quarta-feira, 12 de março de 2008

Il Fim Mancini


O que não faz uma derrota. A Internazionale vinha em uma campanha sublime nesta temporada. Apenas uma derrota no Calcio e na Liga dos Campeões vinha jogando pro gasto, vencendo e passando para as oitavas-de-final. Foi só pegar o Liverpool pela frente, sofrer uma derrota para o Napoli para começarem a surgir os boatos de que as crises no elenco eram insuportáveis e que o relaiconamento Mancini-Figo nunca estivera pior. Depois da eliminação nesta terça-feira, a confirmação disto tudo veio à tona.

Apesar de nenhum dos envolvidos na confusão confirmar, todos sabem que Mancini e Luís Figo tiveram um sério desentendimento durante o jogo contra o Liverpool. O português não aceita a condição de reserva e Mancini não o considera útil para seu elenco. No jogo de ontem, poderia até ser diferente, já que Vieira e Stankovic estavam jogando muito mal, mas o técnico interista
por birra, por desgosto, mas com certeza não por opção técnica, optou por deixar Figo no banco. O desentendimento, segundo a imprensa italiana, ocorreu durante todo o segundo tempo, com discussões sérias.

Após o jogo, Mancini disse: "Estes são os meus dois últimos meses na Inter." Segundo o próprio Mancini em entrevista coletiva pós-jogo, esta já era uma decisão tomada há tempo e o elenco já tinha sido avisado sobre isso. Além, ainda disse que não voltará a treinar outro time na Itália em um período próximo.

Demissão e últimos dois títulos italianos à parte, à Mancini falta umas das coisas mais importantes para qualquer treinador top class: controle emocional. Nunca mostrou ter o time da Internazionale em suas mãos, tanto que nesses dois últimos anos de títulos - sem concorrentes a altura na Itália - a Inter chegou a escorregar em pequenos momentos. No âmbito continenal nunca esteve perto de chegar ao título da Champions League. Foi eliminada por Valencia, Villarreal e, agora, Liverpool. Falta cabeça a Mancini e aos clubes que ele treina. É o famoso rei das Copas, conquistando já 6, com 4 clubes diferentes. Os scudetti, por mais que tendam a contrariar a minha opinião com fatos, números e nomes, não foram de total mérito da Internazionale mas sim da falta de adversários que pudessem combater com a mesma força o time nerazurri. Este ano, com todos os grandes clubes na Série A, mesmo sem boas condições, comparadas com a Inter, o clube de Mancini vem tomando um sufoco para abrir vantagens monstruosas na liderança. Agora, só resta o campeonato Italiano para o clube de Appiano Gentile.

Saindo Mancini a especulação principa (e óbvia) é Mourinho. A direção interista já disse que é a primeira opção de sua lista. O treinador nunca negou a vontade de ter em suas mãos um elenco competitivo onde ele pudesse contratar sem a interferência de uma direção mais preocupada com marketing e lucros do que qualquer outra coisa. Caso vá para Milão não será muito diferente. A pressão por uma Champions League faz o presidente Massimo Moratti cometer loucuras na hora de contratar. Talvez por isso o nome mais indicado não seja Mourinho. Uma Champions League no currículo. Com o Porto, há 4 anos. Só. Ganhou muito no Chelsea, mas não o objetivo.

Se a Inter quer ganhar a UCL chame Benítez. O espanhol vem se especializando em ir bem na competição continental e no currículo já tem duas Copas Européias e
dois títulos no âmbito nacional. A diferença para Mourinho está na forma de pensar. Por um lado não faz exigências de mídia e não quer ser o centro da atenção sempre por outro quer os jogadores que indica e caso não venham ele pede para sair ou arranja briga com os diretores, presidentes e quem mais que seja responsável pelas transferências. Já foi assim duas vezes. No Valencia e no Liverpool. Pela forma como seu relacionamento está deteriorado em Anfiel Road, não deve ser muito trabalhoso tirar Rafa da Inglaterra. Dois únicos laço que podem mantê-lo lá são, a torcida red e a ânsia da mesma por um título inglês. Excetuando-se isso, não havia melhor momento para uma proposta chegar às mãos do espanhol.

Mancini não conseguiu levar a Inter no ano de seu centenário ao título que não chega há mais de 40 anos. Isto prova que o time tão conclamado como o melhor da Europa nos útlimos anos só terá uma prova real da sua força ano que vem. E sem Roberto Mancini.

Um comentário:

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