesa de futebol sempre foi a finais de competições, tem tradição, mas nunca conseguiu resultados de grande expressão. Foi campeã do mundo uma vez, com grande discussão sobre a veracidade do título já que até hoje os alemães reclamam de lances irregulares na final de 1966, e chegou as semifinais da Eurocopa duas vezes, em 1968 e 1996. Só. De resto, algumas conquistas de pequenos torneios e nada mais. O futebol inglês é hoje um dos mais fortes do mundo, se não o mais forte, mas sua Seleção carece de jogadores a altura de sua competição nacional, o que levou a uma situação em que era pouquísismo imaginável no início destas eliminatória para a Euro 2008: a eliminação da fase preliminar.

A última derrota ocorreu contra a Rússia em Moscou. O English Team vencia por 1x0 até a metade do segundo tempo quando em um pênalti - mal marcado - sobre Zyrianov, Kalinichenko empatou e o mesmo Kalinichenko virou em rebote do goleiro Robinson. O resultado negativo complicou, e muito, a Inglaterra na busca pela classificação para a competição que será disputa na Suíça/Áustria no ano que vem. Os ingleses não dependem mais só de si. Precisam vencer e torcer contra a própria Rússia. O problema está nos jogos que a seleção dirigida por Guus Hiddink enfrentará, Israel e Andorra, enquanto a Inglaterra enfrenta a líder do grupo Croácia. Com um jogo a menos as possibilidades inglesas, apesar de estar na frente na tabela, caíram bastante.

O que mais incomoda o torcedor não é só esta provável eliminação mas também a falta de talentos e jogadores que resolvam. Não surgem mais Charltons, Gascoignes e Shiltons como antigamente. A atual geração, excetuando talvez Gerrard, Lampard e Joe Cole não é das mais brilhantes e David Beckham não joga mais, impossibilitando os ingleses de um cruzamento perfeito que as vezes livrava a cara do ex-treinador Goran Eriksson.

O sueco, apesar de certos problemas com a imprensa, era muito mais constante e obtinha resultados com a Seleção, diferentemente de seu sucessor Steve McLaren. O sentimento nacionalista que envolve os ingleses é tão grande que nomearam um treinador sem grande experiência e que só porque levou um fraco Middlesbrough a final da Copa da UEFA chegou a Seleção. lá, McLaren vem se complicando cada vez mais e suas listas de convocação não são condizentes com o atual momento de certos jogadores e algumas convocações são ininteligíveis assim como a reserva de Lampard. Apesar do meio-campo do Chelsea nunca ter conseguido o mesmo desempenho que tinha no clube na Seleção, não pode-se deixar um talento como ele no banco.

Nomes como Defoe, Barry, Bentley e o homem-porcelana Michael Owen não estão jogando o suficiente para estar no english Team. O primeiro briga pela titularidade no Tottenham, o segundo está jogando num capenga time do Aston Villa, Bentley já teve momentos de bom desempenho, porém, no momento, longe de uma grande fase no Blackburn e Owen ainda vem se recuperando no Newcastle.

Nomes como Walcott, Alan Smith, Pennant foram esquecidos por McLaren que prefere privilegiar os jogadores de equipes menores preterindo a mais qualificados para o momento.

As especulações em torno do nome do novo treinador caso o English Team não se classifique para a Euro, um desastre de proporções continentais, já começaram. Big Phil - Felipão -, e o já cotadíssimo Sam Allardyce, o Big Sam, estão de prontidão, com leve vantagem para o inglês, graças a este sentimento de nacionalismo.

A torcida inglesa será para os russos e uma desclassificação a estas alturas pode prejudicar, inclusive, as pretensões inglesas para a Copa de 2010.

domingo, 14 de outubro de 2007

Frustrante Estréia

Quem assistiu a partida entre Colômbia x Brasil neste domingo pelo começo das eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul se decepcionou não só com a falta de ar ao selecionado brasileiro, mas também a falta de combatividade, ofensividade e principalmente senso de equipe. A Seleção jogou cada um por si, como se o futebol fosse um jogo de individualismo puro em que um não precisa do outro.


