sábado, 29 de dezembro de 2007

Luto Sequencial


Voltando de umas férias semi-planejadas e com pouco de concreto para comentar do futebol de verdade, não estou falando de inúmeras especulações, podemos destacar este sábado de futebol na Grã-Bretanha. Um sábado de muitos gols, de Manchester United perdendo de virada fora de casa, de Chelsea vencendo com gol impedido, de Berbatov fazendo quatro gols para o Tottenham num jogo com dez gols e o Arsenal goleando o até então surpreendente Everton. Mas o que chocou, mais uma vez, foi a morte de um jogador em campo. Não literalmente em campo, já que foi retirado ainda com vida do

Phil O'Donnell faleceu em campo na partida de seu time, o Motherweel contra o Dundee United pelo Campeonato Escocês. A morte assusta mas nada é feito. A realidade é que não há o que ser feito. O treinador do Motherweel, Mark McGhee, afirmou que o jogador não sofria de problema nenhum e que em nenhum dos exames algo foi constatado. e não estamos falando do sub-mundo do futebol africano ou asiático, muito menos as divisões inferiores do futebol brasileiro mas sim de um campeonato de médio porte na Europa. A morte leva da mesma forma que a vida trás, sem nenhuma forma de aviso prévio. Ainda, na vida, existem nove meses para se preparar, a morte pode vir repentina e assolar um país inteiro com imagens de puro desespero.

Um desfibrilador resolveria? Uma ambulância em campo salvaria a vida de O'Donnell? Ninguém sabe, é impossível saber. Depois da perda de Puerta, em que o jogador saiu andando de campo após cair desacordado em uma das cenas mais chocantes que já vi em um campo de futebol é impossível prever qual seriam os resultados caso estes meios de salvar vidas, em condições normais, estivessem disponíveis.

A obrigatoriedade deles em campo nem sempre é cumprida, mas eles quase nunca salvam vidas quando estão lá presentes. é melhor pecar pelo excesso do que pela falta, mas estes aparelhos não vem sendo suficientes para poupar jogadores da morte.

Não importa mais quantas mortes ocorrerão. Não importa se ela ocorrerá aqui, no Sri Lanka, no Butão, na Ruanda ou em qualquer local distante ou 'seguro' desse mundo, cada dia mais fica a certeza que é possível prevenir mas é quase impossível impedir a mortes dentro de um estádio de futebol.

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei muito desse post e seu blog é muito interessante, vou passar por aqui sempre =) Depois dá uma passada lá no meu site, que é sobre o CresceNet, espero que goste. O endereço dele é http://www.provedorcrescenet.com . Um abraço.

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