terça-feira, 7 de agosto de 2007

Experientes Maestros



Um já tinha jogado futebol em grandes clubes do Brasil, tinha dado cambalhotas no palácio do Planalto e vinha numa decante beirando a quase aposentadoria. O outro estava em um clube relativamente pequeno, mas fazendo sucesso e mesmo com a alta idade ainda era o regente do meio-campo catarinense.

Vampeta e Edmundo tem algumas coisas em comum. A identificação com dois clubes enormes. A capacidade de cativar o torcedor e falarem bastante. Quando era preciso jogar bola, jogavam; quando era preciso provocar, provocavam. Duas lendas folclóricas de um futebol carente delas nos dias de hoje, mas que há 8/9 anos existiam em montes. Um provocador, o outro bad boy.

A volta dos dois a ativa aconteceu em tempos diferentes, mas uma coisa é inegável: os caras têm talento. Edmundo retornou ao Palmeiras depois de um tempo no Figueirense e mesmo sabendo que não seria o mesmo de tempos áureos, foi aceitar o desafio no alvi-verde. A performance foi até boa e cada dia mais que passa parece fazer uma dobradinha de alto nível com Valdívia.

O Corinthians precisava de um cara para organizar o meio-campo, tranquilizar a defesa e armar o ataque. O velho Vamp voltou e, apesar de ser cedo para tirar conclusões, em um jogo fez o Timão vencer, fato que não acontecia há dez jogos.

A capacidade que estes dois jogadores têm é impressionante. A liderança, o espírito coletivo e sobretudo, a forma como dominam e chamam para si não só toda a responsabilidade como o time inteiro. São dignos de craques. Craques às avessas, mas mesmo assim diferenciados.

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