A sorte esteve ao lado canarinho e a bela atuação de Julio César também, sem contar com uma certa colaboração do árbitro paraguaio Carlos Amarilla na não marcação de um pênalti para a Colômbia ainda no primeiro tempo. Combinados estes três fatores não foi possível uma derrota logo no começo da caminhada para a África do Sul. A falta de categoria de uma Seleção Colombiana pouco inspirada tecnicamente, porém esforçada, foi o que mais ajudou para o empate.

O atraso de 45 minutos pra o início da partida parecia exagerado já que as condições aparentes do campo El Campín, o Maracanã deles, eram boas. A equipe colombiana não jogava lá desde 2000.

O começo do jogo provou que a velocidade aliada a altitude provocaria sérios problemas a defesa brasileira e assim foi, mas em menos escala, durante o jogo. Juan e Lúcio estiveram bem durante todo encontro assim como Julio César, um dos poucos destaques positivos neste empate insosso. Os laterais jogaram abaixo do esperado. Maicon restringiu suas subidas ao ataque e Gilberto deu mostras de cansaço e de que não deve chegar inteiro a Copa de 2010. As suas costas foram uma avenida para os colombianos, principalmente no segundo tempo com a entrada do meia Grisales.

O primeiro tempo terminou equilibrado com Ronaldinho sendo um dos únicos pontos lúcidos no ataque brasileiro e Robinho em atuação muito abaixo da média. A marcação sobre Kaká e a zaga colombiana foram eficientes ao extremo, provando que não ode-se colocar sobre apenas um jogador a responsabilidade de todo um time. Pelo lado dos Cafeteros nem tudo é festa. Iniciando um processo de reformulação e renovação de sua Seleção, assim como o Brasil, certos jogadores não corresponderam o esperado, exemplo claro foi Radamel Falcão, escolhido pela imprensa brasileira como a única ameaça do organizado time colombiano, que no final teve seus grandes destaques em Moreno e Mosquera, sua dupla de zagueiros.

No segundo tempo os dois times exauridos pouco produziram e Dunga já começou a enterrar o Trinco Fantástico - com Robinho-Ronaldinho-Kaká. A equipe pouco produziu e a movimentação
nula devem fazer o treinador repensar o esquema tático para a próxima partida. O meio-campo foi pouco efetivo com Mineiro e Gilberto Silva cometendo muitas faltas, o segundo em certos momentos até merecendo uma expulsão.
As impressões que ficam deste primeiro encontro são de ruins a péssimas. A falta de vontade da Seleção chegou ao ponto do ridículo no segundo tempo e a insistência de Dunga em Vágner Love ou Afonso é da mesma foram pífia e inaceitável. Nenhum dos dois consegue, ao mínimo, o que um atacante deve fazer na essência: gols. Na Seleção o rendimento de ambos declina e não levam a lugar algum. Chegou o momento de apostar em outros jogadores, como já foi dito neste blog existem momentos em que é necessário abrir mão de certos dogmas para conseguir sucesso.
Para o primeiro jogo em casa as coisas precisam mudar de forma drástica. Os dois laterais precisam apoiar mais o ataque e a distribuição de jogadas não pode se restringir apenas ao meio. A defesa equatoriana é mais fraca que dos colombianos, mas o ataque deles é mais perigoso.
Dunga deve abrir mão de jogar num 4-5-1 com Kaká e Robinho como armadores e sim usá-los como pontas armando para qualquer um dos dois atacantes de área, Vágner ou Afonso, fazerem a tal parede e deixarem para o 'Trio Fantástico' resolver.
A esperança para o jogo de quarta-feira contra o Equador é a falta da altitude e a volta da atitude brasileira, tão passiva hoje na Colômbia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Preocupação

O torcedor são-paulino foi dormir surpreso na última quarta-feira dia 4. A equipe foi derrotada depois de 18 jogos. Quem pensava que esta invencibilidade toda cairia frente ao Cruzeiro ou em um clássico contra o Santos ou Palmeiras se enganou e perplexamente viu o Tricolor cair diante do Flamengo num Maracanã abarrotado como mandava o jogo. O mais surpreendente foi a atuação fraca do time de Muricy.

