quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Tem culpa eu?


Paulo César Carpegiani - ou Carpegiano como diria o ex-presidente da instituição que ele representava até sábado a noite - deixou o comando do Corinthians a tempo de salvar sua reputação.

A demissão veio em boa hora para as duas partes pois para os que achavam o treinador a causa dos problemas alvinegros terão mais tempo para ver o time em ação com outro técnico, só não se sabe quem; e para os que achavam que o elenco é acima do limitadíssimo poderão ver a desgraça cair nas costas exclusivamente dos jogadores.

O trabalho feito ao longo destes quase 5 meses foi praticamente o mesmo conseguido por outros treinadores nos últimos tempos, provando que apesar de todas as invenções que ele queria implantar no time titular, como Betão de lateral-esquerdo, PCC fez o que dava. Vitórias escassas, derrotas inesperadas e empates em baciada. Carpegiani fez o possível com um elenco impossível e agora o Timão terá que se virar.

Efetivar Zé Augusto é algo que está fora de cogitação pela nova diretoria e a contratação de um técnico, começando por Mário Sérgio passando por Mano Menezes e Márcio Bittencourt, são essenciais para se esperar deste Corinthians algo decente neste fim de Brasileirão - entenda por isso um não rebaixamento.

A situação alvinegra não está tão ruim quanto já esteve mas Willian faz uma falta absurda e o Cornthians precisa se reencontrar. A tabela não ajuda, vencer o Galo no Mineirão é primeiro passo obrigatório para começar a respirar na luta contra o rebaixamento.

E a um ano atrás, nesta mesma época, era anunciada a saída de Carlitos Tevez do comando de ataque corinthiano.

Que saudade!

A Morte de Um Jovem Símbolo


O falecimento de Antonio Puerta marca, negativamente, o começo de temporada européia. Sofreu problemas cardíacos dentro de campo contra o Getafe, no último sábado, e veio a falecer. A morte é muito parecida e segundo alguns dos médicos e especialistas é similar aos casos de Marc-Vivien Foe, Miklos Feher e Serginho. A realidade é que Puerta foi o começo de uma geração, um marco zero do qual ele foi um dos primeiros participantes.

Notabilizou-se pela velocidade, cruzamentos precisos e por uma perna esquerda fantástica. Jogador polivalente e muito bom. Algumas deficiências existiam, mas acima de tudo ele era um símbolo. Um jogador que jogava acima de tudo para o clube, que amava a camisa que defendia e que já tinha marcado seu nome na história onde, a partir de hoje, ficará para sempre eternizado.

Puerta marcou o gol contra o Schalke 04 que levou o Sevilla a final da Copa da Uefa há duas temporadas. Aquele gol saído aos 11 minutos do primeiro tempo da prorrogação mudou o futuro dos rojiblancos, um time até então apenas mediano. Ele teve participação ativa da ascensão meteórica que o clube teve e junto com outros como Sergio Ramos, Kepa Blanco e Jesus Navas, fazia parte da geração da Andaluzia, promissora e que poderia dar algum futuro para a Seleção espanhola.

Que descanse em paz e que o Sevilla consiga se manter firme como sempre Puerta articulava suas descidas pela esquerda.

sábado, 25 de agosto de 2007

Equilíbrio Britânico


A Premier League vem se notabilizando por disputas bipolarizadas em seus últimos anos, mas neste ano a coisa parece ter tomado um rumo um pouco diferente e um equilíbrio, ainda que inicial, é notado. A explicação para este equilíbrio está, por exemplo, na saída de Henry do Arsenal e seu conseqüente enfraquecimento, a reestruturação psicológica feita no Chelsea após (mais uma) desclassificação na Champions League, os reforços de Liverpool e Manchester United sem contar os almost bigs como Tottenham, Everton e Portsmouth, à nível de disputa neste ano. O reaparecimento de Newcastle e Manchester City, o último empurrado pelo dinheiro mal explicado do ex-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, dão um colorido um tanto quanto especial à este campeonato Inglês.

As partidas deste sábado mostraram que este equilíbrio deve continuar com mais equipes na luta pelo título. O Arsenal venceu dentro de casa com muita dificuldade o ótimo time do Manchester City, após perder pênalti e com um gol faltando apenas 10 minutos para o fim da partida. O Chelsea também passou em casa pelo Portsmouth, mas com a mesma dificuldade. As atuações apagadas do time do José Mourinho precisam ser destacadas e apesar de ser apenas o início da temporada fica clara a falta de Shevchenko neste time.

O Liverpool venceu e dos grandes é o único que vem convencendo. Voronin se achou neste time como nunca tinha se achado em lugar algum e a rotatividade promovida por Benítez está sendo muito benéfica. A surpresa do dia ficou por conta dos empates de Wigan, fora de casa contra o West Ham, e de Blackburn fora de casa contra o Everton. O Blakcburn é o único clube fora dos grandes ainda invicto - o Newcastle também está, mas joga amanhã. Amanhã tem United precisando desesperadamente de uma vitória contra outro time que quer a vitória a todo custo, o Tottenham, quem perder pode começar a ver os líderes a uma distância já considerável - o Chelsea está com 10 pontos enquanto Spurs tem 3 e Devils tem 2, ambos com um jogo a menos. Neste domingo também ocorrerá o reencontro de Viduka com o Middlesbrough na partida em Riverside contra o Newcastle.

Duvido muito que a conquista desta Premier League saia do eixo Londres-Liverpool-Manchester, mas só de ver uma reação de alguns clubes e o aumento do nível de competitividade é uma ótima notícia para os torcedores ingleses que certamente estavam cansados da oligopolização de títulos.

Olho vivo em Manchester City, Portsmouth e Everton.

Um Sortudo Competente


A carreira de Belletti como jogador pode ser considerada uma das mais sortudas de toda a história. Tirando um exemplo ou outro, o jogador que pode ser considerado um pouco acima da média, foi a uma Copa do Mundo, jogou no Barcelona e por ele fez o gol do título da Champions League há dois anos, levando a satírica comparação com Pelé - Pelétti. Esta semana confirmou-se a transferência do ex-são paulino para o Chelsea.

As razões dele ter sido contratado são claras apesar de não explicarem muito bem o porquê do nome do lateral que era reserva, quando muito, na última temporada pelo Barcelona. O sonho dos Blues era Daniel Alves mas por uma pequena questão monetária com o Sevilla, cerca de 35 milhões de euros enquanto os rojiblancos pediam 40 milhõs e o preço sempre subindo, impediram sua ida para Stanford Bridge.

A necessidade de um lateral-direito não vem desta temporada e só ter o razoável e violento Ricardo Carvalho naquela posição incomoda. O ápice do cúmulo e da porva final de que a ala direita do Chelsea não estava segura foi na última Champions League quando, por alguns jogos, improvisou-se até Essien naquela posição. Mourinho percebeu a extrema necessidade e quis Daniel Alves, lateral do Sevilla e considerado o melhor da Europa.

