terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Euro-2008 - Sorteio dos Grupos


Os sorteios para a Eurocopa de 2008 ocorreram na semana passada, mas por falta detempo não consegui comentá-los. A realidade é que configurou-se quatro grupos, sendo que em dois há barbadas - Alemanha e Portugal - enquanto o maior e, talvez melhor, grupo da morte já visto em uma Euro poderá se ver na Suíça-Áustria 2008.

No Grupo A está a anfitriã Suíça, a renovada seleção da República Tcheca, os ofensivos turcos e a seleção portuguesa de Felipão. A sorte de Felipão ter caído em um grupo relativamente fácil colocará a prova, porém, se a superioridade portuguesa é mesmo a que todos dizem ou se Ronaldo, Quaresma, Hugo Almeida e cia. terão que suar muito para chegar ao nível de seus antecessores que levaram a equipe a uma semifinal de Copa do Mundo e uma final de Eurocopa. A suíça tem uma defesa fortíssima tanto que foi eliminada da última Copa do Mundo sem sofrer sequer um gol, o problema está na atual fase de Senderos, Müller e Djorou que comprometeram em seus últimos jogos por seus respectivos clubes, a carência de um atacante que não seja Alexander Frei lá na frente pode prejudicar a aposta de Kobi Kuhn em avançar a outra fase. A República Tcheca se recuperou da aposentadoria de Nedved da Seleção e com um time muito jovem tem tudo para estragar a festa Suíça no grupo. Plasil voltou a jogar bem e Rosicky ainda é um maestro. O ataque, assim como o dos suíços, não é lá grande coisa já que Baros e Koller estão longe de seus grandes dias. A Turquia aparece como opção e uma zebra mesmo que
o grupo seja equilibrado. Os irmãos Altintop, Hakan Sukur e Nihat são os grandes nomes ofensivos já que atrás, exceto pelo goleiro Rustu Reçber, não existe grande qualidade.

A mesma situação de barbada se repete no grupo B. Com uma Seleção que hoje pode ser considerada a melhor do continente europeu, os Alemães tem uma possibilidade única de ultrapassar a primeira fase da Euro sem preocupações, coisa que não fez nas duas últimas edições. O equilíbrio dos germânicos é algo destacável e a posição de
destaque não se dá pela presença de inúmeros craques mas pela força do conjunto que conta com bons jogadores em todos os setores. Croácia e Polônia fazem o duelo pela segunda vaga. Os croatas são outros que parecem ter se reencontrado pós-Copa e com a experiência de jogadores como Kovac e Simic e a juventude atrelada a ótimas apresentações do lateral do Manchester City Corluka e do meia do Schalke 04 Rakitic tem nestas suas maiores apostas. A Polônia tem a mesma força que os alemães, mas com óbvia menor qualidade. Nomes já conhecidos como Krzynowek, Zewlakow e Smolarek são titulares absolutos enquanto o meia do Dortmund de nome impronunciável - Blaszczykowsky - é a nova aposta para um meio campo criativo. A pobre dona de casa Áustria deve fazer mero papel de figuração nesta Eurocopa pis nenhum nome em seu elenco atrai e dos poucos conehcidos está o goleiro do Siena Manninger.