O abatimento não poderia ocorrer já que um clássico, mesmo sendo contra o Corinthians no estado em que se encontrava é um clássico, esperava. 14 jogos de invencibilidade. A derrota nem passava pela cabeça do mais pessimista dos são-paulinos. O Tricolor não teria Leandro e Dagoberto contra um Corinthians remendado e engessado. Bem, como futebol não é lógico, o São Paulo perdeu e novamente em um jogo que a equipe não jogou o melhor do seu futebol. Desde Março o São Paulo não perdia dois jogos seguidos.

A recuperação viria contra os colombianos do Millonarios, um time de expressão média até em seu país. A Copa Sul-Americana não é a prioridade e Muricy colocou o time reserva em campo. O Morumbi já não estava tão cheio. E novamente uma derrota, fato que não ocorria há três anos. E mais uma vez um jogo perdido jogando mal, mas desta vez com uma acentuação em relação aos outros jogos.

O elenco reduzido, o grande número de jogadores suspensos e machucados e Alex Silva na Seleção prejudicaram, mas algumas escolhas de Muricy podem ser questionadas e a maior delas é a não-titularidade de Aloísio. O atacante-pivô sempre que entrou resolveu. A insistência em Diego Tardelli além de cega é burra. O atacante só conseguiu jogar bem com Leão por seis meses, nunca mais conseguiu desempenhar bom futebol.

Os três laterais-esquerdos do São Paulo são considerados os melhores do Brasil, mas estranhamente nenhum deles vem jogando bem. Jadílson não conseguiu desempenhar o futebol do Goiás. Júnior ficou bravo com a chegada de Jadílson e depois da quase saída não fez mais nada e Jorge Wagner é irregular, mas nem de longe tem o mesmo desempenho dos tempos de Corinthians e Internacional.

Hernanes e Richarlyson são bons, mas sofrem do mesmo problema que Jorge Wagner, inconstância. A zaga é forte. O gol será uma incógnita contra o Fluminense já que Rogério Ceni machucado e Bosco suspenso dão lugar ao jovem e inexperiente Fabiano.

A partida contra o Flu pode ser essencial para definir como ficará a cabeça tricolor para o jogo contra o Cruzeiro, na outra semana. A derrota coloca uma pressão intensa neste jogo. Uma vitória tranquiliza e deixa tudo como sempre.

A sorte é a incompetência do Cruzeiro.

O Novo Velho


Andrés Sanchez venceu Paulo Garcia e se elegeu presidente do Corinthians. Normal. Esperado até. O que não conseguirei entender serão as futuras reclamações de continuismo da turma de Dualib.

O atual presidente-tampão, que só ficará no cargo até 2008 quando uma eleição 'de verdade' ocorrerá, era um dos maiores incentivadores da MSI e da política dos galáticos. Tentava sempre mostrar sua relação de proximidade com Kia Joradbchian, Dualib e Nesi Curi.

Agora, do outro lado, diz que era o momento. O projeto criado por ele e denominado Encubadora só mostra a dependência que os clubes brasileiros tem hoje da renda proveniente das promessas de suas categorias de base.A proposta não é de toda ruim, mas precisa de ajustes.

Caso salve o Corinthians do rebaixamento, Andrés poderá se vangloriar e com toda certeza afirmará que indicou Nelsinho e alguns jogadores do clube que funcionam, como Felipe. A reeleição seria quase imediata e aí poderíamos avaliar algo.

O ex-seguidor de Alberto Dualib tem um mês para saber qual será seu futuro. O Corinthians precisa definir seu futuro.

domingo, 7 de outubro de 2007

O Vilão Virou Herói


O dia hoje foi alvinegro no Morumbi. Muitos dirão que a culpa foi do Rogério Ceni que quis bancar o herói jogando machucado e acabou prejudicando a equipe, outros vão colocar méritos merecidos sobre o goleiro corinthiano Felipe pela espetacular exibição que fez. Outros poderão achar para desculpa a derrota tricolor o fato de não contar com Dagoberto e Leandro ou mesmo até um certo salto alto por parte do São Paulo. A realidade, crua e dura para alguns, é que Betão decidiu e mostrou as caras, novamente para o torcedor, para a imprensa e para o mundo. Fez seu terceiro gol como profissional, sendo o segundo em clássicos - já tinha feito um contra o Santos na Vila Belmiro em 2005 e selou uma vitória. A vitória. Colocou em ecstasy uma nação. E chorou.