O Sevilla emperrou a negociação, deixou Daniel Alves chateado e quem foi para o time mais estrelar da Inglaterra foi Belletti, aproveitando as oportunidades como fez em toda sua carreira. Esperar dele a titularidade é muito, mas suas chegadas à frente, que não são raras, podem ser o principal motivo para Mourinho colocá-lo em campo enquanto sua falta de potencial para marcação podem atrapalhar o brasileiro.

Na verdade, ele quer mais o quê? Trinta e um anos, jogou na Seleção Brasileira, Barcelona e , agora, Chelsea. Contrato de dois anos e uma bela grana no seu bolso. Um jogador com histórias para contar e oportunidades a agradecer.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Acabou-se O Que Era Doce


A França viu surgir nos últimos anos uma hegemonia nunca antes vista. Na verdade, não só viu surgir uma hegemonia, como também viu a ascensão de um clube antes pequeno e que se tornou o maior daquele país: o Olympique Lyonnais, mais conhecido como Lyon. Esta ascensão é principalmente atribuída ao presidente Jean Michel-Aulas As coisas se encaixaram de tal forma que superou a antes inacreditável marca do Saint-Ettiene de cinco títulos seguidos da Ligue.1. Talvez a única queixa que o torcedor lionense possa ter é em relação às competições Européias, onde o clube decepcionou e nunca conseguiu passar das quartas-de-final na Champions League, acumulando traumáticas eliminações.

As coisas depois da conquista do sétimo título nacional consecutivo estavam claramente mudadas. O clima para seus principais jogadores e ídolos - Juninho e Coupet - estava abalado, as intrigas de vestiário passaram ao campo e as lentes das câmeras, a direção perdia o controle sobre o time da mesma forma como seu treinador não conseguia conter os nervos à flor da pele de Fred e Diarra. A solução? Reformular.

O início desta limpa ocorreu no banco de reservas para depois passar ao campo de jogo. A saída de Gerard Houllier foi acertada já que o treinador não conseguiu mostrar em um ano a união e coesão que o ex-treinador Paul Le Guen mantinha dentro de Gerland e as suas brigas com Juninho, Coupet, Govou, Wiltord e Malouda influenciaram e muito na sua demissão e para seu lugar chegou o bom Alain Pérrin. Entretanto, esta designação de “bom” para o novo treinador pode vir também com algumas ressalvas como trabalhos fraquíssimos por Olympique de Marseille e Portsmouth. A aposta em um treinador não tão acostumado com egos gigantescos poderá custar caro.

Acertada a situação no comando, foi hora de rever algumas peças para o novo treinador trabalhar. Sem clima nenhum para continuar no Lyon, Malouda, Wiltord e Diarra deixaram o clube, seguidos pelos ex-capitães Cláudio Caçapa e Tiago. A venda de Abidal por valor altíssimo talvez tenha sido o único fato bom da janela de transferências para os Gonnes. A base que tinha conquistado a França nos últimos anos tinha perdido quase todos seus representantes. As chegadas de Keita, Bodmer e Grosso animaram um pouco a torcida tanto pela qualidade dos contratados quanto pelas cifras gastas neles, mas não foram as contratações esperadas.

O título da Liga Francesa era praticamente uma certeza assegurada antes mesmo do início da temporada. A única dúvida desde que o Lyon ganhou o status de grande cube francês era a Champions League. O começo de temporada mudou esta rotina e confirmou os temores que alguns já haviam imaginado desde o mês de Maio passado.

Na estréia contra o Auxerre uma vitória tranqüila mas sem brilho.Nos dois jogos seguintes vieram as surpresas, ou melhor derrotas. Uma contra o surpreendente Toulouse, jogo que a equipe jogou bem, mas com um a menos – Kallstrom foi expulso – acabou sofrendo a derrota. A segunda, porém, foi estarrecedora e comprovou o fim da felicidade do torcedor lionense. A derrota foi desta vez para o Lorient, clube que não fez mais do que uma 14ª colocação na última Ligue.1. As más atuações dos novos contratados também preocupam, já que Grosso vem falhando bastante e Bodmer ainda não correspondeu aos €6,5 milhões investidos.

A recuperação dentro da Liga francesa ainda é possível e totalmente alcançável. Uma boa participação dentro da Liga dos Campeões, grande objetivo declarado de Aulas desde que assumiu a presidência do clube, também pode ocorrer, porém uma coisa já certa: o Lyon não é mais o mesmo.

domingo, 19 de agosto de 2007

Uma Derrota, Várias Preocupações


A temporada Européia já começou em alguns países como França, Inglaterra e Alemanha, só para citar os mais famosos e com maior número de craques. Em alguns outros países, como na Espanha, a temporada só começa semana que vem e os torneios amistosos e a disputa da Supercopa são apenas aperitivos para o que ainda está por vir na região. A preocupação do Real Madrid, porém, já deve começar.


A Supercopa da Espanha reúne o campeão Espanhol - nesta temporada o Real Madrid - e o campeão da Copa do Rei - este ano o Sevilla. Por muitos considerada sem importância nenhuma, a Supercopa pode ser vista como um termômetro que mede a condição das contratações, o entrosamento do time e o que pode-se esperar das equipes vencedoras no ano anterior na temporada que se inicia. Caso o que aconteceu nestas duas partias deste torneio se confirmem, a situação em que encontra o Real Madrid é, no mínimo, delicada.

Derrotado no primeiro jogo por 2x0, um resultado que poderia até ser considerado normal pelas condições - jogo no Ramón Sanchez Pizjuán, primeiro jogo oficial na temporada, Sevilla empolgado, etc. -deixou os Merengues com a obrigação de vencer o segundo jogo em casa e por uma boa diferença de no mínimo dois. Na segunda partida poderiam ser vistas em campo as novas contratações holandesas: Drenthe e Sneijder. A chegada dos dois era a esperança de resolver os problemas crônicos da equipe, a falta de um meia ofensivo da posição e de um jogador polivalente, peça que falta há tempos ao Real.

O começo da segunda partida, por assim dizer, foi um desastre. Dentro de 40 minutos o placara já se via em 3x1 para o time de Sevilla e sem perspectiva nenhuma de melhora para o Madrid. A equipe rojiblanca dominava e numa grande exibição de Renato e Kanouté o primeiro tempo terminou ainda com minutos para Cannavaro diminuir para os Blancos. A vantagem de 3x2 colocava o Sevilla em situação extremamente confortável pois o Real precisaria de três gols nos 45 minutos restantes e a situação tática que a equipe se contrava era deplorável.

