quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Árbitros, Auxiliares e Vergonha


A data era 23 de Setembro do ano de 2005 e a revista Veja em sua reportagem de capa revelava uma suspeita que podia até se passar pela cabeça de alguns brasileiros, mas não na magnitude em que foi dita naquela matéria. A acusação que a revista fazia era de que havia um esquema de compra juízes para a alteração de resultados visando o lucro de apostadores.

O árbitro que alterava resultados foi expulso de sua profissão, mas não foi preso. Alguns dos apostadores foram presos, os jogos realizados novamente e o Corinthians foi campeão naquele ano, com contestações de muitos, das quais eu não concordo.

O futebol brasileiro teve praticamente duas temporadas desde então, mas parece que o efeito que este escândalo teve só fez piorar o nível da arbitragem nacional. Os juízes de futebol neste país são fracos. Muito fracos. Erram para os dois lados, "favorecem" um time diferente a cada rodada, apesar de uns serem mais ajudados que outros até por sua força política, alguns sofrem de síndrome de superioridade e não conseguem se controlar frente aos jogadores. O que me preocupa mais é a falta de opções para o futuro.

Antigamente aparecia pelo menos um bom árbitro por campeonato e mesmo com outros errando periodicamente, sabia-se que não teríamos muito o que se preocupar na maioria dos jogos. Hoje, já existem treinadores que pedem a seus jogadores para pensar que o jogo começa com dois gols a mais para o adversário, já sabendo das dificuldades que encontrarão.

As reclamações de Palmeiras, Botafogo, Fluminense, entre outros são verdadeiras mas não válidas. Os danos que eles sofreram, todos, ou praticamente todos, sofreram neste Brasileirão. A partir daí, não existe espaço para contestações, pode-se tentar, mas dificilmente deve-se conseguir algo.

Impedimentos ridículos, pênaltis que não são mandados voltar, gol anulados, dois cartões amarelos à um jogador num mesmo jogo e não ocorrer a expulsão, carrinhos permitidos e toques de mão alheios de punição. Existem regras, mas onde estão os competentes que deveriam cumprí-las?

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