Criticado de forma abusiva, Betão não é um craque e nunca será, mas está longe de ser um péssimo zagueiro. Tenho a teoria de que se jogasse em um time mais estruturado, como o próprio São Paulo, já estaria fora do país, talvez super valorizado e ainda com vaga discutida na seleção Brasileira. Infelizmente, ou felizmente, Betão é corinthiano e nasceu do terrão de Itaquera. Cresceu no Parque São Jorge e após uma frustrada ida ao futebol francês, no qual não foi aprovado pela estatura baixa, hoje é símbolo de Corinthians, a clara representação resumida do que é ser e de como é o time corinthiano hoje. Limitado tecnicamente mas esforçado ao extremo, com erros esporádicos.

Dentro da partida Betão marcou, se esforçou e junto com seu companheiro de zaga Zelão, por mim, seria considerado o melhor em campo graças a sólida marcação que fez sobre Borges e Aloísio. Felipe talvez merecesse o prêmio, mas digamos que por uma honra ao mérito ofereceria-o a Betão pelos serviços prestados. Ele nunca havia vencido o São Paulo. Foi criticado por pedir a alguns jogadores do Tricolor "pegarem leve" e um jogo anterior. A torcida por vezes o execra, mas há tempos não via uma cena como aquela.

O cruzamento de Gustavo Nery na área foi bom. Fábio Fereira cabeceou sem nenhuma pretenção para o meio da área, e eu, obviamente, pensei que Ceni interceptaria o cruzamento, mas o goleiro não fez. Ao invés disso, saiu correndo atrás da bola. Betão apareceu sozinho no meio da área e cabeceou, para as redes, para o gol, para a quebra de um tabu que já durava 13 jogos e quatro anos.

A reação foi a mesma de todo jogador que se preza. Saiu correndo, bateu no peito, mas de repente, lágrimas escorreram de seu rosto. E ele diz, para qualquer um entender: "
Parei, depois dessa eu parei. Eu sou corinthiano, porra! Eu amo essa torcida! Me xinguem agora! Eu amo essa camisa porra!".

O Morumbi, mais tricolor do que alvinegro se transformou num coro só e por entre o silêncio do time da casa, o nome de Betão ecoou pelo estádio, e desta vez não com xingamentos ofensivos ou críticas, mas como uma saudação, da mesma forma que se idolatra um papa, um imperador ou um chefe de estado. Ele sabe que não representa tudo isso, mas se sentiu por alguns momentos como Neto, Casagrande, Sócrates, Rivellino, Wladimir, Basílio e muitos outros.

Eu, na frente da televisão me enrubedeci e não acreditei naquilo tudo. A prova de que o amor a camisa não acabou, mesmo que seja por obrigação. Betão provou as verdadeiras raízes de um futebol desalmado, mas vivo. Vivo pelos que ainda acreditam na renovação.

Ao fim do jogo a torcida são-paulina ainda ensaiou um "É campeão!" mas foi abafada pelas comemorações da outra metade do estádio que gritava, aplaudia e não conseguia parar de cantar. O Morumbi esvaziou-se apenas uma hora depois, e o protagonista do jogo não conseguiu falar por uns 5 minutos após o apito do árbitro. Marco Aurélio Cunha, um dos diretores do São Paulo, desceu ao gramado e cumprimentou Betão, dizendo que o jogador merecia tudo aquilo.

Quando conseguiu dizer algumas palavras, foram estas: "O São Paulo estava engasgado na minha garganta. Agora desceu..." estas palavras resumem muito bem o sentimento do torcedor corinthiano.

Felipe ainda declarou: "Isso é Corinthians. Isso é Corinthians! Sofrimento, raça e determinação, isso nunca vai faltar!" A exaltação era clara e essa vitória já ficou para a história.