Na base do esforço e da raça o Real chegou ao empate aos 34 minutos do segundo tempo com um gol de cabeça de Sergio Ramos após falta cobrada por Sneijder. Daí pra frente, a vida do Real foi para o inferno. A equipe atacava tresloucadamente e sem nenhuma organização. Daniel Alves que não é bobo aproveitou o espaço dado pelo lado direito e três minutos depois do empate madridista estava cruzando para Kanoute marcar o seu segundo gol no jogo e acabar com qualquer tipo de esperança que existia dentro do coração dos torcedores no Santiago Bernabéu. Para piorar um pouco mais a já terrível situação em que se encontrava o time do Real, Pepe foi expulso e Kanoute selou a goleada épica e histórica, com um gosto de que poderia ter sido mais.

A sensação que fica, e não é só pelos dois jogos mas sim por todos os torneios amistosos que o Real Madrid disputou, é a de que a equipe voltou a estaca zero e que todo trabalho feito no último ano por Capello foi por água abaixo. A questão da renovação foi feita, no banco, na diretoria e no campo. A mentalidade, porém, parece continuar a mesma de anos atrás.

Bernd Schuster e seu estilo ofensivo de treinar futebol estam tentando se encaixar ao futebol exigente que a torcida espera, o maior problema está na forma como este esquema está postado. A defesa é muito boa, Pepe e Cannavaro são grandes zagueiros, mas a insegurança que eles passam é enorme. Os laterais sobem demais e só Diarra não consegue segurar ninguém no meio-campo. Às vezes, parece que o Real joga com sete no ataque e os três segurando a barra arás, um erro um tanto quanto desnecessário. No meio, Robinho não parece capaz de armar as jogadas sozinho e Sneijder ainda está se habituando ao clima de jogar no Real, questão de tempo, mas que precisa ser resolvida rapidamente. Van Nilsterooy e Raul são das preocupações a menor que o alemão deve ter, mesmo assim são necessários cuidados, pois não são mais garotos que estão no comando de ataque do Madrid.

Se a equipe não se encontra taticamente em campo, nem um bom futebol, indivudalmente falando, foi demonstrado neste começo de temporada. Saviola continua rendendo o mesmo dos tempos de Barcelona: nada; Robinho ainda não se encontrou em Madrid; e apesar do primeiro jogo, Sneijder não fez muita coisa a não ser cruzamentos na área. Drenthe é esforçado, mas a qualidade da última temporada pelo Feynoord ainda não mostrou.

A empolgação com o título da última Liga e a reformulação feita em boa parte do elenco podem ser um problema para um equipe ainda em formação e que precisará de um certo tempo para se ajeitar. Infelizmente para Schuster, não há tempo quando se trata de Real Madrid.

sábado, 18 de agosto de 2007

Balanço - 1º Turno Brasileirão - Parte 2

Os times da parte de cima da tabela fizeram um bom campeonato e o equilíbrio pode ser visto como um ponto em comum entre - praticamente - todos os clubes este ano. Alguns destes que estão listados na parte debaixo da tabela tem todas as condições de brigar por vagas na Copa Sul-Americana, e alguns, com muita sorte, almejar a Libertadores.

Nas últimas posições, porém, a salvação é praticamente impossível e já começa a se configurar um grupo de times que irá brigar para escapar da degola. Surpreendentemente e contrariando os últimos campeonatos, o número de times grandes lá embaixo diminuiu e os chamados "pequenos" serão os alvos da segunda divisão.

Os outros 10 do campeonato:

Fluminense - Copa Sul-Americana

Destaque positivo: Thiago Neves

Destaque negativo: Carlos Alberto

Dentro do Brasileirão, a situação do Fluminense pode ser comparada a do Palmeiras. Pecou demais pela irregularidade e com um Carlos Alberto apagadíssimo dependeu demais de Thiago Neves, revelação e ótimo meia de ligação que deve se consolidar como principal jogador do Tricolor nos próximos anos. A vaga já garantida na Libertadores dá mais tranqüilidade ao clube das Laranjeiras que não deve fazer muito mais neste campeonato.

Corinthians - Copa Sul-Americana

Destaque positivo: Willian e Felipe

Destaque negativo: Rosinei

O começo do ano era mais do que preocupante e o Corinthians entrou com o pensamento para brigar para não cair. As primeiras rodadas deram uma ilusão de que o time pudesse brigar pelo título, mas logo depois, veio uma série de dez jogos sem vencer que recolocou-os na posição esperada. Com Vampeta e Willian o time voltou a vencer e a aposta é numa posição intermediária, mas a saída do meia para o Shakhtar Donetsk pode complicar as coisas para o time de Parque São Jorge. Carpegiani vem fazendo um bom trabalho e não pode ser cobrado por algo que não pode ser feito - levar o time à uma Libertadores.

Atletico-MG - Copa Sul-Americana

Destaque positivo: Danilinho

Destaque negativo: Galvão

O Atletico-MG desde o início vem mostrando ser um time para ficar no bolo intermediário. Não fez grandes exibições em casa, perdeu jogos bobos fora dela e ainda não conseguiu acertar um treinador em seu comando. Com Zetti a equipe não conseguia uma seqüência de bons resultados e com Leão a inconstância permanece. Danilinho precisa ser observado com muita atenção, jogador de grande qualidade tem um grande futuro pela frente, enquanto Tchô não joga no Galo metade do que faz pelas Seleções de base.

Figueirense - Copa-Sul Americana/Luta contra o rebaixamento

Destaque positivo: Otacílio Neto


Destaque negativo: Wilson

O Figueira vem bambeando neste campeonato e pode ser colocado na mesma condição do Atletico-MG, porém, com uma diferença: o Figueirense não tem goleiro. Wilson é muito fraco e a falha dele contra o São Paulo pela fase eliminatória da Copa Sul-Americana comprovam isso. Na frente, Otacílio Neto resolve e apesar do time catarinense ter uma boa defesa e um ótimo treinador - Mário Sérgio - a coisa começa a ficar complicada pelos lados do Orlando Scarpelli. Não deve cair, mas não deve fazer muito mais do que ficar entre 11º e 15º.

Paraná - Copa Sul-Americana/Luta contra o rebaixamento

Destaque positivo: Josiel


Destaque negativo: Egídio

Enquanto Zetti esteve no Paraná Clube tudo ia bem, quando o treinador saiu... A grande realidade é que a dependência dos gols de Josiel se tornou extrema e o fraco trabalho apresentado por Gilson Kleina ainda piora as perspectivas para o tricolor dos Pinhais. Como foi dito ao Figueirense, deve ser imposto ao Paraná: não cai, mas também não faz muita coisa.

