
Não há como comentar de futebol europeu sem falar de Champions League e esta competição é sinônimo de Real Madrid, Milan, Liverpool... nesta edição, porém, os grandes vencedores foram deixados para trás - excessão dos Reds que jogam na próxima terça-feira contra a Internazionale - e três times surpreenderam de forma positivíssima. Vamos aos fatose quem eles são.
Sem dúvida alguma o Fenerbahçe tem sido, até aqui, o clube com menos história e que mais vem assustando. A equipe joga bem, flui como uma engrenagem perfeita e já encaixotou vitória na fase de grupos contra a Internazionale estando ainda invicto em casa na UCL. Atuações perfeitas de Deivid tem se tornado cada vez mais frequentes e caso não fosse a idade mais avançada do goleador ex-Santos e Corinthians este já estaria sendo pretendido por algum grande clube europeu. É necessário ressaltar também as boas contratações feitas pelo Fener onde Roberto Carlos voltou a jogar em ótimo nível, mesmo com o peso da idade, Edu Dracena e Lugano fazem uma ótima dupla de zaga, Alex é mais do que maestro e faz lembrar o que era Juninho Pernambucano no Lyon há tempos atrás. As saídas de pesos mortos com salários altos, como Rustu e Tuncay que pouco faziam ao time no último ano, também são pontos positivos desta nova política. O grande responsável, porém, está no banco de reservas.
Zico sempre foi questionado como treinador, pelo menos aqui no Brasil. O que fez no Japão faz no Fenerbahçe com maestria. Independentemente do adversário, os turcos jogam para frente num futebol bonito de ser visto. Por mais suícida que esta tática pareça as vezes foi assim que eles conseguiram passar pela imbatível Inter no primeiro jogo da fase de grupos da UCL e bateram o Sevilla, atual bicampeão da Copa da UEFA, nas oitavas-de-final. Mesmo com Zico, RC, Deivid e cia nacional nada disso seria possível sem o goleiro Demirel. Depois de dois erros inaceitáveis no tempo normal e um gol aos 41 do segundo tempo, o sucessor de Rustu só faltou fazer chover no Ramón Sanchez Pizjuán. Pegou três penaltis, garantiu a classificação e ainda se redimiu das besteiras cometidas no primeiro tempo.
A segunda surpresa ficou por conta do Schalke 04. Com uma campanha muito abaixo do que se esperava na Bundesliga, sem grandes nomes em seu time, apesar de ter uma base mantida do último ano, e sem conseguir grandes resultados na fase de grupos, ninguém botava a mínima fé no time de Gelsenkirchen. O sorteio colocou-os frente à frente com o time do Porto, o melhor em Portugal e um dos mais equilibrados tratando-se de Europa. Ninguém apostava, nem mesmo o próprio Schalke que quase perdeu a vaga para o 'fortíssimo' Rosenborg.
Vencendo a primeira partida, mesmo que por 1x0, com uma retranca daquelas mais típicas dos italianos do que dos alemães, os Azuis Reais se contentaram em levar a vantagem mínima para a cidade do Porto. E conseguiram segurá-la por quase noventa minuos. Quase. O gol sofrido aos
42 do segundo tempo num chute de muita categoria de Lisandro Lopez parecia ser o início da derrocada do Schalke e de seu goleiro Neuer que fazia partida espetacular, comparável a Maier/Schumacher/Kahn. Não foi. Neuer continuou pegando o possível e o impossívle, defendendo um lance cara a cara com Quaresma e um chute à queima roupa de Marek Cech, ambos lances na prorrogação. Para selar com perfeição, Neuer pegou dois pnaltis, sendo o último deles de Lisandro Lopez numa defesa que mesmo sendo de uma infração máxima foi linda. Abaixo, a foto do lance:
Curiosidade: Neuer foi gandula na final da Champions League em que o Porto disputou contra o Monaco, na temporada 2004/2005 em Gelsenkirchen. Três anos depois, ele continua pegando a bola dos portistas.
A atuação dos Azuis de Gelsenkirchen de modo geral foi boa. Provou que Mirko Slomka é um bom arrumador de times e que faz jogadores como Grossmüller renderem muito mais do que realmente são. As armas estão atrás. Rafinha-Krstajic-Bordon-Grossmuller fazem hoje uma defesa quase intransponível e quando esta é ultrapassada atrás existe o goleiro Neuer para salvar. Os problemas ofensivos são complicados e aí se vê também a teimosia de Slomka. O treinador barra Rakitic, o melhor meia desta equipe no momento, para deixar em cmapo Kobiashivili, geórgio que há tempos não faz bons jogos. Sem Jermaine Jones na próxima rodada, Mirko terá de abrir mão de seus preceitos e colocará Rakitic em campo ou até mesmo Zé Roberto, ex-Botafogo, que tem muito para arrebentar na Alemanha.
Estas foram as surpresas, eliminando dois times de médio porte mas que tinham mais história e melhores jogadores do que ambos. E o inverso? Mais uma vez o Real Madrid manteve a sina dos últimos quatro anos e caiu nas oitavas-de-final, o incrível foi o adversário para quem perdeu: a Roma.
O clube da capital italiana é um freguês hisórico dos merengues. Dos últimos sete jogos antes destas oitavas-de-final, quatro vitórias madridistas, dois empates e uma vitória romanista. Uma. Agora, três. O resultado de 2x1 obtido no Olimpico, para muitos, não era suficiente. Foi muito mais do que suficiente, com Casillas afobado, o ataque pouco produtivo e a Roma se aproveitando dos contra-ataques ficou fácil. Em menos de um mês o Real passou de favorito em todas as competições que disputava para preocpação total e medo até de eprder a Liga Espanhola.
Robinho, infelizmente, não concorrerá ao prêmio de melhor do mundo da FIFA este ano. Como todos sabemos a eleição dos três melhores é muito baseada sobre os jogos disputados na Champions League que se finaliza no ano da votação. Robinho ficou nas oitavas e novamente mostrou uma incapacidade de decidir nos momentos decisivos. Sumido, apagado, sem movimentação e sem buscar a bola, fico uquase impossívle de querer qualquer coisa. Se ele dizia no último ano que seria o melhor do mundo neste, terá que esperar mais um pouco. Assim como o Real esperará para voltar a vencer uma UCL.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Surpresas, Goleiros e Decepção
Postado por
João Lucas Garcia
às
23:01
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