No contexto do campeonato os pontos não representaram muito na tabela já que o Timão continua na zona de rebaixamento e o São Paulo continua líder com folgas. Na carreira e consciência de Betão já representa algo do qual ele nunca esquecerá: ele não será só mais um zagueiro na história do Corinthians. Será o que quebrou o tabu. Será o criticado e depois idolatrado. Será símbolo de Corinthians.

sábado, 6 de outubro de 2007

A Estrela Cadente


"Há coisas que só acontecem com o Botafogo." Este é um bordão batido, porém adorado e constantemente relembrado por jornalistas/torcedores do porte de Armando Nogueira. A realidade é que não consegue-se entender o time da estrela solitária e cada vez menos parece reagir a queda de rendimento e a falta de confiança se instalou em General Severiano.

Os alvinegros cariocas eram líderes indiscutíveis do campeonato Brasileiro até o confronto contra o São Paulo ocorrido no Maracanã. Naquele jogo, em que o Botafogo até jogou bem, tudo deu errado. Rogério Ceni pegou tudo, a defesa são-paulina provou a sua solidez e, ainda por cima, Túlio foi expulso em lance infantil, evidenciando o nervosismo que começava a aflorar no time até então primeiro colocado na tabela.

A partida contra o tricolor em casa foi o começo do fim. Depois daquele jogo nada mais foi o mesmo, dentro e fora de campo. Dodô pego no doping, Zé Roberto afastado por problemas com o treinador Cuca, André Lima, a solução muito bem lapidada, vendido ao Hertha Berlim, a eliminação de forma desastrosa e até certo ponto ridícula da Copa Sul-Americana pelo River Plate e, em consequência disso, a demissão de Cuca, brigas com a torcida e diretor do clube dizendo que todos os jogadores do clube deveriam ser mandados embora pela falta de vergonha na cara.

Mário Sérgio chegou para ser solução imediata e levar a equipe a Libertadores. Parece que não conseguirá. Já são quatro derrotas seguidas e apenas uma vitória nos últimos nove jogos. O Botafogo conseguiu conquistar a insignificante soma de cinco pontos dos últimos vinte e sete disputados. Uma marca digna de rebaixamento, mas como a equipe tinha a chamada 'gordura', não precisará se preocupar com isso.

O único medo é a volta aos tempos difíceis, de segunda divisão, falta de títulos e impossibilidade de bons trabalhos e bons jogadores no seu plantel. A imagem que fica da temporada 2007 é a do time do quase. Chegou bem, ou quase bem, em todas as competições que disputou, mas não conseguiu vencer nenhuma. Em 1995 o Botafogo vencia o Brasileirão em jogos muito contestados contra o Santos. Em 2008 o Fogão precisará se reerguer após perceber que todo conto de fadas acaba e que há coisas que realmente só acontecem com o Botafogo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Mais Escocês Impossível


O jogo foi do jeito que os anfitriões gostariam. Uma chuva torrencial e ininterrupta atingia o Celtic Park na partida desta noite de quarta-feira na Escócia e dois clubes sem muita inspiração se degladiavam na segunda rodada da fase de grupos da UCL.

Rústico, bruto, bravo. Um pouco violento. A realidade é que após um primeiro tempo sonolento as duas equipes voltaram para a parte final do jogo com um gás e disposição acima do normal. O Celtic marcou impecavelmente. O Milan atacava constantemente. A defesa dos Bhoys estava perfeita. Doumbe se contundiu e o Celtic abriu o placar aos 17' com McManus após cobrança de escanteio.

Os rossoneros começaram a buscar o empate e em um lance duvidoso, em um agarra-agarra dentro da área o juíz alemão Marcus Merk marcou a penalidade em cima de Ambrosini, muito bem batida por Kaká.

Pirlo assustou em cobranças de falta e Gourcuff provou que pode vir a ser um jogador muito útil, quem sabe um craque, em um futuro muito próximo. Os Verdes de Glasgow continuavam fechadíssimos e defendendo perfeitamente, com a unidade de um time. Todos corriam por todos.
Entradas duríssimas em Kaká botaram fogo no jogo e Gattuso, pra variar, se exaltou um pouco.