Atletico-PR - Luta contra o rebaixamento

Destaque positivo: Alex Mineiro


Destaque negativo: Alan Bahia

A situação do Atletico Paranaense no Brasileirão é delicada. A equipe não consegue vencer em casa e quando saí do seu Estado, normalmente, perde. Antônio Lopes vem fazendo um de seus piores trabalhos em toda a história e não se sabe o porquê de ainda treinar o Furacão. O poderio ofensivo também diminuiu sensivelmente com a saída do competente Dênis Marques e da falta de gols que acometeu Alex Mineiro e o grandalhão e fraco Pedro Oldoni. Alan Bahia, um dos pilares e símbolos do clube, vem muito mal nesta temporada e o time da Baixada simplesmente não tem meio-campo. Pode salvar-se do rebaixamento, mas será por pura incompetência dos outros.

Náutico - Luta contra o rebaixamento

Destaque positivo: Acosta


Destaque negativo: Kuki
O Timbú é outro daqueles times complicados de se entender. Goleia o Corinthians fora de casa, da uma sova no Santos dentro da Vila Belmiro enquanto não consegue passar de empates e goleadas sofridas em casa. A situação é complicada e todos souberam que seria difícil uma permanência na Série A. O médio-volante argentino Acosta é um dos destaques e acabou com os três grandes de São Paulo nos jogos disputados contra estes. Kuki não é mais o mesmo e o fim parece estar próximo. A despromoção é difícil de se acreditar, mas ainda não está coroado como um dos rebaixados.

Flamengo - Copa Sul-Americana/Luta contra o rebaixamento

Destaque positivo: Renato Aug
usto

Destaque negativo: Souza

Eu sei que quando lerem esta parte falando sobre o rubro-negro carioca vão me chamar de incoerente e até de torcedor dos caras, mas não, isso não é verdade. A única verdade é que o Flamengo tem três jogos a menos que a grande maioria, que os outros times são piores que o da Gávea e que ainda existem lá dentro jogadores como Renato Augusto e Roger que podem ter algum brilho momentâneo e resolverem de forma brilhante um jogo. A saída de Ney Franco ocorreu na hora certa, mas a chegada de Joel Santana é extremamente questionável. Dá para fugir tranqüilamente do rebaixamento, mas todos precisarão jogar muito mais do que um bom futebol.

Juventude - Luta contra o rebaixamento

Destaque positivo: Marcão


Destaque negativo: Zé Rodolpho

Chegou a hora do alviverde de Caxias do Sul. A equipe é fraca e carregada somente pelo volante ex-Fluminense Marcão. Trocas excessivas de treinador, um esquema de jogo fraco e a descrença até de sua própria torcida não só credenciam como empurram o Juventude para a Segundona.

América-RN - Lutar contra o rebaixamento

Destaque positivo: Edson Borges


Destaque negativo: Frontini

A utilização da expressão "lutar contra o rebaixamento" foi um eufemismo e tanto da minha parte com o América de Natal. com dez pontos em dezenove jogos a despromoção já esta praticamente selada. Quase ninguém se salva em um time fraquíssimo aonde não existem perspectivas de melhora. O destino, a Série B.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O Melhor Lateral do Mundo


A função de lateral no futebol mundial é pouco visada mas extremamente útil. Os laterais de hoje atuam muito mais como alas, no Brasil, ou como zagueiros, na Europa. O que faz alguns deles se diferenciarem é a versatilidade com que jogam seu futebol, sabendo tanto atacar como defender.

Alguns meios de comunicação da Espanha - que não são nada confiáveis - noticiaram esta semana que o lateral brasileiro Daniel Alves, aquele mesmo que bate um bolão no Sevilla e ainda não mostrou muito na Seleção Brasileira, estaria sendo negociado com o Chelsea pelo impensável valor de € 32 milhões.

A as vezes exagerada imprensa Espanhola pode ter errado por alguns milhões, mas o que se ouve é que a proposta passou dos € 25 milhões. A pergunta que muitos brasileiros devem se fazer: será que vale tudo isso mesmo? A resposta que eu os dou: vale.

Daniel vem sendo, a duas temporadas, o principal articulador, armador e pulmão do time rojiblanco da Andaluzia. Ele é considerado na europa o melhor lateral do continete. As atuações pela Seleção ainda não refletiram o bom futebol que o jogador tem desde os tempos de Bahia e a versatilidade com que joga. Caso fosse para a Inglaterra, Mourinho teria a opção de deixá-lo como um meia direita quando quisesse atacar e um lateral defensivo para usar em contra-ataques quando quisesse defender.

A qualidade do baiano Daniel é indiscutível. O valor que o Chelsea quer pagar por ele é altíssimo para um lateral, mas a certeza de que não será um investimento em vão deve acalentar os diretores dos blues em colocar a mão no bolso para tentar tirá-lo de Sevilla.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Balanço - 1º Turno Brasileirão - Parte 1


Quando o campeonato Brasileiro de futebol começou se imaginava uma configuração bem parecida com a atual. O bom desempenho de São Paulo e Botafogo, os problemas de América-RN e Juventude para fugir do rebaixamento, um grande bolo brigando por vagas na Libertadores e clubes de tradição prto da zona da degola. Algumas supresas, porém, apareceram durante o campeonato: o ótimo desempenho de Vasco e Cruzeiro, a irregularidade Santos e Fluminense e até o grande campeonato que o Sport vem fazendo até aqui.

O que será tratado daqui para frente é o tema desta coluna que aborda o que aconteceu mas com um olho no que ainda está por vir neste esvaziado mas emocionante Brasileirão.

São Paulo - Disputa do título
Destaque positivo: Hernanes
Destaque negativo: Jadílson
O time do Morumbi foi praticamente perfeito neste primeiro turno de campeonato Brasileiro. Um começo meio atribulado, dificuldades de entrosamento, a insistência de Muricy Ramalho em alguns esquemas e jogadores e a queda na Libertadores atrapalharam um pouco o Tricolor na reta inicial, mas depois que o time se acertou não teve para ninguém. A defesa está cada vez mais forte e até Borges vem fazendo gols no ataque. A saída de Josué deve ser sentida, mas Hernanes e Richarlyson vem jogando demais. Tem tudo para ser campeão, só uma repetição dos erros das primeiras rodadas pode colocar em risco o penta são-paulino.


Botafogo - Disputa do título
Destaque positivo: André Lima

Destaque negativo: Zé Roberto
Começou como um trem bala e terminou como uma lenta maria-fumaça. O Alvinegro carioca tinha em no trio Dodô-Lúcio Flávio-Zé Roberto seu maior trunfo. O primeiro funcionou, mas um doping mal explicado "quase" acabou com as chances de Dodô na competição. Lúcio Flávio continua produzindo, mas em menor escala e Zé Roberto parou de jogar literalmente. Cuca ainda tem o time nas mãos, mas precisara de toda a força que teve no começo do primeiro turno e um pouco mais para voltar a luta concreta pela taça.

