A vida premia injustamente os que não merecem coisas de grande valia e pune alguns que deveriam merecer a glória.Na Liga dos Campeões aconteceu isso e o grande punido foi o Manchester Utd., que apesar de apresentar o melhor futebol, ter os melhores jogadores( Giggs, Cristiano Ronaldo e Rooney), e ainda demonstrar um futebol belíssimo, foi eliminado pelo Milan em uma partida em que o time rossonero nem deveria ter participado( por causa de toda a confusão do CalcioCaos ano passado), mas a recompensa chegou neste fim de semana.
Antes, é preciso dizer que não é contestável a classificação do Milan à final, pois bateu Celtic, Bayern de Munique e Manchester United, jogando muito melhor aliás, mas é totalmente discutível como o time Italiano chegou a esta competição Européia, por uma ajudinha da Federação Italiana e da UEFA que não colocaram as "sanções" devidas ao time de Milão.Depois desses erros dos responsáveis, o Milan só aproveitou e teve competência para chegar à final.
Competência que não faltou aos Red Devils para conquistar neste fim de semana o título Inglês mesmo sem entrar em campo.Bastava o desestabilizado Chelsea não vencer o clássico Londrino contra o Arsenal para a equipe vermelha de Manchester botar as mãos na taça.E foi o que ocorreu, mas quem se lembra do período que antecedeu o campeonato, recorda-se que as coisas não pareciam ser tão boas para o Unted, aliás era muito pelo contrário.
Com uma situação ímpar entre os seus rivais, o Manchester United foi colocado por muitos como a 5ª força para a Premier League que se iniciava, principalmente por não terem contratado ninguém - excessão feita a Carrick, que durante o campeonato se mostrou extremamente útil.As chegadas de Shevchenko, Ashley Cole, Boulahrouz, Kalou e Mikel no Chelsea( este último tinha um acordo com o Manchester United), Rosicky, Julio Baptista e Gallas para o Arsenal e Kuyt, Pennant, Bellamy e Fábio Aurélio ao Liverpool, só confirmavam essa possível decadência dos Diabos Vermelhos, sem contar o Tottenham que vinha de uma temporada fortíssima e era considerado forte o suficiente para fazer frente ao United.Leve ilusão.A manutenção do elenco é uma das razões que levaram a equipe ao título.
Quando a bola rolou as coisas foram bem diferentes.A equipe logo destoou dos grandes concorrentes e abriu uma boa vantagem no campeonato Inglês.A grande surpresa ficou por conta de um quarteto que era um pouco desacreditado frente à seus concorrentes: Carrick-Giggs-C.Ronaldo-Rooney, esses quatro jogadores formaram a face da equipe, sem se esquecer claro de Paul Scholes que provou ser um jogador que merecerá múltiplas homenagens quando encerrar a carreira assim como Ryan Giggs que fez uma temporada sublime, hoje sendo considerado o melhor jogador em sua posição na Europa.Rooney e carrick, apesar de serem jovens e já terem provado muito, cumpriram com maestria as suas funções e devem desempenhar grandes coisas com a camisa vermelha do United por muito tempo.
Com certeza todos estes jogadores foram importantes, mas um especial será lembrado por muito tempo pela temporada magnífica que fez no ano em que o Manchester conquistou seu 16° título.Cristiano Ronaldo chegou à Old Trafford procedente do Sporting de Lisboa, com apenas 17 anos e era comparado à Luís Figo em seus tempos áureos.Sir Alex Ferguson, um dos grandes responsáveis por esta conquista também, apostou no Português, e pelo que ele vem apresentando, o a aposta deu resultado.Nos últimos anos, Ronaldo vinha prometendo e amadurecendo cada vez mais, mas este ano o amadurecimento se completou.Partidas fantásticas, dribles elásticos e uma tomada de liderança dentro do grupo credenciaram-no a ser o sucessor de Ronaldinho Gaúcho na premiação do fim do ano pela FIFA, fato que provavelmente se consumará em dezembro.Todos esses fatores levaram o português a ser caçado em campo e “motorizar” este time, não o principal responsável, mas com certeza uma representação fiel do que foi o Manchester United de Alex Ferguson 2006/2007, um time aguerrido, de uma habilidade gigantesca, uma movimentação constante e que brigava até o final em tudo o que pode.

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