No fim, aos 45', depois de drible desconcertante de Nakamura, o pilar deste time, um pivô muito bem feito por Brown e a conclusão de Caldwell. Dida falhou muito, muito mal mesmo. Soltou a bola nos pés de McDonald que no fim de semana já havia feito três gols contra o Dundee. Ele concluiu para o gol vazio.

A explosão da torcida foi sentida em Dida que, supostamente agredido, após a invasão de campo de um torcedor, caiu no chão. A imparcialidade pode ser deixada de lado e aquilo muito mais pareceu uma simulação. O treinador do Celtic, Gordon Strachan, comentou sobre a força de seus torcedores e a importância que eles tiveram no jogo de hoje: "Nós tivémos um apoio impressionante esta noite. Isso nos faz sentir cada vez melhor e eu penso que nossos jovens jogadores estão apaixonados por esta atmosfera especial, portanto foi uma boa noite."

A conclusão de tudo é que o Milan não pode só depender de Kaká e o Celtic prova que, acima das individualidades, é necessário um time. Claro, se existirem individualidades, melhor.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Critérios


A profissão de treinador de futebol impõe algumas condições ingratas aos seus profissionais e algumas delas são a pressão por resultados, a escolha de jogadores queridos pela torcida e, em alguns casos, a subordinação imposta por seus superiores, os dirigentes. A situação em que certos treinadores se colocam é curiosa e o exemplo e crítica aqui citados vão diretamente ao que hoje comanda a maior Seleção de futebol do mundo - a brasileira obviamente - e a qual ele já representou vestindo a camisa e dando, com pouquíssima técnica, mas extrema raça. Estamos falando de Dunga e da estranha forma como ele vêm convocando.

Em primeiro lugar não é correto questionar certos dogmas e (pré) conceitos que alguém tem a certos jogadores, mas nem tudo é justificável. Comecemos pelo discutível indo até o imponderável.

Doni e Júlio César são merecedores de vaga nesta Seleção? Do ponto de vista do treinador sim, mas analisando dados e fatos, não. Júlio César é bom goleiro mas inconstante e além de tudo volta de contusão, na Internazionale só tem titularidade absoluta assegurada porque, digamos, que Toldo apesar de experiente não é dos mais confiáveis. Teve participação brilhante na Copa América de 2004 quando o Brasil passou pela Argentina com atuação ótima do goleiro durante o torneio, mas desde então a irregularidade vem acompanhando o ex-jogador do Flamengo. Já Doni é daqueles casos inacreditáveis de chegada a Seleção e que levantam as suspeitas de estar lá por obra de algum empresário miraculoso. Não é de todo ruim, mas um goleiro que não conseguiu se firmar nem no medícore time do Juventude e hoje, não se sabe como, defende o gol da Roma. O goleiro, assim como seu companheiro de Seleção, também foi bem na Copa América e sempre será lembrado pela defesa no pênalti cobrado por Lugano na semifinal contra o Uruguai. Mas se Rogério Ceni, Diego do Palmeiras e Diego ex-Atletico-Mg, agora no Almería, Bruno do Flamengo e Gomes, além do já 'idoso' Dida e do ótimo, porém muito jovem segundo os conceitos Dunga de treinar, Felipe do Corinthians estão aí disponíveis porque apostar fichas nestes dois que não passam de bons, nada de supra-sumo.

No miolo de zaga Alex Silva parece ser uma convocação fora de hora, segundo o próprio Dunga diz. O seu companheiro Miranda estaria muito mais cotado para vestir a Amarelinha do que ele já que Miranda teve passagens pelo futebol francês e tem a tão esperada experiência que o treinador tanto espera. Além, claro, de ser muito mais zagueiro, na essência da palavra, do que Alex Silva.

Os volantes são outros que intrigam. Josué é cooperativo e faz o estilo de jogo do treinador. Inteligível até tal ponto. Mineiro depois que saiu do São Paulo não jogou mais nada, mas daremos crédito ao volante que já provou ter condições de jogar pela Seleção, apesar de já não ser um garoto, tem qualidade suficiente para deixar de lado os questionamentos sobre sua atual fase no Hertha Berlin. Agora, Fernando é inexplicável, a pura imagem do cabeça-de-área, ou para ser mais claro, brucutu. Não consegue jogar, e bate, bate, bate e depois, ainda bate. No Bordeaux é rei, mas o que isso realmente quer dizer? Dunga pode estar trocando os pés pelas mãos quando quer colocar em campo seu estilo de jogo e chama jogadores sem condição de estarem aonde ele esteve há anos atrás.