Cruzeiro - Vaga Libertadores
Destaque positivo: Guilherme

Destaque negativo: Léo Fortunato
Os mesmos problemas que o são Paulo e uma solução diferente. Um ataque extremamente potente com a promessa Guilherme no seu comando e o experiente e eficiente Roni ao seu lado. A defesa falhou muito nos primeiros jogos e Léo Fortunato provou sua mediocrdade. Fábio ainda deve muito no gol cruzeirense. Dorival Júnior mudou a cara daquela Raposa apática do campeonato Mineiro para um time muito organizado e rápido no ataque. Se continuar assim, o treinador mereceria levar o titulo de melhor do campeonato.

Vasco - Luta pelo título
Destaque positivo: Conca

Destaque negativo: Morais
Talvez mais surpreendente que o Cruzeiro de Dorival Júnior é o Vasco de Celso Roth. Conhecido pelo seu esquema retranqueiro e chato de jogo, o treinador deu aos cruzmaltinos uma esperança com a qualidade de Conca e a impressionante melhora de Rubens Júnior e Perdigão, que chegaram escorraçados de seus clubes, e são titulares absolutos neste Vasco. Romário já deixou São Januário e se Morais voltar a fazer o que fez ano passado o time de Eurico pode se considerar no caminho de, no mínimo, uma Libertadores.


Palmeiras - Vaga na Libertadores
Destaque positivo: Valdívia e Martinez
Destaque negativo: Paulo Sérgio e Leandro
O Palmeiras pecou pela inconstância. Vitórias heróicas fora de casa, como contra o Fluminense, e derrotas ridículas em casa, como contra o Sport, marcaram o primeiro turno alviverde. A esperança está em Valdívia que se não se transferir para a europa, deve brigar pela Bola de Ouro no fim do ano. O esquema de Caio Júnior é interessante e o renascimento de Martinez para o futebol precisa ser seriamente observado - principalmente por Dunga. As laterais estão uma lástima enquanto a zaga parece equilibrada. É um trabalho a longo prazo que pode dar frutos mais cedo do que o esperado

Goiás - Vaga na Libertadores
Destaque positivo: Welliton
Destaque negativo: Fabrício Carvalho
O time esmeraldino teve um começo muito bom impulsionado pelo surpreendente atacante Welliton - que já foi embora - e por um Paulo Baier que voltou a velha forma. A saída do artilheiro para o futebol russo prejudicou um poucoos planos da equipe que desde então não consegue a mesma sequencia de vitórias, mas também não é um time derrotado com facilidade.Encaixar Fabricio Carvalho neste time e fazer com que o atacante dos tempos de São Caetano volte a fazer gols será a principal tarefa de Bonamigo para o segundo turno.

Grêmio - Copa Sul-Americana
Destaque positivo: Carlos Eduardo
Destaque negativo: Tcheco
O encanto acabou. Depois de uma épica chegada até a final da Libertadores o Grêmio parece ter perdido a raça, vontade e, principalmente, o senso tático que sempre teve. Mano Menezes mexe mal, escala mal, insiste em jogadores improdutivos e enquanto isso sua cabeça começa a ser pedida no Olimpico. O elenco também não ajuda e Tcheco, Sandro Goiano e Patrício parecem ter voltado ao normal. Uma vaga na Libertadores seria um sonho praticamente para os gremistas.

Santos - Vaga na Libertadores
Destaque positivo: Kléber
Destaque negativo: Carlinhos
A priorização da Libertadores no começo do campeonato prejudicou o Santos. Essa é uma verdade inconstestável, mas um time que quer brigar pelo título não pode perder para o lanterna dentro de seu estádio. Luxemburgo joga bem dentro da Vila Belmiro mas quando saí tropeça frequentemente. A regularidade que o Santos de Luxa sempre teve este ano não existiu. A chegada de Kléber Pereira resolve os problemas no ataque e Pedrinho com kleber não deixam dúvidas no meio-campo, mas a defesa anda insegura e Fábio Costa parecenão ser mais o mesmo.
A Libertadores seria muito para o Peixe.

Internacional - Copa Sul-Americana
Destaque positivo: Adriano
Destaque negativo: Fernandão
O Inter sem Abel Braga não existiu. Alexandre Gallo bem que tentou mas foi incapaz de fazer o Internacional de Porto Alegre um time coeso e com bom toque de bola. A volta de Abel deve melhorar o astral e é muito bom que ele melhore. Graças a Pinga e Adriano o time não está pior. Fernandão e Edinho, dois símbolos do clube, precisam de recuperação rápida e só o que falta é uma sequencia de vitórias. Dá para buscar uma Libertadores, mas é difícil.

Sport - Copa Sul-Americana
Destaque positivo: Carlinhos Bala
Destaque negativo: Giba (ex-treinador)
A supresa das supresas do Brasileirão. O Leão da Ilha começou como um candidato ao rebaixamento e termina o primeiro turno como aspirante a competição Sul-Americana. Isso muito se deve à carlinhos Bala e Fumagalli. Um faz os gols o outro passava para os gols. Geninho deu um jeito no time e ele cresceu após a demissão de Giba. A defesa vem muito bem também e o fator Ilha do Retiro é cada vez mais sentido por quem vai jogar lá dentro. Uma Copa Sul-Americana coroaria o ano do Leão.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Diamantes Mal Lapidados



Há três anos atrás, numa fase de entre safra no futebol brasileiro, "surgia", e muito bem, um tal de Fred. As aspas na palavra surgia ocorrem devido que seis meses antes dele explodir no Cruzeiro como grande goleador daquele ano, ele aprontou das suas e fez o gol mais rápido da história do futebol na Copa São Paulo de Juniores com o América-MG. A partir dali, Fred brotou para o mundo.

A transferência para o Lyon parecia ter amadurecido sua cabeça e confirmado seus status de jogador extremamente eficiente e matador, um literal camisa 9. Conseguiu fazer seus gols, mas não virou ídolo absoluto da torcida, apesar de sua condição de titularidade total. Depois de dois anos na equipe lionense, ele quer sair. Brigou com o presidente, com o ex-treinador, com companheiros de grupo e disse que não está se sentindo bem dentro de Gerland apesar da fácil adaptação ao país.

Tudo começou no último ano quando chegou atrasado a um treino e irritou tanto Jean-Michel Aulas, presidente do Lyon, quanto Gerard Houllier, treinador à época. A coisa se agravou de tal modo após a Copa América quando o brasileiro demorou muito a se reapresentar ao Lyon.

Fred não tem mais o que fazer lá depois das declarações dadas nesta terça-feira que vão desde de: "Não me sinto respeitado nem valorizado aqui" até "sinto que meu ciclo no Lyon chegou ao fim"

A conclusão simples que se faz é a de que Fred pode estar jogando no lixo uma carreira muito mais do que promissora. Provável sucessor de Ronaldo no ataque da Seleção Brasileira o mineiro tem qualidade para chegar lá, mas precisa esfriar a cabeça e pensar em suas decisões.

