sexta-feira, 20 de julho de 2007

Ciao Azzurra


Há alguns tipos de jogadores que se destacam por conseguirem apresentar um futebol vistoso em seus clubes, levando-os à títulos e sendo artilheiros e melhores jogadores de competições, mas quando chega a hora de atuar por sua Seleção nacional algo acontece e nada dá certo. Alguns exemplos típicos disto são Ronaldinho pelo Brasil e Riquelme pela Argentina, exemplos claros de grandes jogadores que não conseguem boas apresentações pelo país que defendem. Existe outro destes, mas a situação é um pouco diferente. Totti.

O italiano é ovacionado em Roma e já está na categoria de um dos maiores jogadores da história dos Giallorossi, sendo comparado a Bruno Conti e Roberto Pruzzo, tendo conquistado com eles o Scudetto de 2001 e sendo o maior artilheiro da história do clube, tendo dedicado 17 de seus 30 anos ao clube da capital. Existe até a lendária história de que sua mãe rejeitou uma proposta milionária do Milan quando ainda era júnior para que o filho pudesse jogar em seu clube predileto. Porém desde o começo ficou clara a dificuldade do romanista em repetir o belo desempenho da Roma com a seleção Italiana.

O começo da carreira dele na Azzurra era promissor, sendo autor de gols em duas finais contra a Espanha em campeonatos de juniores. O auge da carreira veio em 2000 quando foi eleito o melhor jogador da Eurocopa em que a Itália foi derrota pela França na final. Era considerado o melhor jogador daquela Seleção e constantemente dito como um novo Roberto Baggio, a imagem de um ídolo para os italianos. A verdade, porém, tornou-se um pouco mais dura a partir dali. Uma expulsão extremamente duvidosa contra a Coréia do Sul nas Oitavas-de-final acabou com o sonho do Tetra. Uma agressão em Poulsen na Euro-2004 manchou um pouco a imagem do capitani. O risco de não participar da Copa do Mundo da Alemanha era enorme devido a uma gravíssima lesão no joelho, mas a recuperação surpreendente o colocou dentro do time que disputaria a Copa. A única coisa útil que ele fez nas terras Germânicas foi o gol contra a Austrália, que qualificou a Itália para as quartas-de-final. A partir daí teve participação discreta, não mostrando ser aquele jogador decisivo da Roma.

Após a competição mundial, a saída do treinador Marcello Lippi e a entrada de Donadoni fizeram Totti repensar sua carreira e ele deu uma pausa em sua carreira pela Azzurra. As hipóteses de brigas com o novo treinador e de que Totti provocava rachas no time foram levantados, mas nenhum foi realmente sólido. As críticas choveram em cima do ídolo da Roma e neste dia 20 ele decidiu se aposentar da Seleção. em sua declaração, diz que foram motivos físicos, não técnicos nem pessoais que o fizeram tomar esta decisão:

“Decidi parar para não dar qualquer problema ao grupo e à comissão técnica. Tomei essa decisão dura por motivos físicos, não técnicos. Avaliei a situação por um ano. Para mim, a saúde é o mais importante. É uma decisão que é pior para mim do que para qualquer outra pessoa. Devo renunciar a algo e infelizmente devo dizer isso à seleção. A Roma é minha prioridade”

A situação deve levantar alguns protestos choradeiras dentro da terra da Bota, sendo já cogitada em alguns jornais a possibilidade de Francesco voltar para a jogar a fase final da Eurocopa em 2008, o que na minha opinião, seria uma coisa ridícula de se acontecer.

Apesar da grandeza de Totti, ele ficará lembrado sempre como o grande jogador da Roma e não como um atacante feroz a frente da Squadra Italiana.

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