Da mesma forma como no meio-de-campo Dunga será tomado por pressões da imprensa, no ataque a coisa não deve ser muito diferente e assim como Fernando, é estranho ver Afonso com a camisa da Seleção. O jogador teve sua chance na Copa América e pouco fez, para não dizer que não fez nada. Amarra tomou conta do jogador. Brigou com torcida, direção do clube e agora joga pelo time B, uma espécie de castigo merecido para quem era apenas um desconhecido na Suécia há dois anos atrás e pelo Hereenven, time médio na Holanda, fez gols que o levaram a ser cobiçado. O Hereneveen não quis vender e Afonso começou a dar motivos para quererem vendê-lo. Atrasou em reapresentações, não foi treinar e declarou que queria sair. Ninguém mais o quis, e agora só me Janeiro poderá sair dos reservas da equipe. Sem jogar, consequentemente, o jogador não tem condições de ser avaliado e muito menos condições de ser convocado. Pois Dunga convocou-o para as primeiras partidas das eliminatórias e agora terá que se explicar frente ao grande público. Ou alguém realmente acredita que o treinador assistiu a partida Herenveen B x PSV B no meio desta semana para saber como Afonso está?

Nem só de coisas ruins é feita a gestão Dunga no comando da Seleção. Maicon consegue jogar muito melhor com a camisa amarela e no esquema de Dunga do que na Internazionale e coloca no banco o melhor lateral-direito do momento para alguns, Daniel Alves. Elano e Diego voltaram a jogar bom futebol e Dunga lhes deu uma nova chance, e ambos parecem começar a aproveitá-la para crescer e reaparecer aos olhos dos brasileiros. Robinho enfim conseguiu repetir as exibições dos tempos de Santos e pela Seleção vai tomando o posto de grande líder desta geração, enquanto Kaká e Ronaldinho precisam provar algo mais sob o comando do novo treinador.

O caminho até a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul é longo, sinuoso e não está logo ali como um comentarista de TV já disse. Dunga precisa se conscientizar que ele está treinando a Seleção brasileira e que, ás vezes, um pouco de técnica e jogo bonito não faz mal a ninguém. Pregar uma Seleção com 4 / 5 homens de frente é loucura e até certo ponto suicídio no nível em que o futebol mundial está, mas para que convocar um jogador inativo e outro que poderia jogar naturalmente em campos da várzea, se isso poderia ser evitado a medida que jogador com qualidade é o que não falta por estas terras.

Olho aberto Dunga.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

E agora José?


A citação do título em forma de adaptação do famosíssimo e reflexivo poema de Carlos Drummond de Andrade neste blog se deve a situação em que o Chelsea e, consequentemente seu dono, Roman Abrahmovic, se encontram. A saída de José Mourinho do cargo de treinador dos Blues só coloca mais um(s) pontos de interrogação do torcedor do clube de Stanford Bridge após a demissão do técnico que levou o Chelsea a ser a grande potência que hoje é, e apesar de não ter conseguido a conquista da Champions League tirou os Azuis de Londres da fila que perdurava por mais de 50 anos.

O começo deste texto precisa destacar alguns pontos em que ainda existirá muita discussão sobre o por quê da saída do treinador do português.

A principal suspeita da imprensa inglesa em geral é a constante insatisfação pelo mal rendimento do ucraniano Andriy Shevchenko. Desde que chegou ao Chelsea, Mourinho sempre mandou e desmandou, trouxe jogadores e afastou quem não gostava. Exemplo claro é Geremi que não era nada prestigiado pelo treinador e depois da perda de um pênalti na última semifinal da Liga dos Campeões contra o Liverpool o jogador foi mandado para o Newcastle. Sheva mudou essa situação e apesar da péssima temporada no último ano, ele mesmo admitiu ter passado pelo pior período técnico do futebol em toda sua carreira, continuou no elenco e prestigiadíssimo pelo presidente Roman Abrahmovic. Este, outro dos prováveis motivos da recisão contratual de Mourinho.