O grande exemplo disso está na Itália, mais precisamente, hoje, em Gênova. Antonio Cassano é um Fred à italiana. foi para o Real e os famosíssimos "problemas de relacionamento" tiraram ele do time. A temporada 2007/2008 jogará pela mediana equipe da Sampdoria.

domingo, 12 de agosto de 2007

Zebras


Aquele animalzinho simpático, branco com listras pretas - ou seria preto com listras brancas? - de voz irritante se popularizou como símbolo de algum resultado inesperado ao ser a "apresentadora" da loteria esportiva no programa das noites de domingo, o Fantástico. Com o começo da temporada Européia, ela correu solto por alguns cantos do mundo neste fim de semana, mas vamos falar especialmente das cidades de Manchester e Dortmund.

A primeira surpresa no mundo futebolístico veio de Old Trafford. Jogando em casa, com o estádio abarrotado, a estréia de Nani (principal contratação junto com o brasileiro Anderson) e o atual título de campeão inglês, o Manchester não conseguiu passar pelo recém promovido Reading. Isso mesmo, Reading.

Os Devils fizeram uma pressão inicial muito forte e o jogo parecia fácil, uma goleada talvez. Porém com o tempo passando e sem gols a equipe começou a ficar nervosa e desconcentrada. Com Evra e Giggs fora de posição e Paul Scholes num péssimo dia, o United não se acertava dentro de campo e o Reading começou a ameaçar. O pior veio aos 37 minutos do 1º tempo quando, em um choque acidental com Duberry, Rooney fraturou o osso do pé. Ficou em campo até o fim dos primeiros 45 minutos, mas no intervalo foi substituído pelo estreante Nani. A suspeita é de que Wayne fique até 3 meses parado, uma perda e tanto para o Manchester.

No segundo tempo a coisa melhorou um pouco e os Vermelhos voltaram a atacar constantemente, mas uma atuação sublime do goleiro americano Hahnemann e uma aplicação defensiva impressionante dos homens de Steve Coppell impediram o United de vencer em casa. A estranheza se agrava pelo fato do Reading ter jogado mais de 20 minutos com um jogador a menos. Kitson, antes de tocar na bola, e dois minutos após sua entrada, levou o cartão vermelho por falta duríssima em Evra. Outro fato curioso foi a substituição de Silvestre por O'Shea, sendo que o irlândes que é um jogador multiuso - pode jogar de lateral esquerdo, zagueiro e volante - se postou como um verdadeiro centroavante. Erro de Ferguson. Sorte do Reading que arrancou um empate que em qualquer outra rodada seria impensável.

A segunda, e grande, zebra do dia veio do Signal Iduna Park em Dortmund. No SIP, ou antigo Westfalenstadion para os puritanos como eu, viu uma derrota do time com a torcida mais fanática da Alemanha perder para o Duisburg que foi apenas 3º colocado na Bundesliga.2 no ano passado.

A derrota do Borussia Dortmund revela ainda mais a fragilidade e os cuidados que serão necessários para que o time não volte a passar o sufoco do ano anterior quando quase caiu. O Duisburg foi superior desde o começo, dominou o 1º tempo e logo aos 8 minutos abriu o placar com Ishiaku. Thomas Doll, treinador do BVB, teve que abrir o time e tirou Tinga o único "cérebro' do time para colocar Buckley no ataque. Ele bem que tentou, mas logo aos 15 minutos fez pênalti que Tiffert que Tararache converteu. A coisa já estava perdida e piorou 4 minutos depois com o segundo de Ishiaku e o terceiro das Zebras, apelido do Duisburg.

A torcida do Dormund já andava as turras com Doll que no último ano salvou o time do rebaixamento, mas fez uma campanha das mais irregulares da história dos Schwarzgelben. No fim do jogo, Kringe diminuiu mas não evitou a decepção total dos mais de 78 mil torcedores que estiveram presentes no Westfalenstadion.

Existe, porém, uma grande diferença entre as zebras ocorridas nesta primeira rodada Européia. Enquanto sabe-se que o Manchester se recuperará e brigará pelo título Inglês até o fim, não se faz a mínima idéia como vai reagir este time fraco e sem motivação do Dortmund.

sábado, 11 de agosto de 2007

Inversão de Valores


Ja ouviu falar de Craig Gordon? Não? Eu também pouco conhecia o goleiro que jogou a última temporada pelo Hearts da Escócia e joga na Seleção Escocesa.

Ele foi contratado por um clube do futebol inglês, nada muito grande e pretensioso, o Sunderland. O que impressiona foram as cifras gastas no escocês Gordon: € 13,25 milhões! A quantia é até pequena se comparada com a de outros jogadores, mas foi o valor mais alto pago por um goleiro em toda a história da Premier League. Maior até do que Barthez, em 2000, quando foi para o Manchester Utd.

Difícil explicar, fácil entender. O mercado Mundial de jogadores está passando por um processo amedrontador de uma possível "bolha". A supervalorização de jogadores medianos e preços cada vez mais altos por peças que nem valem tanto a pena. Isso se deve, principalmente, a chegada de investidores excêntricos, do tipo de Abrahmovic no Chelsea e o estranhíssimo islandês Eggert Magnusson no West Ham.

Fica cada dia mais difícil entender o futebol. Patriotismos a parte, se Craig Gordon vale 13 milhões de euros quanto valem Diego Cavalieri, Bruno, Felipe e outros?

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Experientes Maestros



Um já tinha jogado futebol em grandes clubes do Brasil, tinha dado cambalhotas no palácio do Planalto e vinha numa decante beirando a quase aposentadoria. O outro estava em um clube relativamente pequeno, mas fazendo sucesso e mesmo com a alta idade ainda era o regente do meio-campo catarinense.

Vampeta e Edmundo tem algumas coisas em comum. A identificação com dois clubes enormes. A capacidade de cativar o torcedor e falarem bastante. Quando era preciso jogar bola, jogavam; quando era preciso provocar, provocavam. Duas lendas folclóricas de um futebol carente delas nos dias de hoje, mas que há 8/9 anos existiam em montes. Um provocador, o outro bad boy.

A volta dos dois a ativa aconteceu em tempos diferentes, mas uma coisa é inegável: os caras têm talento. Edmundo retornou ao Palmeiras depois de um tempo no Figueirense e mesmo sabendo que não seria o mesmo de tempos áureos, foi aceitar o desafio no alvi-verde. A performance foi até boa e cada dia mais que passa parece fazer uma dobradinha de alto nível com Valdívia.

O Corinthians precisava de um cara para organizar o meio-campo, tranquilizar a defesa e armar o ataque. O velho Vamp voltou e, apesar de ser cedo para tirar conclusões, em um jogo fez o Timão vencer, fato que não acontecia há dez jogos.