O Grupo C, porém, merece uma atenção redobrada, triplicada ou até toda atenção da fase inicial da Euro. Não é todo dia que em um período de menos de duas semanas veremos jogos como França x Holanda, Itália x Romênia, Holanda x Itália e a repetição, mais uma vez pois nas eliminatórias para a Euro já foram dois jogos, da final da última Copa do Mundo entre Itália x França. Os Holandeses, cabeças de chave não conseguiram cair em um grupo tranqüilo e as chances de classificação para a fase de quartas-de-final diminuiu muito, mas há de se indicar que nada é definido antes da hora neste grupo. Uma Seleção que conta com Van Nilsterooy,
Sneijder, Robben e mais inúmeros jogadores de fama e qualidade mundial não pode ser dada como morta antes da hora, ainda mais quando se tem um treinador como Van Basten no banco, que quebra as regras com facilidade e adapta o time ao esquema de jogo necessário àquela partida, diferentemente do que antes acontecia quando os holandeses jogavam apenas no seu rotativo 4-3-3, o único problema é que Van Basten já confirmou que saí após a competição continetal, o que pode servir de incentivo ou não para jogadores e comissão técnica. A Itália se classificou no sufoco de Glasgow graças a Panucci. A Seleção não encanta mas quando apertada faz a sua obrigação. Foi assim na Copa do Mundo, foi assim na classificatória para a Euro. O que não pode acontecer é um salto alto. A falta de atacantes consolidados é um problemas mas que também pode vir a ser uma solução, enquanto a consolidação não acontece Donadoni não pode ser teimoso e o trio Pirlo-Ambrosini-Gattuso precisa render o mesmo que faz no Milan. A França de Domenech é sistemática. Tem um ataque primoroso, mas uma defesa de dar calafrios. Enquanto Thuran não se recupera tecnicamente e Coupet não consegue está apto a jogar os Beus vão sofrendo com Frey e Landreau. Se Domenech não inventar, a França tem mais capacidade técnica para passar, em função de Henry, Anelka
, Trezeguet e Ribery. A surpresa pode vir da Romênia. Um Adrian Mutu em forma estraordinária e um grupo forte que conta com destaques jovens como Nicolita e Dica tem tudo para assombrar e, com alguma sorte, roubar umaa vaga de duas das três gigantes.

A Grécia não terá um caminho tranquilo na busca do bicampeonato Europeu. Espanha e Rússia pode-se dizer, por incrível que pareça, estão no mesmo nível hoje. Guus Hiddink colocou os russos em um patamar de time extremamente perigoso e que sabe se defender tornando de Kerzakhov, Bilyialetdinov e os irmãos Berezutskyi peças fundamentias no renovado selecionado russo. O treinador holandês tem a seu favor a experiência em outras competições internacionais, como duas semifinais de Copa do Mundo, com Holanda em 1998 e Coréia do Sul em 2002, além da impressionante campanha que fez com a Austrália no último Mundial quando quase eliminou a Itália nas oitavas-de-final, não fosse um pênalti mal-marcado em cima de Fabio Grosso. A Espanha se ajeitou e pela primeira vez em muitos anos tem um real craque em seu time: Cesc Fábregas. O volante, que também pode trabalhar na meia, faz uma função crucial na seleção Ibérica carregando o meio-campo e dando impulsão e fôlego para Xavi Hernandez, Riera e Iniesta. As opções de banco também são boas ou Joaquín, Morientes e Juanito são maus jogadores? Apenas a auto-confiança exacerbada pode eliminar a Espanha tão cedo da competição. Os gregos não renovaram o grupo, muito pelo conrário pois a base é praticamente a mesma, mas é nessa solidez e entrosamento que reside a maior arma dos helênicos já que no banco eles tem Otto Rehaggel, o Deus Alemão na Grécia. Rehhagel ja provou ser mais do que um simples treinador e não será surpresa se conseguir levar os gregos novamente a fazer sucesso na Euro. A Suécia, última deste grupo, é a mais instável de todas. Faz partidas épicas e jogos horrorosos com umaa volatilidade impressionante. Os nórdicos tem a seu favor Ibrahimovic em fase nunca antes vista, ou talvez apenas no Ajax anos atrás, mas com uma dierença, agora Ibra tem cerébro. Kim Kallstrom ainda não se impôs no Lyon mas tem toda a capacidade para fazê-lo enquanto a Suécia ainda olha com certa desconfiança para Johan Elmander, o possível comapnheiro de ataque para Ibrahimovic, muito melhor que as outras duas opções Rosenberg e Rade Prica. Exigir dos suecos uma grande campanha dentro deste grupo é algo quase impossível,as, na mesma posição da Grécia, os suecos podem passar, pois este é o grupo mais equilibrado da Euro.

Emoção vem aí. Com barbadas e dúvidas totais, mas com muito, mas muito bom futebol.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sorteios bem selecionados!

Parabéns pelo trabalho!