O presidente queria montar um super-time. José queria vencer a UCL e , também, muita fama. Abrahmovic gostaria de uma galáxia. Mourinho queria os holofotes sobre seu time e sempre demonstrando aquela empáfia de todo grande treinador que no fundo precisa daquilo - vide exemplo da Vila Belmiro. As coisas começaram a sair de controle quando Abrahmovic fechou os cofres, aí o treinador português abriu o bico e as divergências pularam para fora do centro de treinamento e chegou aos ouvidos da imprensa. Sem tirar o escorpião do bolso, Abrahmovic mandou Mouruinho trabalhar com o que tinha e o que considerava o melhor elenco da Inglaterra, isto ainda na janela de transferências em Janeiro, e o efeito disso foi um grupo reduzidíssimo por razão das inúmeras contusões. Neste time, em que o volante - no caso Essien - exercia o papel de lateral-direito, zagueiro, volante e às vezes, até um armador, o banco de reservas parco foi uma das razões, segundo Mourinho, do fracasso na última Liga dos Campeões. A gota d'água final, justamente na UCL, ocorreu nesta terça-feira no pífio empate contra o Rosenborg, dentro de casa.

A oposição a um grande amigo pessoal de Roman também pode ser outro dos fatores que acabaram com o casamento Mourinho-Abrahmovic, o ex diretor-técnico da equipe e, com a saída de Mourinho, técnico interino do Chelsesa, Avram Grant. O israelense não era das pessoas que José mais gostava e era, inclusive, oposto a sua permanência na direção técnica do Chelsea. A amizade falou mais alto e Mourinho foi voto vencido, mais uma prova de que seu relacionamento com o investidor russo não era mais o mesmo.

Mesmo com todas estas intrigas, brigas, discussões, vaidades e todo o resto que não sabemos José Mourinho precisa ser parabenizado pelo trabalho que fez frente aos Blues. A equipe voltou a brigar por títulos e o bicampeonato inglês foi a grande prova de que um time consegue com solidez defensiva e eficiência, não beleza, ofensiva vencer um campeonato. A única lacuna que Mourinho não conseguiu preencher foi a Liga dos Campeões, a competição mais almejada por Abrahmovic e grande projeto de sua gestão na presidência do Chelsea. Nesta temproada o time Azul não consegui acertar, ao mínimo, um padrão tático e certos jogadores como Drogba e Terry, de confiança do ex-treinador, estavam muito abaixo do potencial que deles se espera. A crise começava a se instalar e a recisão - que pode render ao português cerca de € 37,5 milhões - veio em boa hora, pois ainda existe tempo para organizar o desorganizado e contratar alguém.

A lista é encabeçada pelo 'novo Bora Milutinovic' do futebol, Guus Hiddink. O holandês conseguiu levar o Real Madrid ao título do Mundial de Clubes, além de dois quartos lugares com Coréia do Sul e Holanda, respectivamente, nas Copas do Mundo de 2002 e 1998. Conquistou também uma Champions League com o PSV e seis títulos holandeses com os mesmos. Um treinador que conhece muito de tática e motivador ao extremo, Hiddink tem a capaciadade de levar times fracos a grandes resultados, mas seus únicos dois trabalhos de porte Mundial foram a Holanda e o Real Madrid há quase dez anos. Atualmente é treinador da seleção russa de futebol e faz um ótimo trabalho.

Outros nomes que compõe a lista de Abrahmovic são: Juande Ramos, Fábio Capello, Jurgen Klinsmann e, acreditem, Luis Felipe Scolari.

Por enquanto, porém, o comando ficará na mão de Avram Grant e parece não existir pressa para a substituição do ex-treinador. Para Mourinho as coisas não devem ser tão complicadas e com a punição que o brasileiro Felipão levou após a tentativa de soco contra o sérvio Dragutinovic, não duvido do português assumir a Seleção Lusa. Tudo dependerá da performance nestes jogos que restam como qualificatória para a Eurocopa do próximo ano.

A indagação que fica é a mesma que no último verso do celébre poema drummondiano:
você marcha, José!
José, para onde?