A capacidade que estes dois jogadores têm é impressionante. A liderança, o espírito coletivo e sobretudo, a forma como dominam e chamam para si não só toda a responsabilidade como o time inteiro. São dignos de craques. Craques às avessas, mas mesmo assim diferenciados.

domingo, 5 de agosto de 2007

C'est la France!

O primeiro campeonato europeu de grande expressão começou neste sábado. A Ligue.1 começou sem Ribéry e Malouda, que vinham se tornando os principais jogadores franceses deste campeonato, mas com a chegada definitiva de Djibril Cissé à um Olympique de Marseille que quer voltar aos bons tempos dos anos 90, quando chegou a vencer uma Champions League, depois caçada.


A maior pergunta que começa a ser feita neste Agosto é: a hegemonia do Lyon será mantida? Após um ano desastroso no cenário internacional e a repetição do sucesso no âmbito nacional, até pela falta de adversários constantes e de qualidade, os lionenses começam um trabalho totalmente novo. Sem seu capitão, Claudio Caçapa, e alguns jogadores importantes - Tiago, Malouda e Abidal - Les Gonnes começam a temporada como favoritos absolutos à tudo, mas de uma forma diferente. Após os atritos públicos de Coupet e Juninho, dois símbolos do clube, com o então treinador Gerard Houllier a diretoria tomou algumas medidas. A saída de Houllier, a chegada do bom Alan Perrin e a contratação de jogadores mais modestos para 2007/2008 foram algumas das mudanças. A única ambição é, enfim, triunfar na Europa, objetivo claro de Jean-Michel Aulas, presidente do Lyon.

Enquanto o Lyon tenta contornar uma crise que explodiu na última temporada, o Marselha se vê em total alegria com a sua torcida que é considerada a mais fanática de toda França. Após uma campanha boa na última temporada que levou o Olympique de volta a Liga dos Campeões a meta é tentar acabar com a hegemonia do Lyon. Para essa missão chegaram jogadores do nível de Zenden, Givet e Ziani. Ainda parece pouco perto do poderio lionense e da perda de Franck Ribery, mas para quem tem Samir Nasri, o novo - e mais um- Zidane e um plano de longo prazo, é aceitável.

A surpresa da última temporada foi o Toulouse e a complicadíssima armadilha que o destino armou para os Violetas na eliminatória para a Champions League, enfrentam o atual vice-campeão Liverpool, deve mantê-los apenas focados na Ligue.1 Repetir o sucesso do último ano seria o ideal.

Bordeaux, Monaco e Saint-Ettiene querem voltar a brigar, no mínimo, por vagas na Europa. Após um meio de temporada desastroso e um fim esperançoso, o Monaco trouxe dois jogadores bons, Pino e Berthod, mas perdeu o pilar defensivo Givet e o volante Yaya Toure que vinha sendo o termômetro do time em campo, mas o mais importante foi à chegada do brasileiro Ricardo Gomes, que lá, diferentemente daqui, é considerado bom técnico. No Bordeaux chegou o ex-jogador da Seleção Francesa e grande zagueiro Laurent Blanc para comandar um time que sempre chega até o fim bem, mas nunca consegue nada. Sem Laslandes, Dalmat e, principalmente, Faubert, Les Girondins tentaram se virar com o instável Bellion para o ataque e o imprevisível Alou Diarra. Les Vertes vem sem muitas mudanças e com Ilan na frente. O ex-Atlético Paranaense é ídolo na França, só faltam os resultados expressivos.

Lens, Lille, Rennes e Auxerre estão todos em um barco de profunda dúvida para a temporada. É possível que consigam desde classificações para a Champions League até uma remota luta contra o rebaixamento.

Caen e Le Mans podem aparecer como boas surpresas. O primeiro tem a experiência de alguns jogadores e Gouffran, que é craque. O segundo tem um elenco muito bom e um Grafite com Romaric, uma dupla muito eficiente.

No grupo de não vai nem fica se encaixam Strasbourg, Sochaux e Paris-Saint Germain. O Racing Estrasburgo subiu na última temporada, mas o nome parece que o segurará na 1ªLiga. O Sochaux há anos vem naquele meio de tabela e com a saída de Pérrin e Ziani a coisa deve piorar um pouco, mas não o suficiente para rebaixá-los. Para o PSG a situação é diferente. Lutou até o fim no ano passado para não cair, mas Paul Le Guen, o mesmo de alguns títulos franceses do Lyon, acertou o time e tem em uma base cheia de jovens um projeto a longo prazo. Não se pode, ainda, comparar com o OL, mas os frutos poderão vir daqui a uns anos.

O grupo de clubes que correm risco de rebaixamento não é pequeno. Valenciennes, Nice, Lorient, Nancy e Metz são os principais candidatos. Todos têm deficiências sérias, como a dependência extrema do Valenciennes por Audel e Savidan, a inexperiência do Nancy e a fragilidade ofensiva do Nice. Essa lista de times deve mudar durante o campeonato, mas neste momento são estes os concorrentes a tal vaga inglória.

Os resultados da 1ªrodada contrariam algumas dessas "previsões":
Strasbourg 0x0 Olympique de Marselha
Bordeaux 1x0 Lens
Caen 1x0 Nice
Lille 0x0 Lorient
Monaco 1x1 Saint-Etienne
Paris Saint-Germain 0x0 Sochaux
Rennes 0x2 Nancy
Valenciennes 3x1 Toulouse
Le Mans 1x0 Metz
Lyon 2x0 Auxerre
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Dizer que o Lyon vai cair, que o Marselha voltará a ser grande e que o Valenciennes vá sobreviver é precipitado, mas que algumas mudanças na terra de Napoleão seriam bons. Principalmente para a permanência maior de craques em um campeonato, até certo ponto, tão carente deles.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Pato à la Rossonera


Quando Alexandre começou a surgir para o futebol no fim do ano passado, já se percebia que se tratatava de um jogador magnífico, muito acima da média, com qualidades que há tempos não se via por aqui. No seu primeiro jogo, acabou com o Palmeiras dentro do Palestra Itália e com apenas 4 jogos na carreira profissional, era campeão Mundial.

Uma passagem boa pela seleção Brasileira no torneio que dava vaga para as Olímpiadas e a atenção do futebol Europeu ja começa a despertar sobre o garoto de apenas 17 anos, um fato recorrente em dias de vacas magras no Brasil, em que jogadores com habilidades acima da média saem para cantos obscuros do mundo que vão do Vietnã a Bielorússia.

O Internacional foi paciente, preferiu não vender o jovem Pato para o Leste Europeu, fez um novo contrato, colocou uma multa recisória relativamente alta - 20 milhões de euros - e esperou uma proposta realmente boa para os dois. Ela chegou e veio de um centro muito melhor do que a Ásia ou os países que compunham a ex-URSS.

