sexta-feira, 8 de junho de 2007

Saindo da Ressaca


Há aproximadamente um ano atrás o Internacional de Porto Alegre passava pelo momento mais glorioso de sua história até então.Com um empate contra o São Paulo, campeão em 2005, dentro do Beira Rio, a equipe gaúcha se tornava campeã da Libertadores da América.Neste mesmo ano brigou até as últimas rodadas no campeonato Brasileiro e o auge de 2006 foi alcançado quando em dezembro, em um jogo de muita marcação e pouca técnica bem ao estilo gaúcho, venceram o Barcelona, time de Ronaldinho Gaúcho, Eto'o, Messi e o mais temido do mundo até então.

Tudo indicava que em 2007 as coisas só poderiam melhorar para o colorado gaúcho.Porém uma troca de comando na diretoria, reposição de peças de forma muito mal feita e venda de alguns jogadores contribuíram para o Inter ter um começo de ano horrível.As chances iam caindo por terra, primeiramente conseguiram ser eliminados na 1ªfase da Libertadores, fato inédito para um time que tinha conquistado o título no ano anterior.Sequer chegou às finais do Campeonato Gaúcho, em conseqüência desses péssimos resultados a demissão do técnico Abel Braga, ídolo do clube até três meses atrás, e o empréstimo do herói do título Mundial, Adriano Gabiru, ao Figueirense.

Com um elenco com jogadores bons mas um caos tremendo, Gallo assumiu com uma só missão: levantar vôo com o Inter no Brasileirão.O início de campeonato foi calamitante, assim como os outros dois que a equipe havia participado anteriormente.Restava a Recopa, única chance do Internacional tentar levantar algum troféu no primeiro semestre.

A primeira partida seria disputada em Pachuca, contra o time que recebe o nome da cidade, um time que havia vencido quatro torneios nos últimos 16 meses - 2 Clausuras mexicanos, uma Copa dos Campeões da Concacaf e uma Copa Sul-Americana - o pior tipo de adversário que o Colorado gostaria de enfrentar.A apresentação do Inter no México foi grotesca e os alívios foram ter achado um gol com Pato e não ter sofrido o tanto de gols que merecia.

Esperar uma virada em Porto Alegre era possível, mas difícil devido as condições circunstanciais que o Inter se encontrava, com apenas uma vitória no Brasileirão, técnico ameaçado com cinco jogos no comando do time e o capitão Fernandão fora do jogo de volta, ainda havia algum tipo de esperança.

A velha máxima do futebol, chata, mas necessária, de que futebol é uma caixinha de surpresas aconteceu.Uma apresentação fantástica do Internacional, goleando os mexicanos por 4 gols, não os deixando tocar a bola, apertando a marcação e em noite inspirada - e com muita garra - de Pinga, Wellington Monteiro e Alexandre Pato, o Internacional passou pelo Pachuca e foi campeão da Recopa.Alguns disseram que foi o melhor jogo do Inter no ano, atuação premiada pelo título.

O maior prêmio, porém, ainda não é possível afirmar que acontecerá, mas este caneco deverá melhorar as perspectivas coloradas para o resto do Campeonato Brasileiro.As duas vitórias conseguidas nesta semana frente a Náutico e Pachuca darão mais tranqüilidade à Gallo e o resto do grupo para trabalharem sem a pressão de não terem vencido nada.E para alguns jogadores perceberem que o título Mundial passou, a ressaca acabou e um novo Inter está aí.





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