As vezes não temos a felicidade de nascermos em famílias abastadas, com posses, história, brasões e lemas.Ou em regiões que privilegiem nosso crescimento ou quando temos muitas dificuldades em nosso crescimento por motivos que às vezes são a falta de dinheiro ou a não instrução de nossos responsáveis e é por isso que quando conseguimos chegar a um lugar de maior destaque somos exemplo e referência para muitos, sem contar o gostinho especial de estar aonde todos gostariam.Novamente podemos aplicar essa comparação ao futebol e também a Alemanha, mas dessa vez a um lugar um pouco ao norte de Munique, com um pouco mais de frio e menos desenvolvimento.
Nasceu na classe média e demorou mais de 50 anos para ganhar algum status.O VfB Stuttgart começou como o primeiro time da cidade que lhe concede o nome, mas demorou 56 anos para conseguir o seu primeiro título Alemão na temporada 1949/1950 e duas temporadas depois conquistou o bi e depois de duas temporadas denovo foi campeão, mas desta vez da Copa da Alemanha, na mesma década ainda ganhou mais uma vez a Copa em 1958.Muito tempo foi passando e as coisas diminuindo, o nível caindo e o Estugarda virando um time.Até que em 1983 para 84 o Stuttgart entra para a disputa do campeonato Alemão com um jovem chamado Klinsmann no ataque e dois tais de irmão Förster na defesa e meio-de-campo além de Buchwald, após muito tempo e com 90 anos de atraso a equipe revelava um grande jogador e ganhava um campeonato em que terminou empatado com o Hamburgo.A partir daí as coisas melhoraram bastante e em 1988/1989 ocorreu o maior feito da história internacional do Stuttgart, ainda com Klinsmann e Buchwald no time, eles chegam a final da Copa da UEFA e perdem para o Nápoli, que tinha Maradona, Careca e Ferrara,mesmo assim até hoje o maior feito da equipe em competições de nome, apesar disso a equipe em 91/92, quase com 100 anos de existência veio o 4° título de Bundesliga e aparecia no time um tal de Mattias Sammer, pilar daquela defesa e dois outros bons jogadores, zagueiro Keller e o renascimento de Kögl que teria sido encostado por muito tempo no Bayern.A equipe voltou a ser vice-campeã de alguma coisa na Europa, na extinta Recopa quando perdeu a final de 97/98 para o Chelsea de Zola.
Um currículo até certo ponto respeitável, principalmente porque nos últimos anos foi casa de jogadores como Kuranyi, Hleb, Bordon e Lahm, o que pode-se considerar um certo respeito e importância, mas mesmo com toda essa história e afins os Die Schwaben( apelido do Stuttgart) sempre foram considerados amarelões, ou time sem cancha nenhuma para chegar à finais
ou a disputa de títulos, principalmente depois da última temporada que a equipe simplesmente decepcionou.A expectativa para esse ano era disputar no máximo o campeonato alemão com dignidade e se possível conseguir a classificação para a Copa da UEFA; as contratações não foram muito caras e as maiores foram de nomes medianos como Farnerud e Pardo, que vieram e corresponderam, o sueco um pouco menos, mas vêm dando conta do recado, sem contar com a "sorte" de se livrar de alguns empecilhos como Gronkjaer, Tomasson, Zivkovic.Resumindo : a coisa era ficar quieto no seu canto e esperar um fim de temporada tranqüilo, sem grandes metas.
Um começo de campeonato irregular confirmou essa tese e mesmo com esses "reforços" pelas saídas dos trambolhos, a equipe sabia que era esse seu destino. Ou não? Bem, depois de uma vitória por 3 gols sobre o postulante à título Werder Bremen e depois sobre o outro Schalke 04, as coisas começaram a mudar de figura.Acreditar em título não era tão difícil, apesar de apenas 15 pontos em 9 jogos, a vitória dava gás.A série de 4 jogos invicto só foi quebrada por uma derrota para o Bayern, ali o grande concorrente ao título, por 2x1 duvidoso.depois mais 5 jogos invicto e uma regularidade até ali não vista na Bundesliga.No começo do 2° turno a equipe se encontrava em 3°, mas com uma diferença de 7 pontos para o primeiro, Bremen, foi aí que o banco começou a pesar.O duelo contra o líder do campeonato podia definir se o Stuttgart ainda ia brigar pelo título ou apenas ia tentar a Pokal.O resultado não precisa de explicação,um 4x1 frente aos Verdes, com show de Magnin e Gomez, tiraram alguns pontos e aproximaram a equipe.Enquanto isso na Pokal Cup as coisas continuavam melhor do que o esperado, passando por Bochum com uma goleada fora de casa à equipe ia enfrentar o perigoso Hertha Berlim nas quartas-de-final.A vitória sobre o Hertha os levou a semifinal da competição, não inédita, mas muito inesperada, e a derrota para o Schalke no 2° turno tirou um pouco o ânimo e as esperanças da torcida de verem um título que não vem a 15 anos, até um encontro que seria o marco para se chegar aos desejos de seus torcedores : o jogo contra o Bayern.Antes dele a equipe tinha conseguido a empolgante vitória nas semifinais da Pokal e já garantia vaga em uma final, o que pode ser considerado fantástico, supondo-se as primeiras previsões feitas.O jogo contra os bávaros definiria a busca ao título ou a briga por vaga na Liga dos campeões, o que também já estaria ótimo.Um baile de Cacau, uma defesa de Munique estática e pronto os ingredientes estavam prontos para um fim de campeonato mais do que feliz, a final contra o Nurnberg pode agravar ainda mais essa felicidade vermelha e branca.
O time da classe média cresceu e hoje pode se considerar de média-alta, praticamente um novo rico.Os dois títulos podem vir ou não, mas que com toda a certeza a coisa mais agradável desse ano na Alemanha foi o resurgimento com toda a força do Stuttgart podem ter certeza que foi, mostrando que dinheiro não resolve tudo e que muitas vezes a regularidade é muito melhor do que qualquer tipo de estrela solitária .Viva a multiplicidade de chances!E porque não, viva ao Stuttgart!
sábado, 28 de abril de 2007
...e surpresas felizes
Postado por
João Lucas Garcia
às
20:51
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