Os 20 milhões de euros que determinavam o valor máximo que deveria ser pago ao jogador e caso fosse pago ele estaria liberado para atuar no clube que o comprasse. O Milan, nesta quinta-feira, chegou com os 20 milhões para o Inter e Pato se foi, alçou vôos para a Europa para jogar num dos maiores clubes do Mundo. Realizará o sonho de jogar ao lado de Ronaldo, Kaká, Seedorf e Maldini, mas deixou o Beira-Rio dando declarações de amor ao torcedor e ao clube colorado: "Eu amo o Inter. Foi o clube que, desde meus 11 anos, sempre me apoiou. Sempre venho ao Beira-Rio ver os treinos debaixo de chuva, venho apoiar a equipe. Em todos os jogos, uma torcida maravilhosa vinha ao estádio"

A frase ressalta bem os pensamentos de um menino apaixonado que teve que preferir o lado profissional ao pessoal. Alexandre Pato deve, muito em breve, ser um dos maiores atacantes do futebol Mundial. Ainda não poderá jogar em San Siro pois não ter completado 18 anos (faz aniversário em 2 de setembro) e só deve jogar pelo Calcio em Janeiro.

Sorte para Pato que se assemelha muito ao seu futuro companheiro de clube, Ronaldo, em vários pontos, como a facilidade que tem para conduzir a bola enquanto corre. Sorte para o Milan que fez uma das melhores contratações desta janela de transferências do verão Europeu, terá quatro atacantes dos melhores da Europa e aposta no futuro - e em brasileiros - com uma facilidade e coragem notaveis. Sorte para o Internacional que terá de sobreviver sem Pato, mas com uma bela engordada em sua conta bancária.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Ciao Azzurra - Parte 2



Há cerca de duas semanas era comentada aqui a decisão do capitão da Roma, Francesco Totti, de deixar a Seleção Italiana. Quarta-feira, dia 1º de Agosto, outro ícone de uma geração deixa a Azzurra: Alessandro Nesta.

Essa turma toda, vice-campeã da Eurocopa em 2000 e com alguns participantes da conquista da Copa do Mundo no ano passado parece estar parando. Totti foi o primeiro, Nesta veio depois e quem mais pode deixar a Itália? Camoranesi? Buffon? Materazzi? Del Piero? Inzaghi? Zambrotta?

Estes não estão, aparentemente, com o pensamento fora da Azzurra e desejam jogar as eliminatórias e até a Copa de 2010, desejo compartilhado por Totti e Nesta também. Mas o surgimento de bons jogadores, promessas para a seleção tem que ser observada com cuidado. Giuseppe Rossi, Alberto Aquilani, Fabio Quagliarella e Rosina são alguns dos bons nomes que vem surgindo nos últimos anos pela Bota à fora.

O treinador Roberto Donadoni deverá apostar em alguns destes nas eliminatórias para Euro-08 e para a Copa-2010. Um processo lento e delicado que deve ser feito com o maior cuidado possível para evitar desastres para a Itália.

Agora, uma nova geração está nascendo, mas os nomes da conquista de 2006 não serão esquecidos tão facilmente. Quem sabe, Totti, Nesta e mais alguns, não façam sua despedida numa digna e honrosa Copa do Mundo.

Estranho, Inexplicável, mas Delicioso


O futebol é um esporte delicioso de se acompanhar! Essa frase é a mais verdadeira possível porque ela proporciona para nós, torcedores, admiradores, aspirantes a jornalistas ou apenas pessoas comuns que nutrem uma paixão por um clube sem receber nada em troca, momentos de alegria, tristeza, mas principalmente reflexão. E principalmente por não ser uma ciência exata, o futebol nos faz gostar, admirar e torcer, mas não necessariamente nessa ordem.

Algumas das coisas das quais não conseguimos entender é como um time como o Santos, comandado pelo melhor treinador do Brasil, com um elenco com nomes do calibre de Fábio Costa, Kléber e o recém chegado Kléber Pereira, pode perder para o lanterna da competição, dentro de seu próprio estádio e quatro dias depois vencer um time embalado, vindo de dois bons resultados, com treinador novo, fora de casa.

Os torcedores mais exaltados pediram a cabeça de Luxemburgo, dizendo que o treinador não tinha mais aspirações dentro do clube estava desmotivado. O puxão de orelha recebido pelos jogadores logo após o jogo contrariou toda esta tese e o resultado apareceu nesta quarta-feira contra o Atletico-MG de Emerson Leão que mantém uma rixa nada saudável contra Wanderley.A contratação de Kleber Pereira parece ter, enfim, solucionado um problema mais do que crônico do ataque santista. Com a boa média de quase 1 gol por jogo (4 gols em 5 jogos) ele se firma na posição de titular absoluto e proporciona ao torcedor do peixe a possibilidade de ainda sonhar.

Por outro lado, um clube que vem em ascensão total, vindo de duas vitórias consecutivas, a confiança em alta, treinador elogiado e jogadores cada vez mais entrosados, perde em casa para um time que está na zona intermediária, que na última rodada sofreu uma goleada em casa, e com dois jogadores a menos vence fora de seus domínios. Este foi o caso de Palmeiras x Sport.

Como dizia no próprio site do Palmeiras após o jogo: "Derrota sem explicação". Não havia nenhuma explicação lógica e sã que poderia "satisfazer" ou ao menos dar algum alento ao torcedor alviverde. Esta derrota mina todas aquelas qualidades citadas acima e o clima pode esquentar um pouco pelos lados do Parque Antárctica nos próximos dias. Caio Júnior parece ter usado todas suas fichas, mas Edmundo tem seu retorno clamado pela torcida.

Com dois jogos complicados nas próximas rodadas - Fluminense no Maracanã e Internacional em São Paulo - o Palmeiras corre o sério risco de sair do bloco superior da tabela e voltar apenas à briga pela Copa Sul-Americana.

Esse vai-e-vem no campeonato, essas derrotas e vitórias inexplicáveis, tudo isso faz parte do só uma coisa, que por mais que esteja dia após dia mais fraca, cada dia mais diferente e cada dia perdendo mais a sua essência pueril, mas que mantém na dúvida e na possibilidade concreta do mais fraco vencer o mais forte o gosto pelo esporte mais delicioso de todos: esse inexplicável, mas apaixonante, futebol.

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Eu gostaria de dedicar este texto à algumas pessoas como Gabriella Florner, Henrique Shoiti, Lucas Alves, Ariane Mayumi, Eduardo Viveiros, Marçal, Roberto Sanches Garcia e Wilson Cerqueira que me fizeram acreditar em um sonho e correr atrás dele para concretizá-lo.

A todos vocês, meu muito obrigado!